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22/07/2013

às 17:46 \ Realeza

William e Kate: o sopro de vitalidade na monarquia milenar

Nos quase oito anos de namoro, o príncipe William mostrou ao país, à avó, a rainha Elizabeth II, e a si mesmo que Kate Middleton é a mulher certa para ele. Sem que nunca tenha sido pronunciada uma palavra a respeito, Kate foi submetida a vários testes. No escaneamento feito pela rainha das qualidades de Kate, as que mais contaram foram a discrição e a compostura. A duquesa de Cambridge nunca foi vista saindo bêbada de uma boate e nunca deu entrevistas falando sobre a relação com William ou qualquer outro assunto – nem quando terminaram, por um breve período, em 2007. O perfeito e romântico casamento entre o príncipe e a plebeia, em 2011, contribuiu consideravelmente para aumentar o prestígio da família real. E o nascimento do primeiro bebê do casal traz choro novo a uma história antiga: sobre sua cabecinha coroada repousam as probabilidades de sobrevivência de uma instituição de 1 000 anos, a monarquia inglesa.

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22/07/2013

às 17:38 \ Realeza

O poder (simbólico) e os encantos da monarquia britânica

O bebê do príncipe William e Kate Middleton chega ao mundo cheio de expectativas incomparáveis — afinal, a criança é agora a terceira na linha de sucessão ao trono britânico. Também se espera que o nascimento renove os sentimentos de união nacional numa época de crise econômica e constitutiva, com a hipótese de que a Escócia e, futuramente, a Irlanda do Norte se descolem do complicado e outrora forçado casamento político chamado Reino Unido. A capacidade de resistência e de adaptação desta monarquia milenar, além da relação primal que os britânicos têm com ela, explicada mais pela narrativa mitológica do que pela lógica política, é objeto de constantes e nunca inteiramente satisfatórias explicações. A mais simples delas opera no campo dos arquétipos imemorialmente moldados no inconsciente coletivo. Imperadores, reis, rainhas e princesas continuam a fascinar a humanidade muitíssimo tempo depois que o sistema de um único governante hereditário, mais ou menos contemporâneo da emergência dos estados nacionais, deixou de ter utilidade como fator unificador.

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11/02/2013

às 11:58 \ EM DIA, Religião

Em Dia: o pontificado incompleto de Bento XVI

Ele foi escolhido para suceder um dos papas mais carismáticos e marcantes da história recente da Igreja. Prometia lutar para reconquistar parte do rebanho de fiéis na Europa, o berço do catolicismo. Esbarrou na tempestade de escândalos que manchou a imagem do Vaticano nos últimos anos. E chocou o mundo ao decidir interromper subitamente seu papado por causa da idade avançada – ao contrário do que fez João Paulo II, que usou o anel do pescador até o último suspiro. Em abril de 2005, já se acreditava que o pontificado de Bento XVI seria mais curto, um período de transição sem mudanças visíveis no cotidiano da Igreja. A previsão se concretizou – mas sob circunstâncias que ninguém seria capaz de prever.

O que dizia a reportagem de VEJA

O papa panzer, o pastor alemão. “Um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor.” Num ponto qualquer entre as alcunhas pejorativas que lhe foram aplicadas nos jornais e a maneira modesta como se referiu a si próprio, depois do anúncio público de que ele havia sido eleito o 265° pontífice da Igreja Católica, se encontraria a verdade sobre o cardeal Joseph Ratzinger, papa Bento XVI. Onde ficaria exatamente esse ponto só seria possível verificar no decorrer do seu pontificado, provavelmente mais curto que o anterior, visto que o novo ocupante do Trono de Pedro assumia aos 78 anos. João Paulo II tinha 58 quando foi feito papa. Mas um fato era incontestável: em Roma, Bento XVI realizou prontamente o milagre de fazer com que João Paulo II se tornasse uma página virada na história. O severo e reservado guardião da doutrina mostrou-se afabilíssimo nos seus contatos com a multidão - e parecia ter tomado gosto em fazê-lo. Os cardeais reformistas gostariam que a Igreja permitisse a ordenação de mulheres e anseiam por um afrouxamento nas condenações aos métodos contraceptivos, ao aborto e ao reconhecimento legal do casamento entre homossexuais. Porque o Vaticano é contra tudo isso que está aí, argumentam eles, o catolicismo vem sangrando há vários anos, especialmente na Europa, onde o rebanho diminui a cada ano. Como não conseguirão nada disso sob Bento XVI, os reformistas tendem a crer que a Igreja permanecerá congelada durante o seu pontificado. Dessa perspectiva, o catolicismo teria começado a viver um inverno com uma duração, na mais branda hipótese, de quatro a cinco anos, até que Bento XVI seja enterrado nas grutas vaticanas.

O que aconteceu depois

Ao eleger papa o alemão Ratzinger, a Igreja Católica optara pelo apego à pureza doutrinária e à tradição como estratégia para se impor a um mundo volátil e de frágeis valores morais. Em uma missa celebrada pouco antes do conclave que o colocou no Trono de Pedro, o então cardeal conclamou a Igreja a permanecer imune ao conceito de relativismo (que iguala em importância todas as religiões), às ideologias modernas e modas filosóficas. O viés conservador, entretanto, não impediu Bento XVI de surpreender fiéis e vaticanistas. Logo em seu primeiro discurso aos cardeais, o novo papa sinalizou aprovar uma questão muito cara aos reformistas e esconjurada pelos conservadores: a da colegialidade no governo da Igreja, doutrina pala qual tenta-se estabelecer uma participação mais ativa de bispos e padres em todo o mundo, em oposição a uma centralização absoluta do Vaticano. Previa-se, ainda, que o novo papa não teria a mesma sanha santificadora de João Paulo II, que em seu pontificado bateu recordes de beatificações e canonizações. Uma de suas primeiras medidas foi abrir o processo de beatificação justamente de João Paulo II. Para isso, Bento XVI mudou as regras do direito canônico – teoricamente, ele deveria ter esperado cinco anos para iniciar o processo. Levando seu pontificado de maneira discreta, o papa lançou sua primeira encíclica – uma espécie de carta que os papas mandam aos membros da Igreja sobre assuntos que consideram relevantes para a cristandade – apenas em janeiro de 2006. Intitulado “Deus Caritas Est”, o documento versava sobre o amor de Deus pelos humanos e dos humanos entre si. Sua conclusão: amor mesmo é o que se transcende e se dispõe à renúncia e ao sacrifício em favor do ser amado, seja ele o cônjuge, no sacramento do matrimônio, seja Deus, por meio da religião.

Três meses depois, Bento XVI causou revolta nas comunidades islâmicas de todo o mundo ao citar, durante uma aula magna proferida na Universidade de Regensburg, na Alemanha, uma polêmica passagem medieval. O papa defendia a tese de que a fé deve andar de mãos dadas com a razão, não com a violência. Para exemplificar, citou Manuel II Paleólogo, imperador bizantino do século XIV. “Mostre-me o que Maomé trouxe de novo e encontraremos apenas coisas más e desumanas, como a ordem para espalhar pela espada a fé que ele pregava”, disse o imperador a um intelectual muçulmano. Apesar de o papa ter deixado claro que não necessariamente concordava com o imperador, suas palavras foram rapidamente tiradas do contexto e divulgadas como uma ofensa direta ao Islã e seu profeta. Multidões de muçulmanos enfurecidos atiçadas por clérigos belicosos tomaram as ruas no Paquistão, na Indonésia e em quase todo o Oriente Médio, pedindo, literalmente, a cabeça do sumo pontífice. Desde então, o papa explicou algumas vezes que foi mal interpretado, que respeita o Islã e que gostaria de manter o diálogo com os representantes dessa religião. Prova disso foi a visita que fez à Turquia, onde, sorridente, tirou os sapatos na Mesquita Azul e rezou virado para Meca, como fazem os muçulmanos. Além de se encontrar com o patriarca ortodoxo - aliviando um cisma cristão que já dura 1.000 anos - e pedir ao Islã maior tolerância para as minorias cristãs, Bento XVI ainda surpreendeu ao declarar-se favorável à entrada do país na União Européia, algo a que se opunha quando era cardeal. Antes de viajar à Turquia, porém, o papa escolheu o cardeal brasileiro dom Cláudio Hummes para o cargo de prefeito da Congregação para o Clero, um dos mais importantes na hierarquia da Cúria Romana. Espécie de ministro de Bento XVI, sua função é monitorar, do Vaticano, a ação dos padres em todo o mundo. Em março de 2007, o papa publicou a sua primeira exortação apostólica, intitulada Sacramentum Caritatis (Sacramento do Amor). No documento, que serve de orientação a sacerdotes e fiéis, o papa sublinhou a necessidade de valorizar aspectos da tradição litúrgica católica, definiu o segundo casamento de pessoas divorciadas como uma “chaga” social, e reafirmou a oposição à eutanásia, ao aborto e à união gay.

No mesmo ano, ele fez sua primeira visita ao Brasil como papa. A marca de sua passagem pelo país foi justamente a defesa inequívoca dos valores católicos, sem concessões nem meias palavras. A mensagem que Bento XVI trouxe ao país foi serena, mas enfática. Ele não abriria mão dos princípios morais, o cerne da doutrina católica, para atrair um imenso contingente de ovelhas desgarradas. Preferia um rebanho menor, mas seguidor dos mandamentos da Igreja. Quem apenas se declarava católico não lhe interessava. Nos anos seguintes, porém, a grande marca do pontificado de Bento XVI até aquele momento, a defesa da doutrina, começaria a se apagar. Uma polêmica entrevista em 2010 provocou confusão: o papa dizia que o uso de um preservativo por uma prostituta para proteger a ela e a seu cliente do vírus HIV era aceitável, já que constituía a aceitação da responsabilidade moral dela. O Vaticano garantiu que o papa não pretendia usar a declaração para sinalizar que aceitava os contraceptivos. Ainda assim, a entrevista reacendeu a discussão em torno da recusa da Igreja a permitir que os fiéis usem métodos de contracepção, mesmo que com o objetivo de evitar as doenças sexualmente transmissíveis. Essa, contudo, acabou sendo uma questão secundária na reta final de seu papado. Os escândalos de abusos sexuais cometidos por integrantes da Igreja acabaram sendo uma chaga muito mais profunda. As denúncias já vinham sendo feitas havia anos, antes mesmo de sua escolha como sucessor de João Paulo II. Em 2010, porém, o assunto ganhou muito mais força, graças à divulgação de uma série de provas inequívocas de abusos cometidos por sacerdotes em países como Áustria, Bélgica, Holanda, Noruega e, pior, o próprio país do papa, a Alemanha.

Um dos casos, aliás, foi indiretamente ligado a ele – enquanto Ratzinger era arcebispo de Munique, um padre pedófilo foi remanejado para outra função que permitia que ele continuasse tendo contato com jovens fiéis. Os escândalos foram decisivos para minar um dos grandes objetivos do pontificado do alemão: fortalecer o catolicismo na Europa, o berço da religião (a escolha do nome Bento, o mesmo do santo padroeiro do continente, foi atribuída justamente a esse desejo). Ao anunciar sua renúncia, de forma absolutamente inesperada, em fevereiro de 2013, Bento XVI amargava uma constatação dolorosa: o número de fiéis na Europa, ao invés de crescer, diminuiu, principalmente por causa da indignação provocada pelos numerosos escândalos que abalaram a Igreja. Conforme já cogitava a reportagem de VEJA em abril de 2005, o pontificado de Bento XVI foi, de fato, muito mais curto do que o de João Paulo II. Também foram confirmadas as previsões de manutenção da ordem e da ausência de mudanças radicais na vida da Igreja. O desfecho do papado, no entanto, foi o mais inesperado possível – se João Paulo II rejeitou a hipótese de renúncia e permaneceu no cargo até a morte, deixando claro que seus problemas de saúde não seriam suficientes para impedir que ele cumprisse sua missão, Bento XVI – que acompanhou muito de perto todos os passos do drama do crepúsculo do antecessor – entrega seu anel de pescador ainda em vida.

19/10/2012

às 8:00 \ Variedades

Em VEJA, ‘Avenida Brasil’ e as novelas que marcaram época

Chega ao fim nesta sexta-feira a trama que tem mobilizado o país nos últimos meses: Avenida Brasil. Na teledramaturgia brasileira, nunca houve uma criatura tão obcecada por vingança quanto Nina – aliás, Rita. Para todos os efeitos heroína de Avenida Brasil, a personagem revelou-se de uma monstruosa criatividade para bolar as mais diversas humilhações à mulher que fizera sua infelicidade na infância. Tratou-a por “vaca” e “vadia”, entre outros epítetos, fez com que ela lavasse roupa e esfregasse o chão e, suprema degradação, obrigou-a a comer o intragável macarrão com salsicha que Carminha adota como ração básica para os empregados da casa. Nina/Rita parece confirmar uma daquelas geniais tiradas misóginas do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara que o homem”. Fazer o personagem “do bem” cruzar de forma tão ostensiva a linha que separa a equilibrada justiça da mais bárbara vingança foi uma das ousadias do autor João Emanuel Carneiro. O público aprovou essa novidade perversa: a novela tem batido sucessivos recordes de audiência. A mocinha vilanesca e a vilã carola da novela atestam: ousadia e êxito não são excludentes nos folhetins.

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02/10/2012

às 7:17 \ crime

Sem punições, massacre do Carandiru completa vinte anos

Vinte anos atrás, em 2 de outubro de 1992, a cidade de São Paulo se tornava palco do maior massacre penitenciário da história do país: a chacina de 111 detentos no complexo presidiário do Carandiru, na Zona Norte da capital paulista. A ação da Polícia Militar do estado tornou-se um episódio de destaque na vasta crônica da vergonha nacional. A seguir, confira a reportagem de VEJA que narrou, naquele ano, o horror no Carandiru. E saiba o que ocorreu aos principais envolvidos no caso:

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31/08/2012

às 9:30 \ Realeza

Diana: a morte transformou em mito a ‘princesa do povo’

Há exatos quinze anos, morria Diana Spencer, mãe dos príncipes William e Harry. Diana foi vítima de um acidente de carro em Paris, em 1997, aos 36 anos. Até hoje, a morte prematura da princesa segue provocando dúvidas: teria Diana recebido o tratamento correto no hospital? Também persiste a tese conspiratória de que o acidente teria sido encomendado pela realeza britânica, ávida em se livrar da princesa problemática. A seguir, confira a reportagem de VEJA sobre o acidente, em 1997, e confira os desdobramentos das investigações.

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26/08/2012

às 15:12 \ EM DIA

Em dia: depois de Armstrong, só onze homens foram à Lua

A morte de Neil Armstrong, o lendário astronauta que comandou a missão Apollo 11 na sua pioneira viagem à Lua, fez o mundo revisitar as memórias da histórica jornada de 1969. Depois do primeiro passo de Armstrong na superfície lunar, outros onze astronautas pisaram no satélite natural da Terra. Desde 1972, porém, nenhuma outra missão espacial levou astronautas à Lua. Em várias ocasiões, a Nasa chegou a ensaiar novas tentativas. A mais recente, a mando de George W. Bush, foi enterrada por Barack Obama cerca de dois anos antes do adeus a Armstrong.

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23/08/2012

às 7:26 \ Variedades

Nelson Rodrigues: o autor que venceu a fama de ‘maldito’

Nesta quinta-feira, o Brasil comemora os 100 anos de nascimento do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), celebrado cronista das paixões e tragédias do cotidiano. Autor de dezessete peças de teatro, nove romances e centenas de contos, Nelson foi um cruel expositor das fraquezas humanas, genial escritor de crônicas esportivas apaixonadas (“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. Podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos”) e criador cínico de frases antológicas (“Dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro”).

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16/08/2012

às 15:40 \ Gente

Hebe Camargo: a trajetória da diva da televisão brasileira

Foto: Silvia Santana

 A apresentadora Hebe Camargo, uma das pioneiras da televisão brasileira, morreu aos 83 anos, neste sábado, de parada cardíaca, em sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo.  Apesar da dura batalha que travou contra o câncer nos últimos anos, a apresentadora jamais perdeu o sorriso. Ícone da televisão brasileira nas últimas seis décadas, ela se tornou um patrimônio da cultura nacional. Desde que estreou na telinha, marcando presença na primeira transmissão televisiva do país, em 1950, o período máximo que passou afastada da TV foi de dois anos, logo após dar à luz seu filho único, Marcello, em 1965.

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10/08/2012

às 11:03 \ Variedades

Jorge Amado em VEJA: segredos do gênio da prosa simples

“Se minha literatura tiver algum valor artístico e humano, permanecerá. Se não tiver, desaparecerá. Mas, de uma ou outra maneira, terá exercido seu papel no tempo presente. O fato de que no futuro não existam os problemas de agora não invalida forçosamente a literatura que trata desses problemas nos dias de hoje. O importante é que a literatura atual denuncie a existência dos problemas e contribua para que sejam superados.” Assim Jorge Amado descreveu a VEJA, em 1969, sua visão sobre o destino que teria sua obra com o passar do tempo e a chegada da modernidade. Quarenta e três anos após essa entrevista, o Brasil celebra o centenário do autor. E sua obra segue mais viva do que nunca. Morto em 2001, Jorge Amado é até hoje um fenômeno literário, com mais de 20 milhões de livros vendidos em 55 países.

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