BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade

Arquivo
VEJA
 
Reportagens



Busca detalhada
 
Imagens de capa



Busca detalhada




Mais reportagens
Brasil e sociedade
Política e economia
Internacional
Ciência e tecnologia
Saúde e sexo
Artes e espetáculos
Gente e memória
Religião e História
Esporte e aventura
Educação e trabalho

Revistas
1997 - 2009 | edições integrais
Edição n° 1
Edições extras
Edições especiais
 
Coleções » Planos econômicos Leia as reportagens na íntegra


   
5/3/1986
Cruzado
  25/1/1989
Cruzado Novo
  21/3/1990
Plano Collor
   
29/6/1994
Real
  6/7/1994
Real
  28/6/1995
Real
 

Publicidade

 
   
20/1/1999
Câmbio
  27/1/1999
Desvalorização
  3/2/1999
Desvalorização

Por pelo menos duas décadas de sua história recente, o Brasil foi forçado a enxergar a política econômica como um conjunto de medidas de impacto destinadas a tirar o país de crises imediatas - os planos econômicos. Foi assim na sucessão de pacotes antiinflação dos anos 1980, nos choques de juros que reagiram às grandes convulsões internacionais na década de 1990 e até no segundo turno da eleição presidencial de 2002, quando a cotação do dólar chegou a atingir 4 reais.

Não houve sobressalto na disparatada política econômica brasileira dos últimos 40 anos que não tenha sido acompanhado de perto por VEJA. A revista dedicou reportagens de capa a planos tão alucinados quanto inúteis, como o Cruzado e o Collor, e também ao Plano Real, que baixou a inflação e expôs defeitos estruturais do país que ainda precisam ser enfrentados.

Em 1986, o Plano Cruzado levou o Brasil da euforia à decepção. O congelamento de preços e salários baixado pelo governo José Sarney mereceu três capas seguidas de VEJA. A revista apoiou o plano, mas deixou claro que ele de nada adiantaria se não se atacasse a causa do surto inflacionário: um estado falido e perdulário. Passados catorze meses, o plano fez água. A inflação era de 363% ao ano. O fracasso não impediu o Plano Cruzado de gerar dois filhotes ainda na administração Sarney, o Plano Bresser e o Plano Verão - ambos baseados em congelamentos, ambos igualmente malogrados.

O próximo grande e desastrado episódio da luta do país contra o monstro da inflação viria em 1990, quando o Brasil foi surpreendido com o mais traumático de todos os planos econômicos - aquele que confiscou a poupança e a conta-corrente dos brasileiros. Menos de 24 horas depois de subir a rampa do Planalto como o novo presidente, Fernando Collor detonou uma bomba nuclear sobre a economia. O fiasco, outra vez, não tardou. Tentou-se ainda a implementação do Plano Collor II, no início de 1991. Na ocasião, VEJA reportava que enquanto Sarney levou cinco anos para fazer seus três planos fracassados. Collor experimentava o segundo em apenas dez meses.

Foi com atenção e expectativa, portanto, que em 1993 a revista registrou os primeiros movimentos do então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, no que culminaria com a primeira direção racional de política econômica no Brasil em décadas. Fernando Henrique Cardoso preparava o Plano Real, a última troca de moedas da história brasileira, colocada em prática oficialmente em 1994. À época de seu lançamento, o plano econômico foi "mais elogiado que as pernas de Claudia Raia", conforme reportou VEJA em junho daquele ano.

Maduro, sem os erros dos pacotes anteriores, o Plano Real desindexou a economia brasileira, livrou o Brasil do vício da "correção monetária" e abriu caminho para a estabilização. A nova moeda enfrentaria obstáculos nos cinco anos seguintes - mas os efeitos positivos de sua implantação são sentidos até hoje. O Real veio para enterrar definitivamente nossas crenças ancestrais em soluções mágicas, como os planos mirabolantes, os congelamentos e os tabelamentos de preço. Pena não ter despertado ainda em nossos governantes a disposição para cortar os gastos de um estado que segue gastando demais.


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |