BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade

Arquivo
VEJA
 
Reportagens



Busca detalhada
 
Imagens de capa



Busca detalhada




Mais reportagens
Brasil e sociedade
Política e economia
Internacional
Ciência e tecnologia
Saúde e sexo
Artes e espetáculos
Gente e memória
Religião e História
Esporte e aventura
Educação e trabalho

Revistas
1997 - 2009 | edições integrais
Edição n° 1
Edições extras
Edições especiais
 
Coleções » OlimpíadasLeia as reportagens na íntegra


  
13/09/1972
Munique-1972
  28/06/1976
Montreal-1976
  15/08/1984
Los Angeles-1984
  
21/09/1988
Seul-1988
  12/08/1992
Barcelona-1992
  24/07/1996
Atlanta-1996
 

Publicidade

 
  
31/07/1996
Atlanta-1996
  13/09/2000
Sydney-2000
  13/ 9/2000
Sydney-2000
  
07/04/2004
Daiane dos Santos
  01/08/2004
Atenas-2004
  30/07/2008
Pequim-2008
   
06/08/2008
Pequim-2008
  27/8/2008
Pequim-2008
  

Nos primeiros quarenta anos de VEJA, a revista cobriu dez edições dos Jogos Olímpicos, destacando as conquistas e decepções dos brasileiros e as figuras de destaque das competições, como os recordistas e grandes medalhistas. A primeira reportagem de capa sobre uma Olimpíada, porém, não tratava de uma grande façanha nos estádios, ginásios ou piscinas, mas sim da maior tragédia de todas as edições dos Jogos. Mais de 7.000 atletas reuniram-se em Munique na Olimpíada de 1972. A cidade se mobilizou para receber as competições no primeiro grande evento do país desde o fim da II Guerra, mas o seqüestro e o assassinato de onze esportistas israelenses pelo grupo terrorista Setembro Negro feriram o sonho da paz olímpica e mancharam de sangue a festa das nações.

Os Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, em 1976, foram marcados por numerosos recordes mundiais nos mais variados esportes. Mas a grande estrela foi mesmo a ginasta romena Nadia Comaneci, de apenas 14 anos. Do ponto de vista econômico, o evento foi um fracasso para o país sede. O desempenho do Brasil também foi ruim: ganhou só duas medalhas de prata. Depois de uma edição boicotada pelos americanos em 1980, em Moscou, quando a antiga União Soviética gastou nada menos que 3 bilhões de dólares para mostrar sua força para o mundo, Los Angeles-1984 foi marcada por outro boicote, agora dos soviéticos e seus aliados. Os americanos Edwin Moses e Carl Lewis reinaram nos Jogos da Califórnia. O Brasil teve sua melhor performance: oito medalhas, sendo uma de ouro, conquistada pelo corredor Joaquim Cruz. Em entrevista a VEJA, o presidente do comitê organizador, Peter Ueberroth apostou no Brasil como sede em 1996 ou 2000.

Aurélio Miguel garantiu o único ouro ao Brasil em 1988, durante as Olimpíadas de Seul, na Coréia do Sul - uma edição dos Jogos que marcou o reencontro de americanos e soviéticos na grande festa do esporte. O velocista canadense Ben Johnson chegou a receber o ouro nos 100 metros e o título de homem mais rápido do planeta. Era uma farsa: um exame antidoping revelou que Johnson ganhara músculos graças ao uso de anabolizantes. Perdeu a medalha e o recorde mundial. Carl Lewis, o gênio americano das pistas, herdou o ouro a que tinha direito.

A Olimpíada de Barcelona-1992 ficou marcada entre os torcedores brasileiros pelo sucesso da geração de ouro do vôlei masculino, com Giovane, Tande, Paulão, Carlão, Maurício e Marcelo Negrão. Verdadeiros guerreiros, subiram ao topo do pódio com todos os méritos. Se em 1992, os brasileiros conquistaram poucas medalhas, a campanha em Atlanta-1996 foi a melhor do país nos Jogos, com nove bronzes, três pratas e três ouros. Sandra Pires e Jackie Silva foram ouro no vôlei de praia, esporte estreante em Jogos Olímpicos. O evento foi marcado também pelo terror: uma bomba explodiu durante um show em um parque. Duas pessoas morreram e 110 ficaram feridas. O episódio despertou lembranças do atentado de Munique, mais de duas décadas antes.

Com magníficos estádios e uma infra-estrutura espetacular, Sydney, na Austrália, organizou uma Olimpíada segura e bem-sucedida, em que o grande nome foi o nadador Ian Thorpe. A delegação brasileira voltou para casa com doze medalhas, mas nenhuma de ouro. Os Jogos Olímpicos de Atenas-2006 contaram com todos os 201 países do Comitê Olímpico Internacional (COI) e mais de 11.000 atletas. O nadador americano Michael Phelps conquistou oito medalhas, seis delas de ouro. Uma das cenas mais marcantes aconteceu na maratona, quando um irlandês entrou no caminho do brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que estava em primeiro lugar. Ele acabou na terceira colocação. Mesmo assim, o país alcançou um inédito 16° lugar na classificação final.

A Olimpíada de Pequim-2008 foi a maior da era moderna dos Jogos. Phelps voltou a conquistar oito medalhas, mas todas foram de ouro - ele se tornou o maior campeão da história dos Jogos e o maior ganhador de ouros numa só edição das Olimpíadas, superando Mark Spitz. Nas pistas, a estrela foi o jamaicano Usain Bolt, que venceu os 100 metros e os 200 metros rasos quebrando os recordes mundiais das duas provas. Entre os brasileiros, Cesar Cielo e Maurren Maggi conquistaram ouros inéditos na natação e no atletismo, enquanto o vôlei feminino também chegou ao topo do pódio pela primeira vez. A Olimpíada chinesa foi marcada por uma estratégia ambiciosa do governo comunista do país, que gastou 40 bilhões de dólares para maquiar sua paisagem urbana e fazer estádios estupendos. Mas a grande obra mesmo foi a de engenharia social para reformar o coração e a mente da população.


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |