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1997 - 2009 | edições integrais
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Coleções » Novelas Leia as reportagens na íntegra


   
7/5/1969
Beto Rockefeller
 10/9/1975
Novelas
 2/10/1985
Roque Santeiro
   

9/5/1990
Pantanal

 12/6/1991
Carrossel
 10/1/2001
Laços de Família
 

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17/11/1999
Benedito R. Barbosa

 9/7/2003
Mulheres Apaixonadas
 9/2/2005
Senhora do Destino

Em setembro de 1975, VEJA estampou em sua capa o seguinte título: "O país das telenovelas". Embora o gênero já tivesse chegado ao Brasil muitos anos antes, a reportagem mostrava como esse tipo de atração na TV se tornara parte do cotidiano dos brasileiros. No início da década de 70 existiam 3,5 milhões de televisores no Brasil. Em 1974, esse número já ultrapassava os 10 milhões de equipamentos. Na época, Globo e Tupi eram os canais que investiam cada vez mais no setor.

Um dos frutos desses investimentos a longo prazo pode ser conferido na capa de outubro de 1985. A novela Roque Santeiro, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva e exibida pela Rede Globo, atraiu a curiosidade de 60 milhões de pessoas, que diariamente acompanhavam as peripécias de personagens como a viúva Porcina (Regina Duarte) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte).

Apoiada na sensualidade da personagem Juma, interpretada por Cristiana Oliveira, Pantanal foi ao ar em 1990 e mereceu destaque em VEJA pelas dores de cabeça causadas à concorrência. A novela, escrita por Benedito Ruy Barbosa, foi exibida pela TV Manchete.
Um ano depois, foi o SBT que atingiu índices superiores a 20 pontos de audiência ao colocar no ar uma novela mexicana para o público infantil. Carrossel fez com que os pais cedessem o controle remoto para os filhos e deixassem um pouco de lado O Dono do Mundo, exibida pela Globo, para acompanharem com toda a família os discursos da professora Helena e as travessuras de seus pupilos.

O universo das telenovelas voltou como destaque na capa da revista em 1999, novamente com Benedito Ruy Barbosa, autor de Terra Nostra. O escritor já acumulava até aquele ano grandes sucessos, como Renascer (1993) e O Rei do Gado (1997). O novelista foi apontado como um autor que prefere trabalhar com elencos pequenos e histórias que se estendem por várias gerações. "Na vida real, as pessoas já convivem com fantasmas como o desemprego e a violência. Quando chegam em casa e vão assistir à novela, elas querem descansar disso tudo", explicou Benedito nas páginas de VEJA.

Terra Nostra contou a saga da imigração italiana para o Brasil na virada do século XX. Além das interpretações de Raul Cortez e Antônio Fagundes, Benedito introduziu em sua obra novos nomes da dramaturgia. Ana Paula Arósio fez par romântico com Thiago Lacerda. Com um perfil considerado realista e personagens que representam fielmente o dia-a-dia da classe média, Manoel Carlos assinou em 2001 a novela Laços de Família. A trama apresentava Vera Fischer, o então novato Reynaldo Gianecchini, Giovana Antonelli, que interpretou a prostituta Capitu, e Carolina Dieckman, protagonista de uma cena marcante, em que sua personagem, Camila, teve a cabeça raspada devido à leucemia.

Maneco, como é conhecido Manoel Carlos, voltou a ser destaque novamente em 2003, com Mulheres Apaixonadas. O folhetim levou ao ar o primeiro relacionamento lésbico com ampla aceitação do público. Aline Moraes e Paula Picarelli se passaram por Clara e Rafaela. Na mesma história existia a alcoólatra Santana (Vera Holtz) e Raquel (Helena Ranaldi), que após ser espancada pelo marido Marcos (Dan Stubach), decide denunciá-lo. Em 2005, Aguinaldo Silva foi apontado como responsável por exibir o que de melhor já havia sido feito em telenovelas, ao garantir a Senhora do Destino o sucesso de audiência. Mesmo com a insistência da Record como concorrente mais próxima, a Rede Globo, como descrito na capa de VEJA de 1975, ainda reinava de maneira hegemônica quando o assunto era telenovela.


 
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