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VEJA publicou dezenas de capas sobre economia e finanças desde seu lançamento, em 1968. Em numerosas ocasiões, as reportagens destacavam os grandes empresários do Brasil e do exterior - e também suas jogadas mais ousadas e ambiciosas. Nos anos 1990, a revista também lançou luzes sobre as oportunidades oferecidas pela Bolsa de Valores, em reportagens sobre as jovens feras do mercado financeiro e sobre a popularização das ações e fundos de investimentos. Também nesse período, VEJA destacou um dos grandes personagens das finanças do país: o banqueiro Lázaro Brandão, do Bradesco, apontado na capa como "a eminência parda da economia".
Na virada da década, o destaque no mundo dos grandes negócios era o começo da onda de grandes fusões corporativas. Em 1999, a união entre as cervejarias Brahma e Antarctica deu origem à Ambev e incluiu o país na era das empresas gigantes. Com o negócio, nasceu um grupo privado dos mais poderosos que o Brasil conheceu. Em outros tempos, com as fronteiras do país fechadas, a notícia do surgimento de um conglomerado monstruoso desses seria assustadora para o consumidor brasileiro. Uma empresa tão grande, que concentra quase três quartos do mercado, poderia fazer um estrago e tanto. Numa economia global, porém, a fusão das cervejarias já não oferecia esses perigos. Outra megafusão de enorme repercussão ocorreu no ano seguinte, em 2000, e uniu a jovem AOL à tradicionalíssima Time Warner. A maior fusão da história do capitalismo mudaria a história para sempre. A empresa resultante da união já nascia como a quarta mais valiosa do planeta. Em 2001, VEJA destacou outra gigante mundial, a General Electric, através de uma reportagem especial sobre Jack Welch, mais influente líder empresarial do século XX. Naquele tempo, ele lançava sua autobiografia, um manual de sobrevivência na selva do capitalismo escrito por seu mais feroz competidor. Em mais de uma centena de países, quem quer que acenda uma lâmpada, faça uma ligação telefônica, coloque uma garrafa de vinho branco na geladeira, ligue a televisão, viaje de avião a jato ou precise fazer um raio X de um osso terá interagido com um produto da GE.
Entre os grandes empresários brasileiros, três foram personagens da capa de VEJA nos anos 2000. Em 2001, um perfil de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, mostrou como ele brigou com a família e reergueu um império. Outro empreendedor brasileiro de projeção internacional é José Luiz Cutrale, campeão mundial do suco de laranja. Ele e sua família detinham 30% do mercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de petróleo. Em 2008, Eike Batista fez a maior oferta de ações da história e se tornou expoente da modernidade na economia brasileira. No mesmo ano, VEJA destacou numa reportagem especial os heróis do capitalismo nacional. Entre investidores e empreendedores, em 2007 o Brasil produziu 164 milionários por dia. E o melhor é que essa bonança veio para ficar.
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