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Coleções » Fernando Collor de MelloLeia as reportagens na íntegra


  
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8/12/1993
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A inchada burocracia brasileira já era alvo das denúncias de VEJA havia muitos anos quando Fernando Collor de Mello, então governador de Alagoas, começou a combater a praga dos supersalários no funcionalismo de seu estado. Foi por causa dessas medidas de ajuste da máquina governamental adotadas por Collor que o político alagoano apareceu pela primeira vez na capa de VEJA, em 23 de março de 1988. A expressão "caçador de marajás" foi usada como um dos slogans de Collor nas eleições do ano seguinte, as primeiras diretas para presidente depois do regime militar.


(...) Desde que foi eleito, Collor, sem assinar uma única grande obra, conquistou a simpatia dos alagoanos e popularidade no Brasil inteiro. Descobriu primeiro a mina de impacto político que pode ser aberta com uma boa caçada aos marajás do serviço público. Esse é o seu segredo. (...)
'A guerra ao turbante', 23/3/1988

Em disputa com Lula no segundo turno, Collor saiu vencedor. VEJA registrou o caráter acirrado da campanha em dezembro de 1989: "Collor - Vitória num país dividido", dizia a capa sobre sua eleição. Instalado o novo governo, o país foi surpreendido com o mais traumático de todos os planos econômicos - aquele que confiscou a poupança e a conta-corrente dos brasileiros. O Plano Collor se mostraria um fiasco retumbante naquela que era sua principal missão, acabar com a inflação no Brasil.


(...) Antes de tomar posse, o presidente informou que só tinha uma bala na agulha para disparar contra a inflação e, portanto, não poderia errar. Fez o disparo - só que, ao invés de uma bala de revólver, detonou uma bomba nuclear sobre a economia. . (...)
'O presidente dispara sua bomba', 21/3/1990

Os seguidos fracassos na área econômica, acompanhados de trapalhadas políticas nos dois primeiros anos de mandato, colocaram o governo Collor na berlinda. Mas o pior ainda estava por vir. Em maio de 1992, VEJA publicou uma histórica reportagem de capa com as denúncias de Pedro Collor contra seu próprio irmão, o presidente Fernando. Nos quatro meses seguintes, a revista lançou mais catorze capas sobre o esquema de corrupção organizado pelo tesoureiro de campanha do presidente, Paulo César Farias, o PC.


(...)Desde que Caim teve aquela desavença letal com Abel, briga entre irmãos é um espetáculo lamentável de se acompanhar. Quando um dos irmãos é o presidente de um país com tantas dificuldades políticas como o Brasil,
a briga adquire um caráter de irresponsabilidade temerária.(...)

'Raio x na renda', 20/5/1992

Sua proximidade com Collor escancarou as portas para que ele se metesse em todos os cantos do governo, do Palácio do Planalto ao Banco Central, passando por diversos ministérios. PC nomeou, demitiu e influenciou as decisões do governo. Comandando um esquema de poder paralelo, traficou influência e desviou recursos públicos, como ficaria provado por uma série de documentos revelados por VEJA naquele tempo.


Sou eu o primeiro interessado no esclarecimento definitivo dos fatos, sou o primeiro interessado na verdade.
Collor, em discurso na TV (8/7/1992)

A população foi às ruas pedir a saída do presidente, enquanto o Congresso e o Judiciário puseram-se à caça de Collor. Em 29 de setembro de 1992, Collor caiu, em uma votação histórica na Câmara. O "caçador de marajás" tornou-se o primeiro presidente da história política brasileira afastado em um processo de impeachment.


O governo perdeu as estribeiras
e partiu para o vale-tudo.

José Sarney, na votação do impeachment (30/9/1992)

A expulsão da "República de Alagoas" de seu paraíso terrestre, os cofres públicos, foi uma vitória da sociedade brasileira. A renúncia do presidente Fernando Collor e a subseqüente suspensão de seus direitos políticos pareciam a catarse perfeita depois de longo período de sofrimento. VEJA foi instrumental na higiene política que culminou com a saída de Collor. Até o impeachment, publicou dezenas de reportagens que expuseram as entranhas de uma capilar organização criminosa dedicada a pilhar as fontes de riqueza estatais e privadas do país. Para VEJA, 1992 foi "O ano glorioso em que nos livramos delle". O Brasil nunca vira antes tamanha desfaçatez de homens públicos. Conseguiu livrar-se de um presidente corrupto, chefe de uma quadrilha que violava a Constituição e levava o país para o abismo.


 
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