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1997 - 2009 | edições integrais
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Coleções » EvangélicosLeia as reportagens na íntegra


  
07/10/1981
Pentecostais
  16/05/1990
Evangélicos
  25/12/1991
Êxodo católico
  
25/10/1995
Universal
  6/12/1995
Edir Macedo
  2/7/1997
Evangélicos
 

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15/7/1998
Conversão
  3/7/2002
Evangélicos
  12/7/2006
Novos pregadores

No começo dos anos 1980, 8,5 milhões de brasileiros freqüentavam cultos pentecostais. Seus fiéis mantinham o compromisso de pagar o dízimo às suas igrejas e só admitiam o sexo como instrumento de procriação. Deus é Amor, Congregação Cristã e Assembléia de Deus eram as igrejas que agregavam a maioria dos seguidores das pentecostais. Os templos eram 267, em 1930; 912, em 1940; 1.929, em 1950; 4.583, em 1960; e 11.118, em 1970. Quando o assunto chegou à capa de VEJA pela primeira vez, havia 26.000 templos no país.

Durante a década de 1990, foram as igrejas neopentecostais que emergiram e tomaram as rédeas do movimento evangélico. A Igreja da Graça, a Renascer em Cristo e principalmente a Universal do Reino de Deus, do controverso bispo Edir Macedo, perceberam que a presença de seus pastores em rádios e emissoras de televisão seria a chave para a expansão de seus rebanhos. Enquanto isso, os seguidores do catolicismo, religião majoritária do país, mostravam dificuldades de lidar com as regras tradicionais da Igreja em meio aos costumes da sociedade contemporânea.

Em 1995, a Igreja Universal do Reino de Deus apareceu nas páginas de VEJA não apenas pela maneira incisiva de atrair a atenção de seus fiéis, mas também pela cena em que um de seus bispos, Sérgio von Helder, bate com os pés e as mãos em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ele dizia que tentava mostrar que a imagem era só um pedaço de gesso, incapaz de realizar milagres. A ofensa à imagem foi ao ar durante um programa religioso apresentado pela TV Record, que havia sido comprada poucos tempo antes por Edir Macedo. A polêmica não impediu que a Igreja Universal continuasse construindo templos por todo o Brasil e também em vários países do exterior.

Nos anos seguintes, as seitas neopentecostais passaram a adotar uma discurso mais acessível à classe média, aumentando ainda mais o número de fiéis. Centenas de igrejas espalharam-se pelas periferias das cidades e as palavras de Cristo foram disseminadas até nos presídios - outra estratégia para aumentar o rebanho. São freqüentes as suspeitas em torno de seus líderes, escoltados por artistas e atletas como o jogador Kaká, freqüentador da igreja Renascer em Cristo, comandada por Estevam e Sônia Hernandes. O casal foi detido em 2007 e condenado à prisão por entrar nos Estados Unidos com mais 50.000 dólares não declarados à alfândega americana. O dinheiro estava escondido numa Bíblia.

Várias igrejas evangélicas chegaram ao século XXI com cultos renovados, em que os cenários, as canções e as performances de seus pastores podiam ser comparados ao que se vê em bons shows de música pop - mas sem deixar de lado, é claro, a arrecadação do dízimo. Em troca, são declamadas ao público palavras que afastam o demônio e pregam uma vida repleta de saúde e bens materiais. Na década de 1970, os evangélicos representavam 6% da população brasileira. Em 2000, esse índice já ultrapassava a marca de 15%. Estima-se que o mercado evangélico movimente mais de 3 bilhões de reais por ano. Além de editoras, gravadoras e escolas voltadas ao mercado gospel, as igrejas mantêm até sua própria bancada no Congresso, um grupo crescente de parlamentares ligados aos cultos evangélicos.


 
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