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A primeira reportagem de capa de VEJA sobre dietas foi publicada em 1974, quando ganhava força a discussão sobre os diferentes tipos de regime para emagrecer. A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins foi um grande sucesso nos anos 1970. Duas décadas depois, VEJA publicava uma reportagem sobre o combate à gordura, destacando que muitas coisas tinham mudado desde aquela primeira reportagem. A nova ordem na última década do século XX condena os exageros e permite uma alimentação com prazer. O costume de "beliscar" alimentos durante o dia é descrito como um ato menos maléfico para o aumento da taxa de colesterol do que fazer três refeições regulares diárias. A relação entre alimentos gordurosos e a luta por um corpo esbelto e saudável mostram que a atividade física deve estar associada a uma alimentação mais leve. Dieta, exercícios e os novos remédios que combatem os efeitos da gordura são descritos como combinação ideal para pessoas acima do peso. Cientistas descobrem genes ligados ao processamento dos alimentos e controle bioquímico da fome. Mesmo depois da proibição da venda de alguns remédios para emagrecer pelos EUA, em 1997, medicações similares já constavam nas prateleiras de drogarias do Brasil. Pesquisas sobre obesidade alertam para o fato de que é possível estar um pouco além do peso ideal, mas ainda assim ter um corpo saudável. A gordura, desde que tenha qualidade, pode ser benéfica. No Brasil, a quantidade de obesos chegou a 30 milhões em 1998, ano em que o Ministério da Saúde aprovou a comercialização do Xenical. Nos Estados Unidos, volta à moda o regime que libera o consumo de gorduras. Essa dieta provoca polêmica entre os médicos. Em 2004, VEJA listou dez alimentos que previnem e curam doenças e ainda atrasam o processo de envelhecimento, como aveia, alho, maçã, tomate, peixe e vinho tinto. Ainda na década de 2000, os regimes de baixo consumo de carboidratos voltam à moda, mas a medicina tradicional ainda mantém desconfiança sobre esse tipo de dieta. Em 2006, uma descoberta inquietante: as conclusões de uma pesquisa americana que concluiu que a ingestão de gorduras não faz mal ao coração nem causa câncer apresentava falhas. Em março de 2007, uma nova reportagem de capa da revista mostra um balanço dos 30 anos da ciência que estuda a nutrição e afasta a hipótese de sucesso das dietas radicais. No decorrer de todo esse tempo, uma mesma questão continua atual: "Você é o que você come?". Foi assim que VEJA apresentou uma nova reportagem sobre o tema, mostrando que os alimentos podem ajudar ou prejudicar sua saúde. Mas não é recomendável sentar-se à mesa como se vai a uma farmácia ou lançar-se a excessos como um condenado em sua última refeição. O prazer do equilíbrio é a chave de tudo. |
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