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Reportagens 9 de setembro de 1981A arrancada do teimoso Nelson Piquet O piloto que começou com a mão
Às vésperas do Grande Prêmio do Brasil, disputado em Brasília, em fevereiro de 1974, um jovem magro e ligeiramente dentuço, piloto desconhecido de modestas corridas de carro, driblou a vigilância dos policiais e conseguiu penetrar no boxe da equipe Brabham. "Sou Nelson Piquet", apresentou-se - e, sem outra coisa a fazer para justificar sua presença no local, pegou uma estopa e começou a polir o bólido branco do argentino Carlos Reutemann, já naquela época um superastro da Fórmula 1. Hoje, é o jovem da estopa quem ocupa o volante do Brabham. Reutemann mudou-se para a Ferrari, a Lotus e, finalmente, a Williams e, desde 1979, os dois voam como rivais nas pistas espalhadas pelo mundo. Agora, há algo mais que rivalidade. Desde o Grande Prêmio da Holanda, disputado dia 30 de agosto no autódromo de Zandvoort, Piquet e Reutemann são protagonistas de um aceso duelo: ambos têm 45 pontos no Campeonato Mundial de Fórmula 1, a três corridas de seu final. Nesse embate, existe um franco favorito. "Já chegou a hora de Piquet. Ninguém mais vai tirar o título dele", apostava depois da corrida na Holanda o aposentado Jackie Stewart, o legendário "Escocês Voador", que foi três vezes campeão mundial e, hoje, faz comentários sobre Fórmula 1 para a cadeia americana de televisão ABC. Outro ex-campeão mundial, o inglês James Hunt, também confia na estrela de Piquet. "Hoje em dia, ele é o piloto mais bem preparado da Fórmula 1",diz Hunt. "Nenhum outro tem tantas condições de ganhar o Campeonato Mundial." Longe das pistas, mas sempre atento a tudo o que se refere a automóveis velozes, o paulista Chico Landi - uma espécie de Nelson Piquet dos anos 40 - afirma com a autoridade que lhe permitem seus 72 anos: "Eu percebi logo que esse moleque ia longe! Acho que ganha o Campeonato". O país inteiro, na verdade, parece entusiasmar-se com a visão de outro brasileiro no trono da Fórmula 1. Menos Nelson Piquet: "Se eu ganhar, ganhei; se perder, perdi", diz, sem exibir no rosto qualquer sorriso que indique a presença de ironia nas entrelinhas. "O Campeonato só acaba daqui a três corridas", pondera. "Até lá, muita coisa pode acontecer." TÊNIS E CAMISETAS - Eis um traço da personalidade desse herói das pistas - Nelson Piquet é de pouca conversa. Morre de medo de avião e, no entanto, não o confessa. O ex-piloto Alex Dias Ribeiro, seu amigo dos tempos em que morava em Brasília, confessa por ele. "Uma vez fomos dar uma volta num teco-teco", lembra Ribeiro, "e Piquet fez tudo para sair de fininho, sem explicar por quê. Eu o levei quase à força e, no avião, ele brigou para se sentar no banco de trás, porque num carro quem vai atrás está mais seguro." Seríssimo, Piquet não deu uma palavra durante todo o vôo. Também não diz palavra sobre qualquer de suas paixões fora do mundo dos motores. Amigos e parentes, todavia, sussurram que Piquet adora filmes de faroeste e se enfastia com livros. E a pessoa que mais o conhece garante que são profundas as paixões desse brasileiro voador. "O Nelson é emotivo e carinhoso. Ele se apaixonava por todas as professoras no grupo escolar", conta sua mãe, Clotilde Piquet Souto Maior, que ainda hoje, viúva, vive em Brasília. "Acontece que meu filho é tímido e muito discreto. Por isso esconde o que sente." No apartamento onde mora em Monte Carlo, tão discreto quanto o dono, Piquet concorda com um resmungo: "Não gosto que regulem minha vida". Anda quase só de jeans, camisetas e tênis. Não bebe, não fuma, nem vai às festas dos outros pilotos da Fórmula 1. Já freqüentou o ex-campeão Emerson Fittipaldi, que vive numa mansão em Lausane, na Suíça, mas hoje cortou tais visitas. Não há estremecimentos; houve apenas um distanciamento. De outros corredores, fossos bem mais fundos o separam. A Chico Serra, o brasileiro que pilota um dos dois carros da equipe Fittipaldi, por exemplo, reserva um comentário sardônico: "A Fittipaldi tem um piloto e meio". O piloto, para quem conhece os sentimentos de Piquet, é o outro membro da equipe, o finlandês Keke Rosberg. A rivalidade com Serra nasceu nos tempos da Fórmula 3, em que ambos fizeram sucesso na Europa. Piquet foi campeão e Chico Serra foi vice. PONTOS SEGUROS - Retraído, Piquet se dá bem com raros humanos. No projetista da Brabham, Gordon Murray, um engenheiro de raro talento para conceber máquinas velozes, Piquet tem um grande amigo - talvez uma figura protetora e compreensiva, a ocupar o lugar do pai morto, Estácio Souto Maior, deputado e ministro da Saúde no governo João Goulart. A adoção se consumou em 1974, no exato momento em que um desconhecido rapaz entrou no boxe da Brabham. Murray simpatizou imediatamente com tamanha paixão por automóveis e, nos treinos seguintes, trazia-o escondido no porta-malas de seu carro para dentro do autódromo de Brasília. Segundo Murray, um piloto só pode ser completo se preencher três requisitos: "Ter começado com a mão na graxa, mexendo em motor; ter talento para dirigir máquinas sofisticadas como as da Fórmula 1; e ter vontade, muita vontade de ganhar". O projetista Murray não duvida de que seu antigo protegido preenche com folga essas exigências. "Não conheço ninguém que mostre tudo isso tão bem quanto Nelson Piquet", afirma. Sobre esse ponto Piquet se revela até loquaz para seus padrões: "Corro sempre para chegar na frente", disse na semana passada ao repórter Reginaldo Leme, no autódromo de Zandvoort. "Estou nesse negócio para ganhar; não existe meio-termo. No dia em que me sentar num carro sabendo que vou perder, o automobilismo terá acabado para mim." Chegar na frente, porém, não significa necessariamente chegar em primeiro lugar. Pode ser, como no domingo de Zandvoort, ganhar pontos seguros para a conquista do título mundial sem forçar demais o carro. O Grande Prêmio da Holanda povoou-se de incidentes poucos segundos depois da largada. Na nona das 72 voltas previstas, o francês Alain Prost disparava na liderança, puxando um grupo de quatro concorrentes que lhe lambiam a traseira a cada volta, todos fazendo perto de 180 quilômetros por hora em carros que agüentam bem 300 quilômetros horários em pistas mais retas. O australiano Alan Jones corria em segundo, seguido pelo brasileiro Piquet. Logo atrás, roncavam os bólidos do francês Jacques Laffite e do argentino Reutemann. Cinco carros já haviam abandonado a pista, três por abalroamentos e dois por problemas mecânicos. Mas, para Piquet, os dois que realmente contavam, Reutemann e Laffite, seus principais adversários na luta pelo título mundial continuavam grudados à traseira de seu Brabham. PRESSÃO CALCULADA - Um acidente viria em socorro de Piquet. Na 18ª volta, Reutemann sentiu que seu carro podia andar mais e começou a fustigar Laffite, bem de perto. Num momento em que tentou abrir passagem, enfiando o bico de seu Williams por uma brecha ao lado do francês Ligier que ia à frente, os dois carros se encontraram. A manobra afoita do argentino custou-lhe caro: a pesada roda traseira do Ligier subiu na roda dianteira de seu carro. Resultado: o francês bateu nas telas de proteção da pista e o argentino continuou andando, mas só até o boxe. A suspensão de seu automóvel estava irremediavelmente comprometida. Para os dois, era o fim da linha no Grande Prêmio da Holanda. Para Piquet, ao contrário, chegava o momento de abrir caminho em direção à conquista do Campeonato Mundial de 1981. Para espanto de críticos que o acusavam de desmiolado na direção do Brabham, a trajetória de Piquet tem revelado um piloto que, aos 29 anos, passa a fazer na pista exatamente o contrário do que sempre praticou - de três grandes prêmios para cá, Piquet está correndo mais com a cabeça e menos com os pés. A pressão sobre o acelerador agora obedece a cálculos mais sensatos e não ao impulso de ultrapassar a qualquer custo. "Quando faltavam só algumas voltas para o fim da corrida", contou Piquet a Reginaldo Leme, "colei atrás de Alan Jones e vi o pneu de seu carro se desgastando. Era uma coisa incrível. Aquilo parecia perder volume a cada volta." Piquet decidiu que chegara o instante da ultrapassagem, depois de uma paciente perseguição que já durava mais de uma hora. Avançou como se fosse cortar pela esquerda. Jones fechou. Piquet entrou de golpe pela direita e, num ziguezague rapidíssimo, deixou o outro para trás. Não precisava do primeiro lugar para obter os pontos que queria e saltar à liderança do Mundial. Sabiamente, seguiu atrás de Alain Prost até o fim, sem o risco de forçar demais o carro e, quem sabe, perder o excelente segundo lugar por um problema qualquer. Como os pneus de Jones, os seus davam evidente sinal de cansaço - e ele os poupou. ERRO GROSSEIRO - Estaria Piquet ficando ajuizado? O ex-campeão Niki Lauda, o austríaco que ganhou os campeonatos mundiais de 1975 e 1977, e é hoje comentarista da televisão italiana, acha que sim. Com isso, Piquet começa a trafegar no vácuo do mais cerebral, cuidadoso e melhor piloto brasileiro de todos os tempos, Emerson Fittipaldi, agora num mau momento com sua própria escuderia. Até recentemente, não era bem assim. Em março passado, no Grande Prêmio do Brasil, no Rio de Janeiro, todos os competidores largaram com pneus com sulcos, recomendáveis para dias de chuva. Garoava no início da prova, e as probabilidades de que caísse água eram grandes. Menos para o imprevisível Piquet, que arrancou com pneus lisos. Como todos esperavam, a chuva não demorou. Piquet agüentou valentemente até o fim, mas na rabeira da competição. Por esse erro grosseiro, teve de suportar o mau humor do dono da equipe Brabham, Bernie Ecclestone. "Nunca vi idéia mais idiota", comentou Ecclestone a propósito dos pneus lisos de seu piloto. O fato é que Piquet jogou como numa loteria em que se marcam zebras para ganhar sozinho. Se não chovesse, faria os 13 pontos sem qualquer dúvida e sem qualquer competidor possível. Piquet acredita em sorte, e não está só nessa crença. A revista francesa Grand Prix, uma das mais importantes publicações especializadas na Fórmula 1 do mundo, tem um artigo sobre o tema da sorte em seu último número, que começa assim: "Os generais do exército romano eram supersticiosos. Eles consideravam a sorte um trunfo decisivo, da mesma forma que a coragem dos soldados, a força das armas ou o engenho das táticas. Segundo seus critérios, um bom general atraía a sorte". O tema do artigo é precisamente Nelson Piquet, comparado não apenas a um general romano em sua suposta capacidade de chamar a si toda a sorte do mundo. A revista o chama de "imperador". CARRO NA GRAVATA - Piquet começou a tatear os caminhos que conduzem a esse trono aos 8 anos, quando acompanhou a família na mudança do Rio de Janeiro, onde nasceu, para Brasília, onde descobriu o automóvel e, sobretudo, as emoções da velocidade. Aos 12 anos, pedia ao pai que lhe emprestasse o carro. Aos 14 fazia cursos de mecânica para aprender afinação de motores, regulagem de carburadores, soldagem e outros exotismos que inquietavam a família. "Papai não via esse interesse com bons olhos", diz Alexis, um dos três irmãos de Nelson Piquet. "Com aquilo, ele ou seria piloto, algo que ninguém achava bom, ou então seria mecânico." O pai queria que aquele calado adolescente fosse engenheiro, uma profissão bem menos arriscada. Hoje, naturalmente, nenhum parente faz tentativas para mudar a profissão da estrela da família - elas seriam rigorosamente inúteis. Sempre que o irmão correu na véspera, Alexis - que hoje, ao 38 anos, é taquígrafo-revisor da Câmara dos Deputados - vai para o trabalho na segunda-feira com uma gravata comprada nos Estados Unidos que exibe a figura de um carro Fórmula 1. "Os colegas cumprimentam", diz Alexis. Se dependesse do pai de Piquet, hoje milhões de brasileiros não estariam pisando em aceleradores imaginários à frente dos televisores que mostram o talento do compatriota ziguezagueando pelas pistas do mundo. Ultimamente, quando sobe ao pódio, Piquet tem exibido uma surpreendente exuberância. Sorri bastante, atira jatos de champanha sobre colegas com quem raramente troca palavras, brinca com a platéia. É possível que ele se sinta especialmente exultante ao vencer provas disputadas em países que conheceu na adolescência justamente porque a família não o queria nas pistas. Aos 16 anos, por exemplo, o pai o convenceu a inscrever-se num programa de intercâmbio cultural. Piquet viveu seis meses nos Estados Unidos com uma família americana mas também lá seu coração continuou a bater ao som dos motores. 'BICHO-DO-MATO' - Voltou o mesmo. Aos 18 anos, aceitou mais uma vez - e a contragosto - as pressões do pai para que mudasse seu rumo na vida. Gostava de carros e não gostava de livros. Mesmo assim, prestou vestibular para Comunicação Social na Universidade de Brasília, e passou. Seis meses mais tarde, largou o curso e apareceu pedindo emprego na oficina mecânica de seu colega de correrias automobilísticas, Alex Dias Ribeiro. "Ele sempre gostou de andar sujo de graxa", conta Ribeiro. Ganhou o emprego e a oportunidade de correr sempre que havia um carro à disposição. Um dia, Ribeiro precisou viajar ao Rio Grande do Sul e deixou o Volkswagen de sua mãe para o serviço da oficina mecânica. Piquet e o mecânico Pedrão, seu fiel escudeiro em muitas competições, trocaram o motor do Volks e deram uma escapada até Belo Horizonte, palco de uma competição para carros convencionais com motor envenenado. "Para entrar num carro e participar de uma competição, ele era capaz de tudo", diz Ribeiro, hoje um comerciante de automóveis em São Paulo. A ascensão foi rápida. Das corridas de kart e dos carros sedã, pulou para a categoria Super Vê, com carros verdadeiramente de competição, impulsionados por motores Volkswagen. Em seguida, pôs algum dinheiro no bolso e partiu para a Inglaterra. Não no bolso, na verdade. "Parecia um bicho-do-mato quando chegou à minha casa", lembra Ribeiro, que nessa época competia pela Fórmula 3 na Inglaterra. "Estava todo assustado e trazia seu dinheiro dentro da botina, com medo de ser assaltado." À força de andar de um país para outro, pelo menos quinze vezes por ano, atrás dos grandes prêmios, o piloto Piquet perdeu as raízes que enterravam sua vida nas asas do Plano Piloto brasiliense. Maria Clara, ex-esposa de um ano para cá, continua morando em Brasília com o filho do casal, Geraldo Piquet, de 4 anos. O nome do menino, com as iniciais GP, talvez seja a prova mais indiscutível da entrega de Piquet ao automobilismo - um esporte a que ele, como o Fausto de Goethe, entregou sua alma. Uma vez por ano, visita a família, veleja, faz windsurf ou esqui aquático no lago Paranoá, exercitando uma de suas paixões secundárias - o esporte na água. Na Europa, vive com a bela manequim holandesa Sylvia Agusta. Também a vida sentimental de Piquet é murada por seu temperamento arredio. Ele não faz comentário algum sobre Sylvia, que se diz apenas "mulher de Piquet". Mesmo sobre seu tema predileto, só conversa bastante com quem entende do riscado. Passa horas a fio falando com o projetista Gordon Murray sobre detalhes que só interessam a gente profundamente versada em mecânica. Para quem gosta, não faltam assuntos. Um carro de Fórmula 1, hoje, é um instrumento de alguma complexidade se comparado aos que participaram das primeiras provas, oficialmente realizadas a partir de 1950. Naquela época, o carro era feito de ferro e lata, os pneus eram tão estreitos como os de um carro comum de hoje e os motores rendiam pouco em comparação ao volume que ocupavam sob o capo. Os faiscantes bólidos da moderna Fórmula 1, como os Renault, os Ferrari e os McLaren que serpenteiam em Monza, Silverstone ou San Marino, são feitos com metais leves, como o alumínio, o magnésio e até o titânio, usado nas melhores e levíssimas bicicletas de corrida. Mais recentemente, a fibra de carbono, usada na construção de aviões, também entrou na confecção dos Fórmula 1. ANÚNCIOS NO MACACÃO - De 1950 até agora, a velocidade média nas corridas saltou de 120 para mais de 230 quilômetros por hora. O carro Fórmula 1 de três décadas atrás, se fosse construído com a tecnologia atual, pesaria três vezes menos, renderia duas vezes mais, frearia num espaço quatro vezes menor. Tamanha é a segurança em que um piloto voa a bordo de um Fórmula 1 contemporâneo que freqüentemente se vê - pelo menos uma vez em cada grande prêmio - um piloto bater nas telas e guard-rails a 200 quilômetros por hora e sair sem um arranhão dessa chocante experiência. E o carro do cidadão comum também é beneficiado pelos avanços que ocorrem nas oficinas artesanais da Fórmula 1. O freio a disco, a suspensão independente, os pneus cinturatos e até os cintos de segurança, por exemplo, nasceram para os carros de corrida. Disso tudo entende Piquet - e muito, desde que começou a perscrutar os segredos dos automóveis na oficina mecânica de Alex Dias Ribeiro e a correr com um nome falso, Nelson Picket. Americanizando o sobrenome da mãe e omitindo o do pai, Souto Maior, ele pretendia evitar que a família tomasse conhecimento de suas diabruras ao ler a página de esportes de algum jornal. Mas valeu a pena. Fez o que quis e está ganhando um bom dinheiro. Ganha algo em torno de 1 milhão e cruzeiros por mês pela publicidade que faz, com anúncios no carro e no macacão, de produtos como os da Parmalat, indústria de laticínios italiana, da Brastemp, da Citizen, da Pemex. Emerson, reconhecidamente mais hábil na administração de sua imagem pública, ganhava dez vezes mais há três anos. E o fabuloso Jackie Stewart, cinqüenta vezes mais, em dinheiro de hoje. Piquet vai indo na mesma direção. No ano que vem, só da Parmalat receberá 8,5 milhões de cruzeiros por mês. Se vencer o Campeonato Mundial, provavelmente os ganhos serão maiores - e merecidos. Ele terá superado gente que conhece cada palmo do terreno onde desliza. Como o canadense Gilles Villeneuve, o atrevido e veloz piloto da Ferrari. Ou o tarimbado Alan Jones, campeão em 1980. Terá vencido a competência de Jacques Laffite, um habilidoso terceiro colocado. Terá feito seu Brabham andar mais e melhor que os novíssimos turbos, Ferrari e Renault, que provaram seu excelente desempenho ao nível do mar na competição da Holanda. Sobretudo, terá derrotado o paciente, veterano Carlos Reutemann, 40 anos, também líder do Campeonato. Chegará lá, provavelmente. "Ele é um cabeçudo", diz sua mãe dona Clotilde. "O que quer sempre alcança." |
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