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Reportagens 7 de abril de 1993A hora de uma decisão cara e inescapável A dúvida sobre qual computador
Chegou a hora de mudar o disco para quem passou os últimos anos se perguntando se precisava mesmo comprar um computador. A pergunta que muita gente anda se fazendo agora é outra: "Que tipo de computador devo comprar?" Não é apenas uma daquelas tiranias típicas da sociedade de consumo em que, de uma hora para outra, a pessoa é levada a se sentir miserável porque não tem uma secretária eletrônica, um telefone sem fio ou uma agenda eletrônica (principalmente aquelas que fazem com que, com uma queda do aparelho, se percam todos os telefones anotados). Não saber usar um computador e não ter um está-se tornando um transtorno de proporções maiores no Brasil. Em algumas situações profissionais pode ser quase como estar vestido inadequadamente ou falar errado. Exagero? Em muitas empresas, como a IBM, a Sharp ou a Siderúrgica Rio Negro, currículos feitos no computador dão vantagens de saída ao candidato. A revolução dos computadores pessoais chegou com dez anos de atraso ao Brasil. Ainda temos menos computadores por habitante do que a Argentina, o México e a Venezuela. Mas os computadores chegaram, e vão ficar: eles estão nos escritórios das grandes empresas, nos bancos, nos consultórios médicos, nas escolas, nos estúdios de arquitetos, nas bancas de advocacia. Segundo um levantamento da multinacional Epson, uma das maiores fabricantes mundiais de impressoras, foram vendidos no ano passado no Brasil cerca de 450.000 microcomputadores. O parque instalado já ultrapassa 1,1 milhão de máquinas. É bom se preparar. Cedo ou tarde você vai se ver pressionado a gastar um bom dinheiro, na mais barata das hipóteses o equivalente a 1.500 dólares, para ter uma máquina que os fabricantes dizem que pensa mais rápido do que você e que parece ter mais segredos de operação que um Boeing. A demanda mais violenta costuma vir dos colegas de trabalho e dos filhos que lidam com computadores na escola ou na casa dos colegas. De repente, até o palavreado deles muda. Um pequeno teste. Responda o que é winchester, mouse e bus? Se respondeu que winchester é a espingarda de John Wayne, mouse é camundongo e bus, ônibus, você é uma pessoa normal. Os micreiros, a rapaziada obcecada por microcomputadores, diriam que é normal demais. No mundo dos computadores, winchester é um disco magnético onde são armazenados os dados. Mouse é o aparelho que serve para dar instruções à máquina no lugar do teclado, e bus é a medida do volume e da velocidade com que os dados trafegam pelos circuitos eletrônicos. "Decidimos que nossa filha deveria tomar contato com o computador o mais cedo possível", afirma a oftalmologista Vera Lúcia Mascaro, 40 anos, mãe de Laura, de 7 anos. Na semana passada, Laura e o pai, Antônio Carlos Mascaro, 46 anos, gerente de marketing do cartão de crédito Credicard, saíram juntos para comprar um novo mouse para o computador que eles têm em casa. Antônio pagou 1,7 milhão de cruzeiros na Feira da Pechincha Informática, promovida por um clube paulista. "Achei barato", diz Antônio, que recentemente comprou um micro 486DX com tela colorida. 486DX? Isso mesmo. A maioria dos computadores é classificada segundo esses números de aparência cabalística. Não há muito mistério nos números. O 286 (preço mínimo, 20 milhões de cruzeiros) é pré-histórico, e os seus modelos novos só são vendidos no Brasil e em Guiné-Bissau. Se algum vendedor oferecer um 286, encare como uma ofensa. Os 386 (os preços vão de 44 milhões de cruzeiros a 80 milhões) são como o Santana e o Monza no mundo dos automóveis. Ainda fazem bonito, quebram todos os galhos, mas já fazem parte de uma geração tecnologicamente superada. No universo dos micros isso significa que ainda haverá muita utilidade para eles nos próximos três ou quatro anos - depois, não mais. O 486 (mínimo de 66 milhões de cruzeiros) é o equivalente eletrônico do automóvel Omega da GM. Um computador modelo 486 é muito mais veloz do que um 386 - e não muito mais caro. Ele atende os comandos mais rapidamente. Em alguns casos, como quando se manda o computador 486 buscar uma informação ou um programa guardado no disco de memória, o usuário mal tem tempo de tirar o dedo do teclado e a operação está concluída. No 386, dependendo do tamanho do programa, a espera é de alguns segundos. No decorrer de um dia de trabalho essas esperas são cansativas e irritantes. PODER DE BOLSO - Comprar um micro é diferente de comprar um carro, um televisor ou um videocassete. Os carros, mais ou menos potentes ou luxuosos, servem para a mesma coisa, transportar pessoas de um lugar a outro. Basta plugar o televisor na parede e as emissoras de televisão fazem o resto. Ligar um computador na tomada é tão-somente o primeiro passo. "O computador é apenas uma extensão de suas próprias atividades. Você tem de saber exatamente o que quer dele para obter alguma resposta", diz José Antônio Alves Ramalho, consultor da revista Exame Informática, autor de doze livros de avaliação técnica de micros vendidos no país. Um computador, nesse particular, parece muito mais com uma enciclopédia. É preciso saber o que se quer dela, como chegar às informações, o que ela não contém. A diferença, crucial, é que se pode colocar novas informações no computador. "Comprei meu computador, um Toshiba portátil, por absoluta necessidade profissional. Todos os meus colegas têm um", diz o advogado Pedro Ubiratan Escorel Azevedo, da Engea, empresa da área de consultoria ambiental em São Paulo. Azevedo optou por um equipamento que faz mais sucesso atualmente no mercado de computadores pessoais, o portátil, também chamado de laptop ou notebook. São mais de trinta os modelos à venda no Brasil, cinco deles fabricados por empresas nacionais. Os laptops têm tanta capacidade de processamento e armazenamento de dados quanto um computador de mesa. O processo de miniaturização é caro, por isso eles custam mais que seus similares de escritório. A IBM, por exemplo, vende no Brasil por 203 milhões de cruzeiros seu famoso ThinkPad, um laptop 486 com tela colorida e memória, que há alguns anos caberia apenas num computador do tamanho de uma geladeira. O laptop mais barato vendido no Brasil é o Contura, da Compaq americana, que custa cerca de 45 milhões de cruzeiros. É uma máquina mais modesta, com tela monocromática e processador 386. Quem compra um laptop quer levá-lo de um lado a outro. Devem ser evitados, portanto, laptops que pesem mais de 3 quilos ou cujas baterias tenham menos de três horas de duração. BARATO E BOM - A primeira recomendação que os especialistas fazem é que se escolham antes de mais nada os programas e depois o computador capaz de trabalhar com eles. Programas são instruções gravadas em discos magnéticos pequenos, chamados disquetes, e que vão ensinar o computador a executar tarefas específicas (veja quadro à pág. 70). Os programas - ou softwares - fazem com que o computador seja capaz de compor um texto, realizar cálculos mais ou menos complexos ou montar um arquivo de nomes. Mas prepare-se. Programas são também os jogos eletrônicos que as crianças e os adolescentes adoram. Um best-seller da área, o que simula um jogo de basquete entre o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers, custa 1,3 milhão de cruzeiros. Sem falar naqueles que você vai querer para seu uso próprio, como os programas que vêm gravados em CDs, em quase tudo parecidos com os musicais, e contêm enciclopédias inteiras com dezenas de volumes. Atenção para os programas. Os usuários gastam mais com eles do que com o computador em si. Antes que sua vida útil tenha sido esgotada, o computador terá consumido uma vez e meia seu preço em programas. Programas como o Celtics versus Lakers e as enciclopédias podem forçá-lo a gastar mais algum dinheiro com seu computador. É que esses programas têm sons e são coloridos. Os especialistas recomendam que já se compre o micro com tela colorida e placa de som, que permite ouvir algumas informações do computador. As telas coloridas custam de 15 milhões a 50 milhões de cruzeiros - e seu preço raramente está incluído no custo anunciado dos computadores. A recomendação é comprar o mais barato, a não ser no caso de uso profissional de um artista gráfico ou arquiteto. MESA ELETRÔNICA - Estão à venda no Brasil bons programas escritos em português para engenheiros, dentistas, advogados, médicos, escritores, arquivistas, especialistas em finanças e estudantes. A Opção Informática, de Belo Horizonte, vende por 440.000 cruzeiros a versão eletrônica para computador do dicionário Michaelis português-inglês com 14.000 verbetes. A empresa já oferece ao mercado também dicionários da língua portuguesa, português-francês e corretores de texto que podem checar a gramática e a grafia de 1 milhão de palavras. A ProVerb de São Paulo e a Mainline do Rio de Janeiro também concorrem na área de corretores de texto com produtos que checam a conjugação de mais de 10.000 verbos da língua portuguesa. "Uma das vantagens do dicionário eletrônico é que você pode incluir palavras novas ou criar seu próprio léxico de termos técnicos", diz Renato Plácido Teixeira, que, com o irmão Roberto e o sócio Marcelo Melo, criou a Opção Informática em 1986. O consultor de informática Eduardo Carvalho sugere um passo ainda mais prático e que deve preceder a própria escolha dos programas. "Olhe para sua sala de trabalho e verifique o que você quer substituir por um computador", diz ele. A cada tipo de ambiente de trabalho vai corresponder um tipo de programa. Se o objetivo for substituir a máquina de escrever, o computador deve ser equipado com um programa que se chama processador de texto, que custa entre 3,8 milhões e 13 milhões de cruzeiros, dependendo do fabricante e dos recursos que oferece. Cuidado, se a idéia é apenas obter um trabalho datilografado mais bonito e irrepreensível, deve-se escolher um processador mais barato. TAXAÇÕES PESADAS - Os mais caros oferecem até 300 tipos de letra, que vão do gótico arcaico àqueles que lembram as placas dos saloons do Velho Oeste. Não servem para nada se o usuário não é um profissional de artes gráficas. O programa que substitui o arquivo é chamado de Database, e seu preço também varia tremendamente. O que aposenta a calculadora e o livro-caixa tem o nome de planilha. "Quem está iniciando e não tem uma necessidade profissional muito clara não deve comprar logo um programa muito cheio de recursos", diz o consultor Ramalho. Ele tem razão. Não há na história do computador um único usuário não profissional que tenha esgotado todos os recursos do mais simples e mais barato desses programas. No Brasil, a questão da compra de computadores é um pouco mais complexa que em outros países. Os brasileiros estão saindo agora de um grilhão de mais de uma década que manteve os computadores estrangeiros afastados do país, em nome de uma reserva de mercado que favoreceu os fabricantes nacionais. Durante dezesseis anos a importação de micros foi proibida. Trazer um micro na bagagem de uma viagem internacional era quase tão ilegal quanto traficar cocaína. Desde outubro do ano passado, não existe mais a proibição expressa de importar microcomputadores. Por enquanto, mudou pouca coisa, pois as absurdas taxações tornam o produto importado mais de 100% mais caro do que custa no país de origem. Como as fábricas nacionais não conseguem produzir computadores bons e baratos, o contrabando tomou conta do país. Dos 450.000 micros vendidos nos últimos doze meses, apenas 150.000 foram trazidos legalmente ou fabricados no Brasil. A maioria dos computadores entrou pelas mãos de contrabandistas. Uma pesquisa feita pelo jornal O Estado de S. Paulo com 300.000 freqüentadores da última Fenasoft, uma feira de computadores realizada em setembro do ano passado em São Paulo, mostrou um número estarrecedor. Sete em cada dez entrevistados que possuíam microcomputador compraram o equipamento de contrabandistas. "O contrabando é incentivado pelas altas tarifas de importação", diz Richard Herson, consultor da Apple, autor de um estudo que prevê que o Brasil perderá este ano cerca de 310 milhões de dólares em divisas sugadas pelas vendas ilegais. Os preços dos computadores importados legalmente e revendidos no país por empresas autorizadas é desencorajador. Um Macintosh Classic II, por exemplo, um modelo básico da Apple, custa nas lojas dos Estados Unidos 824 dólares. No Brasil, ele é oferecido por 1.760 dólares, pouco mais que o dobro do preço. "É um absurdo, quando se sabe que o poder de compra do brasileiro médio é quinze vezes menor que o do americano", diz Herson. "Um país como o Brasil não poderia ter menos micros por habitante do que seus vizinhos mais pobres, como Chile e Venezuela." DEMANDA REPRIMIDA - Os preços altos e a incapacidade da indústria local de fabricar bons equipamentos a preços competitivos criaram no Brasil o que os economistas chamam de demanda reprimida. Ou seja, há muita gente querendo comprar um determinado produto e não o faz pelo preço alto ou pela escassez pura e simples. No caso dos micros, a demanda reprimida no Brasil tem a força de uma represa de Itaipu. Um pequeno exemplo da área médica. O cardiologista paulista Fábio Sândoli de Brito, 53 anos, utiliza um computador NEC 386 para analisar graficamente os resultados das medições cardiológicas que faz dos pacientes com a ajuda do holter, um aparelho portátil de monitoramento do coração. A clínica de Brito processa os dados de cerca de 400 holters cardíacos por mês, muitos deles obtidos a partir de fitas enviadas por médicos de outros Estados que não possuem microcomputadores. Os especialistas acreditam que, se o Brasil baixasse as alíquotas de importação para os mesmos níveis de seus vizinhos na América Latina, poderia chegar em 1996 a quase eliminar o contrabando e quintuplicar a venda legal de microcomputadores. "Infelizmente não há nenhum indício de que o governo brasileiro esteja caminhando nessa direção", diz Herson. Ao contrário, os indícios na semana passada eram de que o governo se prepara para encampar mais uma vez o lobby de alguns fabricantes nacionais de microcomputadores, o que vai encarecê-los ainda mais. Um projeto de lei que protege ostensivamente algumas empresas nacionais e que está sendo chamado ironicamente de "decreto de incentivo ao contrabando" será levado ao presidente Itamar Franco esta semana. MARCAS FAMOSAS - "Só agora o consumidor brasileiro está escapando do ciclo de descaso que desorientou o comprador de micros", diz José Eduardo Quintana, diretor executivo da Computer Place, uma loja de 1.000 metros quadrados em São Paulo pioneira no atendimento exclusivo ao comprador de microcomputadores, especialmente o de primeira viagem. "O mundo da informática metia medo porque o comprador brasileiro leigo ficava entregue apenas ao contrabando ou às lojas que cuidam mais dos fregueses especializados", diz Quintana, cuja loja recebe cerca de 600 interessados por dia. No Rio de Janeiro, uma loja com filosofia semelhante, a Computer Ware, tem tido bom retorno do comprador leigo. "Muita gente que não conhece nada de computador vem visitar a loja, acaba se encantando e comprando um", diz o diretor comercial José Antônio Coiro. A Computer Ware dá ainda assistência técnica e consultoria de informática. "O mercado de informática cresceu muito no último ano, principalmente com a queda de preço e a entrada de novas marcas", explica Coiro. A Computer já comercializa toda a linha de produtos da Digital, Compact e IBM. Recentemente, chegaram ao Brasil outros campeões de venda, como a Amiga, que vende computadores populares de alto desempenho a partir de 900 dólares, e a Dell, a maior sensação em atendimento personalizado ao usuário nos Estados Unidos. O segredo que tirou a Dell do nada para colocá-la na lista das 500 maiores empresas americanas da revista Fortune no ano passado foi a atenção com o consumidor leigo. Justamente o que sempre faltou no Brasil. Piloto da Varig, o gaúcho Delamar Moreira dos Santos comprou um computador 286 que ficou sem uso até que o filho, Marcelo, de 17 anos, decidisse aprender o que fazer com ele. Marcelo meteu as caras e aprendeu quase tudo sozinho. Tornou-se o instrutor da família. Ensinou o pai a fazer o imposto de renda com ajuda do computador, mas não teve o mesmo sucesso com a mãe, Alicinez, e a irmã, Elizabeth. A irmã só gosta dos joguinhos e a mãe ainda cata milho nos teclados. "A escola da minha irmã não aceita trabalhos feitos por computador, é um absurdo", reclama Marcelo. É absurdo mesmo. No Colégio Bandeirantes, em São Paulo, 55% dos alunos têm micro em casa. No Rio, mais da metade dos alunos do colégio Santo Agostinho tem aulas semanais de computador. "Eles levam a sério essas aulas. Temos provas e podemos ser reprovados na disciplina Computador", diz Herculano Einloft, aluno do Santo Agostinho. Como Herculano, mais brasileiros descobrem a cada dia que há um micro no caminho. Contornada a montanha do preço, descobre-se facilmente que ele pode ser muito útil e divertido.
Dicas do especialista José Antônio Ramalho, consultor da revista Informática Exame, para quem está comprando seu primeiro computador •Escolha primeiro o programa de computador que você vai usar, para só depois procurar um micro compatível com ele.
Processador de Texto - Substituto da máquina de escrever, é o programa que dá forma aos textos nos micros. Entre outros recursos, os programas separam sílabas e a maioria conta com um detector de erros ortográficos em português. Os líderes do mercado são o WordStar (9,8 milhões de cruzeiros) e o Word, da Microsoft (11,3 milhões de cruzeiros), que vêm cedendo espaço para o WordPerfect 5.1 (foto), cuja versão em português custa quase 11 milhões de cruzeiros. Planilha Eletrônica - Substitui e amplia as funções da calculadora. Faz contas complicadas, com muitas variáveis. É muito usada na área financeira - entre outras funções, corrige tabelas, faz cálculos em série para conversão de câmbio e produz gráficos coloridos. Também tem aplicações na matemática doméstica e há quem use a planilha para organizar o orçamento familiar. O Quattro Pro (foto), da Borland, custa 5,7 milhões de cruzeiros e é um dos programas desse tipo mais vendido no Brasil. Bancos de Dados - Substituto dos arquivos de papel, é o programa que permite compilar cadastros e listagens. São programas como esse que comandam, por exemplo, a impressão de etiquetas para correspondência. Médicos e dentistas usam programas com banco de dados para organizar a agenda e guardar as fichas de seus clientes. O mais vendido no país é o Fox Pro (foto), da Microsoft, que custa quase 13 milhões de cruzeiros. ...e os que você vai querer comprar Educativos - É aqui que se gasta dinheiro. Os programas educativos já estão encantando crianças e adolescentes como um meio irresistível de fazer lição de casa ou estudar material didático. É o caso do PC Globe (foto), um atlas colorido com uma enorme coleção de mapas. A versão atualizada custa 2,4 milhões de cruzeiros, mas, por enquanto, só é encontrado em inglês. Existem jogos interativos com que as crianças brincam de resolver problemas matemáticos, como o Ilha dos Números, da IIDT (650.000 cruzeiros). Games - Outro nicho de tentações são os joguinhos para micros que funcionam como videogames. São baratos, mas é impossível comprar um só. Bom mesmo é ter uma coleção. Os mais baratos são os joguinhos esportivos, como o Lakers versus Celtics, da Brasoft (foto), que custa 1,3 milhão de cruzeiros e reproduz uma partida de basquete do torneio americano da NBA. Quer participar do filme Indiana Jones e a última Cruzada? A Brasoft vende por 1,5 milhão de cruzeiros um game em que o jogador assume a pele de Indiana.
Mouse - Dispositivo conectado ao computador por um fino cabo com o qual se movimenta o cursor na tela. Item obrigatório em todo computador, o mouse comanda o micro no lugar do teclado e simplifica a vida do usuário. Disquete - Sua função é armazenar informações. Há dois tamanhos de disquete. O mais potente é o de 3,5 polegadas, que consegue guardar mais dados que seu irmão de 5,25 polegadas. Também é chamado de floppy disk, ou disco flexível. Windows - Programa que controla o computador através de janelas gráficas na tela, que são acionadas através do mouse. Só funciona bem em computadores 386 e 486. O programa revolucionou o uso do micro ao substituir comandos no teclado por imagens na tela.
Monitor - É a tela do computador. Os mais antigos exibiam os textos numa cor só. Cinquenta por cento dos monitores feitos no Brasil já são coloridos. O mais recomendado é comprar um micro com a tela em cores. Winchester - Também conhecido como disco rígido, é a memória principal do computador. Sua capacidade de armazenar dados é medida em megabytes. A maioria doc computadores brasileiros vem com disco entre 40 e 80 megabytes. O ideal é ter 120. Placa - Chapa em são ligados os chips e outros componentes. Em geral, o computador vem apenas com a placa principal. O vendedor pode cobrar à parte, por exemplo, placas para o micro trabalhar com fax e produzir sons. Microprocessador - É o cérebro do computador, ou chip. Comanda suas operações e determina a capacidade do micro de processar informações. Há o microprocessador 286 (ultrapassado), o 386 (muito usado hoje) e o 486 (o mais veloz). Clock - É a medida de velocidade de processamento do chip. Sua unidade é o megahertz. Um micro com menos de 30 megahertz tende a ser mais lento. O mais veloz é o chip com clock de 66 megahertz.
Importado - Os altos impostos fazem um micro importado legalmente custar muito mais caro aqui que no exterior. Trazido de Taiwan, o AcerPac 150 é uma máquina capaz de ler discos laser e trabalhar como fax e secretária eletrônica. No Brasil, é vendido por 4.500 dólares - quase o dobro de seu preço lá fora. Nacional - Um exemplo dos elevados preços dos micros fabricados no Brasil é o IS 486 Premium, lançado mês passado pela Itautec. Ele custa 11.400 dólares. Isso é preço automóvel. As fábricas brasileiras fazem poucos modelos e não alcançam uma escala de produção que permita baixar o preço dos computadores.
Só em outubro do ano passado, quando acabou a reserva de mercado, os brasileiros puderam comprar legalmente os computadores mais modernos do mundo, a linha Macintosh. Ao contrário dos micros do tipo PC, um Macintosh tem uma tela auto-explicativa, com janelas e imagens que dispensam o domínio de comandos complexos. Só a partir da popularização do programa Windows, nos últimos anos, essa facilidade chegou também ao mundo dos PCs. O Macintosh tem mais vantagens. Ele sai da fábrica com recursos extras, como uma placa para produzir sons, a capacidade de ser conectado diretamente a aparelhos de videocassete e uma tela que produz imagens mais bem definidas. Graças a essas características, é o micro ideal para editoração eletrônica, a música e a educação. Seu ponto fraco é o preço. Sujeitos a altos impostos de importação, eles ficam quase duas vezes mais caros aqui do que nos Estados Unidos. Assim, o modelo IIvx, um dos mais modernos, beira os 3.400 dólares, só a CPU. |
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