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Reportagens 2 de novembro de 1994A inútil confusão armada Juiz de Fora ameaça invadir o Rio,
O advogado José de Castro resolveu voltar à cena quando faltam apenas dois meses para a extinção da República de Juiz de Fora. Presenteado com a presidência da Telerj quando Itamar Franco quis afastá-lo de Brasília, José de Castro passou os últimos dias camuflado atrás de uma idéia extravagante. Combater o crime organizado do Rio de Janeiro através do estado de defesa, regime no qual são suspensas garantias constitucionais, como o direito de reunião e o sigilo telefônico, e as prisões podem ser efetuadas sem ordem judicial. Decretado pelo presidente da República, o estado de defesa entra em vigor imediatamente, mas o Congresso tem prazo de cinco dias para aprová-lo ou não. Armado com esse plano, José de Castro esteve em Brasília, onde foi recebido por Itamar no Planalto. Também tocou corneta pela imprensa e bateu continência para empresários. Anunciou "a qualquer momento" o desembarque de tropas de elite do Exército nos morros do Rio de Janeiro de "forma avassaladora" e justificou cenas de violência dizendo que "é melhor derramar sangue de bandidos do que ver correndo sangue de inocentes". O vivandeiro de Juiz de Fora conseguiu apenas criar confusão. Na terça-feira passada, reunido com o ministro da Fazenda, Ciro Gomes, e o senador Pedro Simon no Planalto, Itamar dispensou os serviços das "tropas de elite" de José de Castro. "Já imaginou fazer isso agora, em pleno período de eleição? Vão dizer que estamos manipulando", disse o presidente. "É muito complicado. Eu tenho dois meses de mandato, tem um governador sendo eleito daqui a três semanas e o Fernando Henrique precisaria ser ouvido antes de qualquer ação dessas." Desde sua posse, Itamar recebe relatórios dos ministros militares mapeando a ação das quadrilhas no Rio de Janeiro, o quadro de corrupção na polícia e a incapacidade tanto do ex-governador Leonel Brizola como de seu sucessor, Nilo Batista, de restaurar a autoridade no Estado e garantir a tranqüilidade da população. São informações de estarrecer, mas o presidente está convencido de que o melhor a fazer é agir com prudência, respeitando a fronteira de sua autoridade federal com os encargos estaduais de Nilo Batista. "Itamar fez tudo certo até agora", explica Pedro Simon. "Não vai correr o risco de um desastre quando faltam apenas dois meses para terminar o mandato." Simon prossegue no raciocínio: "Cá entre nós, até que colocar um tanque na favela é fácil. O difícil é saber como tirá-lo dali. Acaba virando o Haiti." MORTEIROS - "Estado de defesa seria um absurdo", diz o deputado Inocêncio Oliveira. Em parte devido ao poder de intriga do amigo do presidente, e em grande parte em função do reconhecido estado de colapso em que se encontra o poder público no Rio de Janeiro, houve quem levasse a proposta de José de Castro a sério. Os magistrados da seção carioca da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, aprovaram uma moção a favor do estado de defesa na quinta-feira. "Não podemos ficar isentos", diz Sergio Zveiter, presidente da OAB-RJ. O prefeito César Maia declarou que "as tropas federais poderão trazer um pouco mais de tranqüilidade à população pelo efeito psicológico". Em viagem pela Europa, o presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso, foi mais cauteloso. Disse: "Apóio (o estado de defesa) se houver necessidade". Em Brasília, o vice Marco Maciel afirmou: "Sou a favor, em tese". O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, não é a favor do estado de defesa nem em tese. Considera a sua decretação, no caso carioca, ilegal. "Isso é demonstração de fraqueza", afirma Aristides Junqueira. "O Estado tem de dar uma demonstração de força, mas sempre respeitando as leis." Pertence à curiosidade de cada um descobrir a rapidez com que mesmo personalidades de passado democrático estabelecido são capazes de imaginar pára-quedistas saltando no Pão de Açúcar, morteiros explodindo nos morros e Urutus passeando pelo Complexo do Alemão. Mas o fato é que a vida cotidiana do Rio de Janeiro se tornou tão cruel, tão aflitiva e tão violenta que uma reação desse tipo parece natural. Quando tomou posse, em 1993, o prefeito César Maia deslocava-se pela cidade com a proteção de seis seguranças. Hoje, sai de casa cercado por 22 homens e está providenciando a construção de um muro, na sede da prefeitura, para proteger o edifício dos tiroteios do Morro Dona Marta. Mais prevenido que o prefeito, o governador Nilo Batista só anda num helicóptero que transporta, em cada janela, um soldado de metralhadora. O candidato tucano ao governo do Rio, Marcello Alencar, chegou a ser impedido de fazer campanha numa favela por um traficante que exigiu, antes do comício, que tivesse uma audiência privada com o chefe do comércio de droga. Duas semanas antes do primeiro turno, seu concorrente, Anthony Garotinho, foi subir o morro de Vila Carioca para pedir votos. O emissário de um certo "Caveira", dono do lugar, tentou impedir. Garotinho acabou fazendo seu discurso cercado de adolescentes que portavam fuzis AR 15. FOGO CRUZADO - Se isso acontece com autoridades, nem é preciso imaginar a tragédia que acompanha o cidadão comum. As aulas de uma das unidades do Colégio de Aplicação, vinculado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foram suspensas na terça-feira. O motivo é que o estabelecimento, no bairro de Rio Comprido, fica no fogo cruzado de duas quadrilhas rivais que trocam tiros pelas ruas. Pela mesma razão, os párocos de um seminário das vizinhanças já não saem à noite. Na quarta-feira, a menina Erika Salvador, de 15 anos, conversava com uma amiga perto de sua casa, no Realengo, quando foi atingida no olho por um tiro e morreu. Quatro policiais que estavam no local explicam que perseguiam traficantes e ela foi vítima de uma fatalidade. Convencidos de que eles estavam no local para extorquir criminosos, os moradores incendiaram dois ônibus em sinal de protesto. Na madrugada de quinta-feira, o gerente Nilson Ayres de Souza Junior, da Gillette, foi executado com cinco tiros de fuzil AR 15 e pistolas 9 milímetros por cinco homens que tentavam roubar seu carro. Sua mulher chegou a ligar para o telefone celular de Nilson na hora do assalto e ouviu os bandidos mandando que se deitasse, antes de ser assassinado. Outros dois motoristas, que apenas passavam pelo local, foram baleados porque não quiseram parar seus automóveis. Num ritual que já se tornou irritante pela freqüência, no início da semana passada a polícia apresentou um novo arsenal apreendido junto a traficantes. Havia até morteiros para artilharia antiaérea. Um cotidiano de bandidagens costuma ser um terreno fácil para soluções milagreiras. A maioria dos civis só conhece manobras militares pelos filmes de Hollywood e, quando se trata de uma situação concreta, nada é tão útil como ouvir a opinião de profissionais. Um dos maiores, no país, é o general Newton Cruz, candidato ao governo do Rio de Janeiro que terminou em terceiro lugar no primeiro turno. Em 1984, quando era comandante militar do Planalto, Newton Cruz comandou a aplicação de "medidas de emergência" em Brasília, destinadas a impedir a realização de manifestações da oposição durante a votação das diretas já. Do ponto de vista político, as medidas de emergência foram um desastre, que só contribuíram para abrir ainda mais a ferida de um regime em agonia. Do ponto de vista militar, foram um sucesso. Newton Cruz recebeu a ordem de impedir os protestos e conseguiu deixar os oposicionistas fora da cidade. Agora, em seu modesto apartamento em Ipanema, ele acha que o estado de emergência é uma bobagem: - O problema do Rio é o governador. Ele precisa mobilizar a polícia para perseguir os criminosos. Pode ocupar um morro ou vários morros ao mesmo tempo. Mas não irá prender ninguém importante se não tiver um bom serviço de informação. E isso quem tem é a PM e a Polícia Civil. O Exército pode, no máximo, colocar uns carros de combate no pé do morro, ou patrulhar algumas vias de maior movimento. "BOBAGEM" - Do lado oposto ao de Newton Cruz, as opiniões, se não são semelhantes, vão no sentido da contra-intervenção militar. "A maior bobagem que ouvi nessa minha passagem pelo Brasil é essa história de que o Rio se encontra à beira de uma guerra civil", afirma a urbanista americana Janice Perlman, que, no final dos anos 60, para fazer uma tese acadêmica, chegou a morar em diversas favelas cariocas, e visitou o Rio na semana passada. "O que há, mais do que o empobrecimento da população, é a força nova do tráfico de droga. E o tráfico atrai porque oferece dinheiro fácil para um garoto a quem não se deu outra saída." A pirotecnia de uma intervenção militar não dá conta dessas questões e só serve para encobrir a verdadeira natureza do problema. Existem muitos aspectos em comum no panorama da criminalidade do Rio de Janeiro e aquilo que se passa em outros centros urbanos, mesmo de países desenvolvidos. Com 61 homicídios para cada 100.000 habitantes, o Rio é bem mais violento do que São Paulo (28 para 100.000) e Nova York (trinta para 100.000), mas bem menos do que Washington (78 para 100.000). Um levantamento feito nos Estados Unidos demonstra que a criminalidade avançou tanto, nas grandes cidades, que se considera que nesses lugares os bandidos fazem a lei em 40% de seu território urbano - a polícia não consegue impor-se e apenas reage, quando é chamada. A diferença, no entanto, é essa. As autoridades encarregadas de defender o cidadão, manter a lei e a ordem, respondem. Isso não é fruto de nenhuma mágica. Foi um investimento. No Rio, a polícia - mal aparelhada, com seus integrantes ganhando mal, e com vastos bolsões corrompidos, atuando em sociedade com os bandidos - não reage. Apenas o treinamento da última leva de 6.000 recrutas da polícia de Nova York consumiu 340 milhões de dólares. Os policiais de mais baixo posto receberam um aumento de 10%. Também se abriu uma temporada de investigação em cima de policiais corruptos. E, embora a corrupção exista, já se notam sinais de que tenha diminuído. "A estratégia é ter gente nova, sem vícios, bem paga e equipada", costuma dizer Raymond Kelly, chefe da polícia de Nova York desde 1993. Esses cuidados não resolvem inteiramente o problema, mas ajudam. Miami, cidade que guarda diversos traços de semelhança com o Rio de Janeiro, pois também funciona como rota internacional do tráfico, e também é um grande centro de lavagem de dinheiro sujo, oferece um cotidiano mais seguro a seus moradores. Os crimes diminuíram? Não. A polícia é que melhorou. "Ainda é possível manter o controle da situação porque nossos salários são bons (mínimo de 3.000 dólares) e temos um equipamento de primeira", afirma seu porta-voz, Raymond Lang. Existem áreas de Miami onde não se pode entrar à noite e onde a polícia só se aventura com armamento pesado. A vantagem é que esse armamento existe. Nenhum policial tem receio de agir numa zona de perigo porque seus automóveis dispõem de um alarme que, acionado, permite que seja atendido por outros colegas em menos de um minuto. RAMBOS - No Rio, uma cidade mais pobre que as americanas, o problema é bem mais complexo. O alarde provocado por José de Castro surgiu porque a população carioca está farta da criminalidade. Mas a intervenção militar, assim como o estado de defesa, é proposta simplista, que cria a ilusão de que um grupo de Rambos resolve tudo. Por exemplo, a idéia da intervenção militar tem o efeito colateral de dar crédito à fantasia de que basta atacar o foco da criminalidade, nas favelas. O Rio consagrou as favelas em redutos do crime mais ou menos organizado em parte porque Brizola adotou como compromisso de campanha que a polícia não podia pisar nesses lugares. Foi um erro colossal. Não só criou fortalezas encravadas em bairros. Piorou a vida dos próprios favelados, que viraram reféns de bandidos. A inoperância do governo estadual chegou ao ápice com Nilo Batista, que assumiu o cargo no mesmo dia em que um procurador da República, Antonio Biscaia, o acusava de ser comparsa de bicheiros. Sua autoridade implodiu na hora. A população do Rio sente falta de uma autoridade que se faça respeitar, que dê demonstrações efetivas e duradouras de que é capaz de defender a população contra a violência dos marginais. O Rio precisa, portanto, de uma intervenção exemplar, que deixe claro para todos que dispõe de um governo que zela pelos cidadãos. E para isso é possível contar com a colaboração das Forças Armadas, em ações que nada têm a ver com pirotecnias. "Existe um poder paralelo e isso não se pode aceitar", afirma o cardeal-arcebispo dom Eugênio Salles. "E hoje eu não vejo outra saída fora da colaboração entre o governo federal e o estadual." É uma colaboração conturbada, dado quem são os governantes. Nilo Batista voltou a embaralhar estatísticas para dizer que está sendo vítima de uma campanha política, tentando demonstrar que a criminalidade do Rio de Janeiro não é muito superior à de outras cidades brasileiras. É sim. Sua taxa de homicídios, por exemplo, é o triplo da média nacional. Sob a lona de Brasília, Itamar também fez espetáculo. Na segunda-feira, o presidente submeteu Nilo Batista a uma grosseria. Enviou o ministro da Justiça, Alexandre Dupeyrat, para um encontro com comandantes militares no Rio, mas não convidou o governador a participar da conversa. O Planalto também tem feito o possível para manter um dado em segredo. Há três meses, Nilo enviou um ofício ao presidente, pedindo ajuda federal para combater o tráfico. Na época, Itamar nem respondeu à solicitação, e agora quer dar a impressão de que Nilo não quer colaborar. Nesta segunda-feira, o governador e Itamar têm um encontro em Brasília. Na quinta-feira, Dupeyrat voltou ao Rio para uma conversa preliminar com Nilo Batista. Pelos preparativos, Itamar e o governador terão boas oportunidades para trocar gentilezas. É uma agenda de oito temas. Itamar e Nilo estão de acordo a respeito da maioria deles. O ponto mais delicado é a tese, cara aos comandantes militares, de que se crie um comando único para as polícias do Rio de Janeiro, que, hoje em dia, têm um chefe na PM e outro na Civil. Não se trata de um problema de emprego. É um posto político, pois colocaria, logo abaixo de Nilo, uma autoridade poderosa, cuja nomeação teria as bênçãos dos militares. "O que Itamar está preparando é uma intervenção branca, em que faz o que quer mas não fere o governador", observa um estudioso dos costumes políticos do país. Na noite de sexta-feira, um assessor de Nilo antecipou sua postura em Brasília: "Ele vai em missão de paz. Se o comando unificado for uma exigência de Itamar, aceitará. Nilo só não irá concordar se o presidente quiser que ele peça intervenção federal ou estado de defesa. Isso ele não faz". Passada a fumaça da intervenção armada e do estado de defesa, pode ser um começo de conversa para atacar de verdade o problema da insegurança no Rio de Janeiro.
O disfarce que não colou O bicheiro Castor de Andrade volta à prisão No final da tarde de quarta-feira, o bicheiro Castor de Andrade, 67 anos, foi visto passeando, tranqüilão, no lugar mais movimentado de São Paulo àquela hora. Com cavanhaque postiço, cabelos e bigode pintados de preto, o capo do jogo do bicho no Rio de Janeiro conferia os últimos lançamentos do Salão do Automóvel, no Parque do Anhembi. Estava foragido da polícia havia quase sete meses e, para seu azar, dois cariocas o reconheceram e deram o alarme. Quinze minutos depois, Castor estava preso e cercado por agentes na Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, Deatur, que mantém um posto no Anhembi. Desmascarado como numa história de revista em quadrinhos, o vovô do bicho tirou o cavanhaque e resignou-se. "Tinha de acontecer. Estava escrito", disse ele. No dia seguinte, foi transferido para a Polinter no Rio. Com cinco mandados de prisão nas costas, por envolvimento com a máfia do videopôquer, formação de quadrilha e tentativa de suborno, Castor estava sumido desde o dia 30 de março, quando a polícia do Rio estourou seu bunker, em Bangu, e colocou as mãos numa extensa lista de propinas pagas a policiais e políticos. "Não tenho nenhuma ligação com o escritório onde esses papéis foram achados", declarou Castor, garantindo ter-se afastado da contravenção em 1970 para se dedicar exclusivamente às empresas Babilonga, Pesqueira Porto Seguro e Metalúrgica Castor. O bicheiro afirma que, na sua fuga da polícia, não viajou para o exterior. Disse que passou os últimos seis meses na casa de amigos, em Curitiba, e que estava cansado da vida de fugitivo. "Eu já estava indo ao Rio, onde iria me entregar à Justiça", contou, provocando gargalhadas. "Ainda que tarde, cumpriu-se a lei", comentou a juíza Denise Frossard, que condenou Castor e outros treze banqueiros por formação de quadrilha armada. TENTAÇÃO - Apaixonado por carros desde criança, Castor viajava num Honda Accord preto, ano 94, com placas CAS-4114, de São Paulo. O bicheiro confessou não ter resistido à tentação de visitar o Salão do Automóvel. Quando foi detido, estava acompanhado dos sobrinhos Rogério e Ana Paula de Andrade e Silva. "O senhor foi preso por um colega seu", brincou o delegado da Deatur, Claudinê Pascoetto, referindo-se ao investigador Sidnei Carriolo, presidente da escola de samba águias de Ouro. "É realmente um azar, porque eu gosto muito de samba. Só que as escolas do Rio são melhores que as de São Paulo", devolveu o bicheiro, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. "Em compensação, a polícia de São Paulo é muito melhor que a do Rio", cutucou o delegado.
Tanques não sobem morro FHC não quer militares como polícia Fernando Henrique Cardoso acha errado pôr militares nas ruas do Rio de Janeiro para enfrentar bandidos. "As Forças Armadas são treinadas para a guerra, não podem substituir o trabalho da polícia", diz o presidente eleito. Mas ele também considera que os atuais problemas do Rio são um reflexo da situação nacional, e por isso o governo federal tem de participar do combate à criminalidade - com ou sem a decretação de estado de defesa. "Algo tem de acontecer no Rio", afirma. Fernando Henrique Cardoso recebeu o correspondente William Waack, de VEJA, na suíte 802 do Hotel Savoy, em Praga, pouco antes de embarcar na sexta-feira de volta ao Brasil, para falar sobre a cidade onde nasceu, o Rio de Janeiro. VEJA - O senhor apóia a decretação de estado de defesa no Rio? VEJA - E existe essa necessidade? VEJA - O governo estadual é o principal responsável pela atual situação do Rio? VEJA - Quais são as principais causas da insegurança no Rio? VEJA - Colocar as Forças Armadas na rua ajuda a resolver o problema? VEJA - As Forças Armadas não poderiam ser contaminadas pela criminalidade e pela corrupção, caso entrassem no combate direto aos bandidos? |
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