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A primeira reportagem de capa de VEJA sobre as atividades físicas amadoras foi publicada em 1972. Ela retratava um novo fenômeno nas grandes cidades do país: a prática do cooper. Dez anos depois, o destaque da capa da revista era para as modalidades de verão, como surfe, vela e asa-delta. Em uma reportagem de outubro de 1979, a VEJA mostrava que a prática de atividades físicas tornava-se cada vez mais freqüente nas capitais brasileiras. Parques, praias, jardins e avenidas passaram a ser ocupados por pessoas que queriam deixar o corpo e a saúde em boas condições. Até o presidente João Baptista Figueiredo era adepto dos exercícios – aos 62 anos, era praticante de equitação, corrida e levantamento de peso. O gosto pela prática de atividades físicas, porém, só se transformou em fenômeno na década de 1990. Em 2995, VEJA avaliou trinta modalidades esportivas e explicou numa reportagem de capa que a natação, o remo, o judô e o surfe eram os melhores aliados no desenvolvimento do bem-estar físico. Nos últimos anos da década, o Brasil alcançou o posto de maior importador de aparelhos esportivos fabricados nos Estados Unidos. As novas técnicas se multiplicaram ao mesmo tempo em que milhares de academias foram inauguradas. As reportagens de VEJA explicaram como a prática de atividades físicas é fundamental para que o corpo se mantenha jovem por mais tempo. Com a ajuda da ciência, dezenas de novos tipos de exercícios físicos surgiram para tornar possível a perda de peso e o aumento de músculos em poucas semanas. Uma edição de setembro de 2000 mostrou ao leitor que os constantes segredos revelados pela medicina ligados ao coração, pulmões, ossos, cérebro e músculos seriam informações de extremo valor para os atletas em busca da medalha de ouro na Olimpíada de Sydney. Numa edição de 2003, uma reportagem mostrava que, mesmo com a malhação, nem todo mundo consegue ter músculos definidos, já que os resultados dependem também de fatores genéticos. A incessante busca por um corpo cada vez mais saudável e esbelto pode, muitas vezes, se traduzir em exageros nas academias. Para quem malha pesado todos os dias, os excessos acabam numa inversão de resultados, ou seja, a saúde é colocada em risco. Apesar da mania das corridas, da popularização das academias e do crescimento de diversas modalidades, muitos brasileiros ainda são sedentários. Uma reportagem publicada em 2008 mostra que apenas 15,5% dos brasileiros praticam atividades físicas regularmente.
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