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Não é de hoje que a preocupação com o meio ambiente é um fator importante no país e em todo o planeta. No Brasil, Roberto Burle Marx, arquiteto e paisagista, alertava desde os anos 1970 sobre o debate ambiental e o descuido com a preservação dos recursos naturais. Outra referência na luta pela conservação ambiental, principalmente na região amazônica, foi Chico Mendes, assassinado em 1988 por ordem de fazendeiros da região. Bons exemplos – como o de Cubatão, que melhorou a qualidade do ar e livrou-se do título de campeã mundial de poluição, e os projetos para salvar as fauna marinha – deram algum impulso à luta em favor da ecologia no país. Mas a falta de cuidado com os riscos ambientais causava tragédias no exterior. Em 1984, na Índia, um terrível acidente causou a morte de 2.000 pessoas – foi um vazamento de gás altamente tóxico na indústria química Union Carbide. A ecologia chegou a ser incluída nas discussões sobre a negociação da dívida externa brasileira depois da morte de Chico Mendes e do aumento nas queimadas da Amazônia. A Eco 92, um marco na questão ambiental, foi realizada no Rio de Janeiro e reuniu autoridades e organizações de todo o planeta. O encontro discutiu a exploração amazônica e falou do combate à grave poluição das grandes cidades e rios. Na lista dos bons exemplos foram citadas Londres e Tóquio, duas capitais com bons resultados depois da adoção de políticas ambientais eficientes. Nos anos 1990, o fenômeno El Niño deixou os cientistas em constante alerta em função de seus graves efeitos sobre o clima. Mas as grandes conseqüências negativas da poluição só seriam sentidas na década seguinte. O contra-ataque da natureza diante do descuido do homem com o ambiente incluiu problemas como as secas, a escassez de água potável, a elevação dos níveis dos oceanos e, é claro, o aumento da temperatura. Em 2006, a reportagem de VEJA esteve no Ártico e na Antártica e conferiu de perto o encolhimento das calotas polares. Antes, a discussão das questões ambientais causava muita polêmica. As previsões mais catastróficas eram desprezadas pelas autoridades. Agora, no entanto, ficou claro: os efeitos da ação do homem na Terra são inegáveis e é preciso entrar em ação imediatamente. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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