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1997 - 2009 | edições integrais
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Coleções » Violência urbana Leia as reportagens na íntegra


   
23/4/1969
Crimes nas ruas
  10/1/1973
Assaltos
  7/1/1981
Crimes no Rio
   
14/9/1983
Crimes no Rio
  6/6/1984
Armas de fogo
  1/6/1988
Tráfico no Rio
   
23/8/1989
Seqüestros
  18/7/1990
Crimes no Rio
  27/7/1990
Seqüestros
   
28/7/1993
Candelária
  8/9/1993
Vigário Geral
  21/8/1996
Criminalidade
 

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25/9/1996
Arma de fogo
  9/4/1997
Favela Naval
  23/6/1999
Armas de fogo
   
8/12/1999
Narcotráfico
  7/6/2000
Criminalidade
  24/01/2001
Cerco da perifeira
   
7/2/2001
Impunidade
  30/1/2002
Celso Daniel
  5/10/2005
Armas de fogo
   
26/10/2005
Crime organizado
  24/5/2006
PCC
  19/7/2006
PCC
         
   
10/1/2007
Criminalidade
  21/2/2007
Golpe telefônico
  14/2/2007
João Hélio

Não é de hoje que a população brasileira se esconde com medo da violência e dos crimes urbanos. O tráfico de drogas, os seqüestros e a marginalidade estão presentes na história do Brasil há muito tempo. A primeira reportagem de capa de VEJA sobre o tema foi publicada em 1969. O texto destacava a distância crescente entre o tamanho e a freqüência das ações criminosas e os recursos e o preparo das autoridades para combatê-las. A polícia era atrasada e os bandidos eram cada vez mais organizados, audazes e violentos.

A criminalidade no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade brasileira, sempre teve grande destaque nas páginas de VEJA. Nos anos 1980, o assunto foi tratado em dezenas de reportagens - incluindo três capas. Em 1988, o destaque era a morte do traficante de drogas Sérgio Ferreira da Silva, chefe do morro carioca da Rocinha, que culminou na troca de comando do tráfico. O poder passou para as mãos de Ednaldo de Souza, o Naldo e, mesmo com essa notícia sendo divulgada pela imprensa, as autoridades pareciam não querer se comprometer com a questão.

Nos anos 1990, dois episódios brutais mancharam de sangue o Rio de Janeiro e fizeram a violência urbana no país ser destacada em toda a imprensa internacional. O primeiro massacre ocorreu em julho de 1993, quando sete crianças de rua foram mortas em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Houve aqueles que aplaudiram o fuzilamento, mas a história ficaria para sempre na memória do brasileiro como um dos atos mais violentos da história do país. Apenas dois meses depois, nova matança no Rio: uma quadrilha de PMs integrantes de um grupo de extermínio invade a favela de Vigário Geral com armamento pesado e massacra 21 inocentes.

As notícias sobre a corrupção dentro da polícia e o envolvimento das autoridades com o crime eram cada vez mais freqüentes. Já não era mais possível confiar na polícia, como mostrou o episódio da Favela Naval, em Diadema, na Grande São Paulo. Otávio Lourenço Gambra era tido como um policial modelo. Até o dia em que uma fita gravada por um cinegrafista amador mostrou Gambra no comando de um grupo de policiais que se divertia batendo e extorquindo quem passava. Num dado momento, depois de tomar o dinheiro de uma turma de amigos que voltava para casa num Gol, o PM deu dois disparos na direção do carro, que se afastava. Atingido pelos tiros, o conferente Mário José Josino morreu ao chegar ao hospital. Gambra era conhecido pelo apelido de Rambo. Era o fortão que, ao lado dos comparsas, costumava humilhar, agredir e roubar.

Na década seguinte, a sensação de insegurança parecia ainda maior. De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça no início de 2000, cerca de 50% dos moradores das capitais evitavam sair à noite com medo da violência. A classe média estava em pânico e debatia se valia a pena andar com arma, além de pagar segurança particular e adotar outras medidas de prevenção em um Brasil que parecia estar entregue aos bandidos. Em 2006, os moradores da maior cidade do país sentiram na pele que o poder parecia estar nas mãos do crime. O PCC, grupo criminoso comandado de dentro dos presídios, espalhou terror pela a capital paulista com diversos ataques, incendiando ônibus e atacando bases da Polícia Militar com tiros e bombas.

Em várias dessas explosões de violência, VEJA publicou reportagens especiais que mostravam o caminho para restaurar a ordem, combater o crime organizado de forma eficaz e devolver ao cidadão o direito de viver com tranqüilidade nas grandes cidades. Muitas dessas reportagens de capa tratam de problemas como a impunidade dos criminosos, a corrupção das autoridades e a falta de rigor na batalha contra o banditismo. Mas quase quatro décadas depois da primeira capa de VEJA sobre a fragilidade do estado diante dos bandidos, o placar continua desfavorável para os policiais e os civis inocentes.


 
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