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VEJA publicou em 1975 sua primeira reportagem de capa sobre sexo. O texto apresentava um dado surpreendente: cerca de 50% dos suicídios de homens até 45 anos eram motivados pelo drama da impotência sexual. Quase vinte anos depois, uma pesquisa apresentada pela revista revelava a insatisfação das mulheres na quantidade e qualidade de suas relações sexuais. Ao mesmo tempo, os livros que tratavam do assunto tornavam-se sucesso de vendas no país. Na década de 1990, outra reportagem de capa de VEJA mostrava um problema vivido por milhões de casais pelo país: a monotonia da vida sexual depois de muito tempo de casamento. Acontece nos melhores contos de fadas, como atestam os freqüentes imbróglios de casais famosos. Pouco depois, surge uma novidade na indústria farmacêutica que teria grandes repercussões no comportamento sexual das pessoas: a FDA, agência americana para controle dos alimentos e remédios, aprova em 1998 a comercialização do Viagra, a mais famosa pílula contra disfunção erétil. VEJA mostrou numa pesquisa exclusiva de 1999 que a tradicional guerra entre os sexos continuava a pautar os relacionamentos. De um lado, eles reclamavam que suas parceiras pecavam ou por serem desinteressadas ou atiradas demais na hora da transa. Pelo lado feminino, as principais reclamações eram de falta de carinho, insistência em transar e machismo por parte de seus parceiros. Outra pesquisa feita em 2001 revela que o brasileiro se considera feliz na cama, mas 30% das mulheres lamentam a falta de prazer durante as relações. Avanços da medicina e estética propiciam uma vida sexual mais ativa aos homens e mulheres que passaram dos 40 anos de idade. São pessoas que lutam para manter seu vigor sexual ao mesmo tempo em que seus filhos fazem sexo mais cedo. A liberdade sexual dos adolescentes brasileiros é cada vez maior. Por mais que se fale em evolução na maneira de discutir o comportamento sexual, estudos e análises mais aprofundadas não deixam dúvidas: na hora da escolha do parceiro, a biologia e as preferências estabelecidas desde o início da humanidade são as principais regras do jogo. A ciência contribui ao mapear quais são os traços de anatomia e de personalidade que mais provocam o desejo e comprova que a sexualidade está diretamente ligada ao bem-estar físico e psicológico. Uma sondagem mais recente dá conta de que os brasileiros mantêm uma vida sexual mais intensa que as pessoas de vários outros países, mas muitos mentem sobre a freqüência de suas relações e sobre o grau de satisfação com seu desempenho na cama.
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