BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade

Arquivo
VEJA
 
Reportagens



Busca detalhada
 
Imagens de capa



Busca detalhada




Mais reportagens
Brasil e sociedade
Política e economia
Internacional
Ciência e tecnologia
Saúde e sexo
Artes e espetáculos
Gente e memória
Religião e História
Esporte e aventura
Educação e trabalho

Revistas
1997 - 2009 | edições integrais
Edição n° 1
Edições extras
Edições especiais
 
Coleções » Proálcool Leia as reportagens na íntegra


  
22/12/1976
Racionamento
 19/1/1977
Racionamento
 7/3/1979
Sem petróleo
  
13/6/1979
Álcool
 11/7/1979
Combustíveis
 17/9/1980
Proálcool
   
24/5/1989
Crise do álcool
 1/2/2006
Carros flex
  
 

Publicidade

 
 

O governo de Ernesto Geisel criou o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool, em 1975, com o intuito de substituir combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina, por uma fonte alternativa e renovável. Dois anos antes, o mundo passava por uma grave crise do petróleo. O alto preço do barril estimulou o governo brasileiro a criar regras para que, num primeiro momento, o álcool anidro fosse adicionado à gasolina como forma de diminuir a importação dos barris em meio às crises no Oriente Médio.

Nos postos, a gasolina tornava-se cada vez mais cara. A ordem do governo era para que as pessoas fizessem economia de combustível, uma idéia que demorou um pouco para ser assimilada. Em cerca de dois anos, nove reajustes no preço da gasolina foram anunciados por Geisel. Até o governo de Figueiredo, o Proálcool não passava de uma promessa. "O álcool é a resposta brasileira à crise energética. Mais que solução para contingências externas, é o grande desafio da década de 1980 que a nação inteira terá de enfrentar e vencer", disse o presidente João Figueiredo em uma entrevista a VEJA.

Lançado o desafio, as medidas iniciais previam a instalação de novas usinas de álcool e a modernização da infra-estrutura já em funcionamento. Em 1979, ocorre um novo choque do petróleo, e no início dos anos 1980 o álcool mostra sinais de tornou-se uma idéia de sucesso como combustível alternativo. Um quarto dos carros vendidos no país em 1981 era movido a álcool. Para o ano seguinte, o governo federal aprovou a montagem de 292 destilarias. Além de diminuir a poluição, a nova matriz energética promoveu a criação de milhares de postos de trabalho.

O petróleo passou por um momento de queda abrupta no mercado internacional em 1985, quando os produtores nacionais de álcool produziram menos, de olho nas vantagens de se investir em açúcar. Os erros cometidos pelos usineiros e pela política governamental trouxeram incertezas ao consumidor, que nota a falta de álcool nos postos. O Proálcool chega aos anos 1990 consumindo mais de 10 bilhões de dólares dos cofres públicos. Com o álcool subsidiado, a Petrobras cobre os custos de produção e acumula um prejuízo de mais de 600 milhões de dólares desde 1981. Para manter o álcool atraente, o governo mantém o preço da gasolina artificialmente alto - um dos mais caros do mundo.

O Proálcool é finalmente revisto em 1995, ano em que as montadoras registraram queda na produção de veículos movidos a álcool. Desde esse novo impulso, o setor explodiu. Atualmente, a iniciativa privada é responsável por crescentes investimentos no álcool como combustível e fonte energética. O sucesso estrondoso do carro flex superou todas as expectativas. Na segunda metade da década de 2000, ele já representava mais de 80% de toda a produção automobilística, fruto de investimentos e avanços científicos destacados numa reportagem de capa de VEJA de 2006.


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |