Arquivo VEJA |
|
Mais reportagens
Brasil e sociedade Política e economia Internacional Ciência e tecnologia Saúde e sexo Artes e espetáculos Gente e memória Religião e História Esporte e aventura Educação e trabalho Revistas
1997 - 2009 | edições integrais Edição n° 1 Edições extras Edições especiais |
Mais destacada fonte de energia do mundo contemporâneo, o petróleo passou a ser um elemento decisivo nas esferas política e econômica. Seu consumo em níveis elevados e a falta de alternativas viáveis a curto prazo contribuíram para pressionar os preços e desestabilizar as relações entre diversos países nos últimos tempos. Em 1973, VEJA noticiou a pressão provocada pelo embargo anunciado pelos países árabes, principais fornecedores de petróleo para o mundo. Os efeitos foram sentidos na Europa, Japão, Estados Unidos e também no Brasil. A crise da década de 1970 afetou o abastecimento das nações industrializadas, que assistiram, perplexas, à escassez do produto que movia seus motores. No mesmo ano, os países atingidos tentavam reverter o embargo, mas sem muito sucesso. Com o preço do barril nas alturas, a solução foi pensar no investimento em outras fontes de energia. O Brasil, em 1974, viu esperanças na descoberta de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e iniciou uma corrida em que a Petrobras, maior empresa estatal do país, era responsável por desenvolver novas técnicas para que o brasileiro pudesse respirar mais aliviado frente à crise petrolífera que atingia praticamente o mundo inteiro. Num encontro dos treze membros do mais forte cartel da história econômica mundial, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), ficou decidido que o preço do barril ficaria ainda maior. O governo brasileiro começou a preparar medidas que chamou de “drásticas” para enfrentar 1977. Depois de alguns anos de hesitação, no início da década de 1980, o Brasil decidiu recuperar o tempo perdido e implementar o álcool como a grande opção para o futuro. A medida deu certo. Em 2006, com o sucesso do carro bicombustível, o país tornou-se o primeiro a viabilizar a produção e o uso em larga escala de uma energia alternativa aos derivados de petróleo. Ao mesmo tempo, comemorou a auto-suficiência na produção petrolífera. Com o atual nível de consumo do petróleo, as reservas conhecidas são suficientes para manter o abastecimento confortável por mais de meio século, ao contrário do que dizem os especialistas mais pessimistas. O produto não perderá a importância que tem para o modo de vida da sociedade tão cedo, e é possível que nenhum de nós viva o bastante para ver outra fonte de energia tomar o lugar dele. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|