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A reportagem da primeira edição de VEJA, publicada no dia 11 de setembro de 1968, mostra o esforço da Rússia em propagar as idéias comunistas e manter sua esfera de influência durante a Guerra Fria, iniciada após a II Guerra Mundial, tendo o capitalismo dos Estados Unidos como força antagônica. Os americanos exerceram sua influência no bloco ocidental com a criação da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, voltada a neutralizar a influência do bloco socialista. Em 1955, os vermelhos haviam reagido com a criação do Pacto de Varsóvia, estabelecendo ajuda mútua em caso de agressões contra os aliados de Moscou. Após mais de duas décadas de Guerra Fria já existia nos países socialistas a nítida impressão de que o tempo estava parado. Os níveis de vida e de produção estavam muito aquém dos índices registrados nos países de economia capitalista. No plano militar, porém, a briga continuava equilibrada. Embora autoridades americanas e soviéticas negassem a possibilidade de uma guerra nuclear, os dois países desenvolviam poderosas armas e equipamentos de defesa num ritmo febril. O anúncio do presidente americano Richard Nixon dizendo aceitar o convite do primeiro-ministro Chu Em-lai, da China, para uma visita ao país, em 1972, sinalizou uma possível aproximação entre as duas nações. No final de 1971, Taiwan deixou a ONU e a China comunista foi admitida como integrante da organização. Nixon esteve na China no primeiro trimestre de 1972. A visita foi acompanhada pelo enviado especial de VEJA a Pequim, José Roberto Guzzo. Pelo lado chinês ficou clara a intenção de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países. O encontro foi importante para derrubar mitos e aplacar as tensões. O início do fim da Guerra Fria aconteceu em mais uma viagem de um presidente americano, agora Ronald Reagan, que visitou o líder soviético Mikhail Gorbachev na reunião de cúpula de Moscou. Entre os anos de 1989 e 1991, ao mesmo tempo em que as duas potências se aproximavam de maneira definitiva, enfim caía o Muro de Berlim e a Alemanha voltava a se unir. Durante a Guerra Fria, o país se dividia entre Alemanha Oriental, socialista, e Alemanha Ocidental, capitalista. A etapa seguinte foi a desintegração da União Soviética e a morte das ditaduras comunistas dos países do leste europeu. Com o capitalismo como vencedor do embate, os ecos da Guerra Fria só voltariam a ser ouvidos no século XXI, com a ascensão da nova Rússia sob o comando de Vladimir Putin e seus freqüentes desafios aos americanos. Nada que se compare, porém, a um período em que o mundo ficou a um passo de uma guerra nuclear. |
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