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Reportagens 14 de novembro de 1979O Estado terrorista O Irã do aiatolá rompe com a
Com 65 cidadãos americanos mantidos há seis dias corrin reféns por jovens fanáticos dentro da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, como se sentiria um policial americano encarregado de proteger estudantes iranianos que, em plena Washington, dão vivas à ocupação e gritam "morra o presidente Carter"? A pergunta foi feita no final da semana passada por um repórter de uma rede de televisão a um guarda de serviço defronte a um escritório de imigração, em Washington, onde jovens iranianos faziam uma manifestação. "Bem", limitou-se a responder o policial, "você sabe, é a Constituição..." Enquanto em Washington a polícia assegurava estritamente o cumprimento de uma liberdade secularmente inscrita na Constituição dos Estados Unidos, inclusive aos estrangeiros hostis, a 15.000 quilômetros dali, em Teerã, capital do Irã, desenrolava-se um drama humano de grandes proporções - e, mais ainda, uma situação política inédita nas relações entre nações civilizadas. A embaixada dos Estados Unidos no Irã, um magniflico conjunto de edificios em meio a um terreno de 11.000 metros quadrados no centro de Teerã, fora ocupada por 400 a 500 estudantes no domingo, dia 4, em seguida a uma gigantesca manifestação em que centenas de milhares de pessoas comemoraram o primeiro aniversário da morte de diversos estudantes pelos soldados do deposto xá do Irã. Depois de resistirem como era possível a três horas de assédio, inclusive lançando mão de bombas de gás lacrimogêneo, os quinze fuzileiros navais encarregados da segurança da embaixada desistiram - e os jovens, alguns com armas pesadas, tomaram conta de tudo. O ato poderia ser mais um de uma infindável série de atentados e desordens num mundo conturbado. Tratava-se porém, de algo muito mais grave - um conflito capaz de provocar perigosamente uma superpotência, levar mais instabilidade à vital área do Golfo Pérsico e provocar um novo sobressalto no já confuso mercado internacional de petróleo. O 'LOBO AMERICANO' - Com efeito, longe de condenar a atitude da multidão de jovens e tentar desalojá-los da embaixada, o real centro de poder no Irã - o aiatolá Rulhollah Khomeini, chefe supremo da chamada revolução islâmica no Irã, e seus lugares-tenentes - estimulou e encampou a ocupação, tornando-a, na prática, um ato de governo. Impotente para libertar os reféns, como havia prometido ao governo americano, ao moderado primeiro-ministro Mehdi Bazargan não restou outro caminho que não o da renúncia, juntamente com seu Gabinete de vinte membros. Bazargan, 73 anos, um professor que lutou longos anos contra a ditadura do xá Mohammed Reza Pahlevi, nunca teve poder efetivo em seus nove meses de governo, que ele mesmo classificou de "uma faca sem nenhum corte". Alvo constante dos setores radicais da revolução, ele era muito criticado por sua posição "branda" em relação aos Estados Unidos. As críticas atingiram um clímax depois que o infeliz primeiro-ministro se encontrou em Argel, durante a comemoração dos 25 anos do início da luta pela independência da Argélia, na semana anterior, com o assessor do presidente Carter para assuntos de segurança, Zbigniew Brzezinski. "Ele se sentou na mesma mesa do lobo americano", disse depois a própria rádio oficial de Teerã. A saída de Bazargan representou o fim do último vínculo significativo do regime iraniano com as regras da normal convivência internacional. Ficava aberto o caminho para o total controle do país pelo tresloucado, raivoso poder dos turbantes: o aiatolá formalmente determinou que o governo fosse assumido pelo secreto Conselho da Revolução, constituído por um número ignorado de chefes islamitas. E ao assumir o seqüestro, associando-se à chantagem dos seqüestradores, o Irã tornou-se na prática um Estado-celerado, um Estado-pirata, aparentando-se às organizaçóes terroristas. 'O GRANDE SATÃ' - Na embaixada, desde o primeiro momento os estudantes exigiam, em troca da libertação dos reféns, a extradição do ex-xá Reza Pahlevi, que desde o dia 22 de outubro está em tratamento de um câncer no sistema linfático num hospital de Nova York. Os líderes religiosos e mesmo membros formais do governo não hesitaram em apoiar a exigência, recusada "sob qualquer hipótese" por Washington. A ocupação, disse por exemplo uma nota do Ministério das Relações Exteriores do Irã, "é uma reaçao natural à indiferença do governo americano" para com um pedido de extradição que teria sido apresentado a Washington, embora não exista sequer um tratado de extradição entre esses dois países. A rádio oficial, vários dirigentes religiosos e o porta-voz da embaixada do Irã em Washington reiteraram o apoio ao seqüestro. O próprio aiatolá, enfim, de seu retiro na poeirenta cidade sagrada de Qom, a 150 quilõmetros de Teerã, estimulou os jovens ocupantes, bem como os milhares de iranianos que cercaram a embaixada, a agirem contra "o grande Satã, a América". ESTADO TERRORISTA - Configurava-se, assim, sem sombra de dúvida, a prática de um ato terrorista pelo Estado iraniano - ainda mais que os estudantes ameaçaram matar todos os reféns caso Washington tentasse resgatá-los à força. Mas apenas o terrorismo oficial ainda não seria novidade. As ditaduras militares do Chile e da Coréia do Sul, só para ficar em dois entre muitos exemplos, já incidiram nessa prática, eliminando adversários políticos no exterior. Tais atos, contudo, nunca foram admitidos por esses regimes. No Irã, não. Desde o início da era Khomeini, a cabeça do xá foi posta, aberta e literalmente, a premio. Quem matasse o ex-soberano, decretaram os turbantes iranianos, receberia um prêmio em dinheiro de 350.000 dólares. Mais: qualquer pessoa não iraniana que eliminasse Pahlevi seria acolhida como asilado político no Irã, e condecorado. Enfim, a própria Farah Diba, mulher do ex-xá, seria anistiada se matasse o marido. O Irã iria ainda além, muito além. Com sua atitude na semana passada, o Irã atingiu um ponto a que não ousaram chegar sequer o incendiário coronel Muammar Khaddafi, da Líbia, ou o "marechal-de-campo" Idi Amin, enquanto reinou em Uganda. Khaddafi sistematicamente abrigou terroristas palestinos que atacaram em outros países. Amin, em 1976, chegou a auxiliar em seu território terroristas que chantageavam um governo inimigo, o de Israel, no episódio de Entebbe. Mas nunca executaram, eles próprios, uma operação destas. Já o Irã praticou um ato terrorista contra um outro Estado nacional - ponto culminante de descontrole de um regime que fuzila em massa seus adversários e está construindo no limiar do século XXI um Estado baseado em princípios medievais. TROCO PARA MOSCOU - Poucas vezes os Estados Unidos terão tido diante de si uma situação tão delicada e desconcertante, e desde os primeiros momentos o presidente Jimmy Carter procurou manter a serenidade no lado americano. O presidente, que iria fazor um pronunciamento à nação num primeiro momento, resolveu voltar atrás para não melindrar os religiosos iranianos e pôr mais em risco a vida dos reféns. O Departamento de Estado, sem alarde, instruiu as poucas centenas de americanos ainda residentes no Irã a deixar o país, enquanto organismos como o Pentágono e o Conselho Nacional de Segurança examinavam as alternativas para a crise, inclusive a solução militar, descartada no início. Um episódio, porém, segundo testemunhas, conseguiu fazer o presidente explodir de irritação - e não foi causado pelo aiatolá, mas pelos russos. Com a vida dos reféns em jogo e a população de Teerã inflamada pelo fanatismo religioso, as transmissões da Rádio de Moscou em farsi, o principal idioma do Irã, começaram a botar ainda mais lenha na fogueira. Comentários repetidos com freqüência nas diversas faixas de transmissão da emissora falavam de "complôs imperialistas contra o povo do Irã", da "aliança de Washington com o xá criminoso" e descreviam a história de intervenções americanas contra "movimentos de independência" em todos os continentes. A tentativa de explorar os acontecimentos levou Carter a determinar ao Conselho Nacional de Segurança e ao Departamento de Estado que os russos deverão ter um troco à altura - numa primeira oportunidade, quando Moscou estiver em dificuldade em alguma parte do mundo, ordenou Carter, de alguma forma o Kremlin "pagará caro". O PAPA, A OLP - Com exceção de Moscou, os esforços diplomáticos dos Estados Unidos junto ao regime do aiatolá contaram com maciça colaboração internacional. Utilizando os bons oficios do secretário geral da ONU, Kurt Waldheim, Washington conseguiu com que vários regimes islâmicos tentassem demover o aiatolá de sua posição. Mesmo governos normalmente hostis, como o da Líbia, colaboraram. O papa João Paulo II apelou a Khomeini, em sua qualidade de chefe religioso, pela salvação dos reféns. E até o boxeador Muhammad Ali, ex-campeão mundial de pesos-pesados, convertido à fé muçulmana há anos, ofereceu-se em Nova York para servir de mediador na crise, ainda que tivesse de ser trocado pelos reféns. A mais espetacular gestão, porém, esteve a cargo de ninguém menos que a odiada OLP, a Organização pela Libertação da Palestina - não reconhecida pelos Estados Unidos e, tecnicamente, um poder hostil a Washington, por ser o inimigo número 1 de Israel e principal obstáculo à política americana no mundo árábe. Dois dirigentes palestinos, Abu Jihad, do comitê central da organização AI Fatah, filiada à OLP, e Abu Walid, tido como chefe de operações militares da OLP, seguiram para Teerã com o objetivo declarado de "salvar os reféns". A missão foi ordenada pessoalmente por Yasser Arafat e o porta-voz do Departamento de Estado, Hodding Carter, não teve alternativa senão classificar a iniciativa como "um ato altamente responsável que seria reconhecido pelos Estados Unidos". A OLP chegou mesmo a ser informada de que algum tipo de gratidão americana não tardaria a chegar caso houvesse êxito na missão. O recado foi transmitido por um telefonema dado a Beirute, sede da organização, pelo deputado republicano Paul Findley, um contato freqüente da OLP no Congresso americano. EM ISTAMBUL - Tratava-se de um golpe de mestre tentado pela OLP - se desse certo. Conseguindo libertar os reféns, os homens de Arafat atingiriam o ponto alto da campanha que vêm desenvolvendo em prol da respeitabilidade internacional. Além disso, mostrariam uma face humanitária de uma entidade que Israel e outros países seus aliados classificam de criminosa. E, para arrematar, obrigariam os Estados Unidos a algum tipo de reconhecimento virtual da organização, durante os indispensáveis contatos entre as duas partes. Mas o aiatolá e seus comandados mostraram-se irredutíveis: nem os países islàmicos, nem o papa, nem a OLP desfizeram o impasse. Sem a cabeça do xá, nada feito, foi a resposta do Irã. Os estudantes na embaixada e certos dirigentes islamitas chegaram a "desculpar-se" junto aos emissários palestinos, mas tudo ficou nisso. Na verdade, o aiatolá não queria conversar com nenhum tipo de emissário, amigo ou não, palestino ou não. Houve um certo momento, na terça-feira, em que Washington achou que poderia ao menos conversar com Khomeini - quando foram despachados para Teerã o ex-secretário da Justiça do governo Lyndon Johnson, Ramsey Clark, e um alto assessor da Comissão de Relações Exteriores do Senado, William Miller. Clark, um convertido ao movimento pacifista nos Estados Unidos durante o auge da guerra do Vietnã, foi uma das poucas personalidades americanas a defender a derrocada do xá e chegou a entrevistar-se com o aiatolá em seu exílio em Paris, no início do ano. Miller é um especialista em questões iranianas e fala correntemente o farsi. De novo, tais credenciais de nada serviram. Khomeini anunciou que não receberia nenhum dos dois e proibiu qualquer funcionário iraniano de fazê-lo. O resultado foi que a dupla nem chegou a desembarcar em Teerã - Clark e Miller tiveram de parar em Istambul, na Turquia, discretamente autorizados por Washington a manter, se necessário, encontros com o pessoal da OLP. O PETRÓLEO - O problema é que os iranianos, temporariamente senhores da situação, pareciam até o fim da semana dispostos a manter e até aprofundar o confronto com os Estados Unidos. Como medida preliminar, o Irã denunciou tratados com os Estados Unidos e a União Soviética, que, teoricamente, davam aos dois países poderes para intervir militarmente no país. O tratado com a URSS, hoje em dia de valor quase simbólico, foi assinado em 1921, ao passo que o acordo com os Estados Unidos data do auge das boas relações entre as duas partes, em 1959, seis anos depois que o xá foi recolocado no trono com a ajuda da CIA. Além disso, o filho de Khomeini, Ahmad, numa visita à embaixada ocupada que se pensou fosse conciliatória, acabou incentivando os ocupantes e pregando o rompimento total de relações diplomáticas, comerciais e culturais com os Estados Unidos. Acima de tudo, no entanto, havia a questão do petróleo. Tudo indica que o Irã se encaminha para um boicote total nos seus fornecimentos aos Estados Unidos - cerca de 400.000 barris por dia, representando 5% das importações americanas e 2,5% do consumo total do país. Parece pouco significativo, mas não é. Em primeiro lugar, os preços do combustivel nos Estados Unidos certamente aumentarão, numa primeira etapa. Em segundo, o Irã deverá lançar essa produção excedente no voraz mercado spot, isto é, no mercado livre de Roterdã, na Holanda, onde os preços estão quase duas vezes superiores ao teto de 23,50 dólares o barril Fixado pela OPEP e onde dia a dia se aquecem as fornalhas da inflação internacional. CERCA E MUROS - Diante da intolerável provocação do aiatolá, o que poderiam fazer os Estados Unidos? A verdade é que os erros de avaliação de Washington em relação ao Irã têm sido tantos, ao longo dos últimos doze ou catorze meses, que a reação americana no fim de semana estava sendo longamente pesada. O presidente Jimmy Carter, ainda no ano passado, incluía o então xá do Irã entre os dirigentes "preocupados com os direitos humanos". Quando o império do xá começou a desabar, Washington ainda apostou na inviável solução do efêmero primeiro-ministro Shapur Bakhtiar, um opositor do xá que formou um governo depois que o monarca deixou o Irã em "férias", em janeiro último. Depois, já com o aiatolá instalado no poder, Washington ainda achou que poderia aplacar o furioso antiamericanismo dos dirigentes islâmicos, cujas raizes estão no apoio americano à dinastia Pahlevi, durante seus 37 anos de ditadura. Assim, Washington até há duas semanas ainda supria de componentes e peças as Forças Armadas do Irã, e instruiu seus petroleiros na área do Golfo Pérsico a fornecerem gasoIina às forças do Irã que reprimiam, meses atrás, uma insurreição de nacionalistas curdos. Washington vinha sendo tão cautelosa em suas relações com o Irã que mesmo sábias sugestões a respeito da segurança da embaixada em Teerã não foram adotadas para não irritar o regime iraniano. Não se construiu uma cerca eletrificada nem se aumentou a altura dos muros da embaixada, mesmo quando o xá foi se tratar em Nova York, recebido pelos EUA por razões humanitárias. Na ocasião, o subsecretário de Estado David Newson, o terceiro na hierarquia da diplomacia americana, alertou a Casa Branca para os riscos de represálias até contra o edificio da embaixada, mas Washington achou conveniente, urna vez mais, não ferir as suscetibilidades iranianas. 'DESEMBARQUEM MARINES' - Na semana passada, não faItavam sugestões sobre o que fazer, a começar da patética proposta feita pelo próprio xá, ainda internado no Centro Médico de Cornell: deixar os Estados Unidos e voltar para seu fortificado exilio em Cuernavaca, no México. Tal não deverá ocorrer agora: os médicos que operaram Pahlevi vetaram quaIquer viagem antes de três semanas, e os Estados Unidos, até por uma elementar questão de orgulho nacional, já decidiram não concordar com essa solução. Como agradeceram a sugestão do presidente egípcio Anuar Sadat, de abrigar o ex-xá no Cairo, a exemplo do que ocorreu na primeira fase do exílio de Pahlevi, em fevereiro. De outros setores, as sugestões eram diferentes. Gritos de "Expulsem esses fanáticos!", referindo-se aos estudantes ativistas iranianos nos Estados Unidos, foram ouvidos quinta e sexta-feira em manifestações realizadas em várias cidades dos Estados Unidos. Na Câmara dos Representantes, apesar dos esforços da Casa Branca para que os congressistas não agravassem a crise com retórica, alguns discursos de "falcões" pediram mão dura dos Estados Unidos no manejo da crise. "Desembarquem os marines", bradou, por exemplo, o deputado ultraconservador Larry MacDonald. O fato é que há um temor de que episódios como o da embaixada americana possam se alastrar. Na semana passada ocorreu o primeiro indício dentro do próprio Irã, com a ocupação, durante cinco horas, da embaixada da Inglaterra. Os partidários do aiatolá pretendiam obter dos ingleses a extradição do ex-primeiro-ministro Shapur Bakhtiar, baseados em exigência expressa do próprio Khomeini. Não lhes ocorreu, porém, o detalhe de que Bakhtiar vive em Paris - e os próprios pardarans, ou guardas revolucionários islâmicos, se encarregaram de retirar os ocupantes. Represálias, na verdade, o governo americano já decidiu - mas para quando os reféns estiverem salvos. Algumas já se esboçaram: o corte do fornecimento de componentes militares e a expulsão dos estudantes iranianos em situação irregular. Poderá haver o corte na venda de alimentos, vitais para o Irã, e mesmo o rompimento de relações diplomáticas, arcando Washington com o problema do petróleo. O que se perguntava, sobretudo, é o que fazer para salvar os reféns - e, talvez, acima de qualquer outra consideração, até quanto tempo pode um país como o Irã desafiar uma superpotência como os Estados Unidos. Havia, na semana passada, a expressa intenção de conter a "síndrome do Mayaguez" - uma referência ao cargueiro capturado anos atrás pelo regime comunista do Camboja e que teve seus quarenta tripulantes resgatados por ordem do então presidente Gerald Ford às custas da vida de 41 marines. "Esse tipo de machismo não resolve o problema", disse a Roberto Garcia, de VEJA, o porta-voz Hodding Carter, "nern atende ao nosso primeiro objetivo, que é salvar vidas americanas." Outro alto funcionário afirmou: "Já que não temos o Super-Homem, o uso da força seria uma loucura". Na verdade, as dificuldades de uma operação militar de resgate tipo Entebbe são enormes: a embaixada fica no meio de uma trepidante cidade de 5 milhões de habitantes e está cercada dia e noite por hordas de manifestantes; mesmo um desembarque aéreo fulminante seria problemático. Além do mais, nenhum país vizinho se atreveria a auxiliar em tal operação. Mas não se podia descartar essa hipótese. Como disse um especialista militar, a crise talvez levasse os Estados Unidos a não terem qualquer alternativa. |
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