09:57 | 18 de Junho de 2009
Nunca tantas mulheres participaram do mercado de trabalho na América Latina, mas elas têm de aceitar condições piores que os homens no emprego, sustenta relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações (PNUD), elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Na região, mais de 100 milhões de mulheres (53% do total) trabalham. Um crescimento notável, considerando-se que em 1990 eram apenas de 32%. Apesar disso, 50,7% delas estão no mercado informal, enquanto entre os homens 78% têm emprego e 40,5% desses postos são informais.
Ainda de acordo com o documento, a necessidade de cuidar da família e das tarefas domésticas faz as mulheres aceitarem mais empregos de menor qualidade, mas que permitem horários flexíveis, por exemplo. As mulheres dedicam entre 1,5 e 4 vezes mais tempo ao lar do que os homens, revela a pesquisa. Ainda assim, em 2007, quando foram obtidos os dados, já eram 30% os lares do continente em que a mulher era a maior ou a única responsável pela renda da casa. A proporção é a mesma no Brasil. (Agência Envolverde)