Choque de meritocracia
Mérito é premiar com aumento de salário os professores que formam alunos capazes de atingir boa colocação em disputas acadêmicas. Só com um choque de meritocracia, o desempenho dos alunos brasileiros em matemática ficaria entre os melhores do mundo.
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Se faria uma avaliação externa com todos os alunos do ensino médio brasileiro ao final do ano. Os alunos ganhariam bônus em dinheiro dependendo das notas na avaliação externa citada acima. Cada aluno teria uma nota média de 0 a 10. As notas médias do Saeb ficaram próximas de 4 no último exame. Por isso cada décimo acima de 4 na nota individual média renderia 25 reais para o aluno. Por exemplo um aluno que tivesse nota média 6 na avaliação externa receberia no final do ano 500 reais (25 x 20). Nesse exemplo o aluno atingiria a média de notas dos países desenvolvidos. Com um bônus meritocrático de 500 reais pago a esse aluno se aumentaria em 25% o custo do aluno (considerando o gasto médio de 2000 reais por ano por aluno) e se aumentaria em mais de 50% a nota média do aluno, uma investimento com alta produtividade. Os alunos teriam incentivo para aumentar o tempo de estudo em casa que hoje em dia é insignificante. Aos puristas da educação que não gostam de pagar alunos para estudar faço duas indagações:
1- Se nós investimos no aumento da quantidade de alunos através do bolsa-escola porque não podemos investir na qualidade através de uma bolsa-meritocracia ?
2- Porque não pagar para jovens de 15, 16 anos estudarem quando sabemos que a principal causa da evasão escolar no ensino médio é justamente a necessidade desses joves trabalharem para sustentar a família?
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Enviado por Samuel Vidal (25/10/2009)
É preciso, antes de esperar pelos outros, esquecer o imediatismo, começando com a reflexão dos paradigmas que tenho, pondo-os numa balança e ver se é realmente isso que desejo a longo prazo.
Depois, começar a me "reciclar", buscando compreender do que o mundo precisa que eu possa oferecer. Sou educadora de escolas públicas e acredito na mudança positiva da qualidade do ensino público no Brasil. Penso: Quais os ensinamentos que eu quero para meus filhos (apesar de não ter filhos) e planejo minhas aulas em cima dessa questão (apesar de ser aulas de Matemática, que parece ser mais complicado de se fazer).
Por fim, ao final de cada dia penso: o que fiz de bom ou não por mim mesmo, pela minha comunidade, pelos que convivem comigo, pelo mundo? Reflito as respostas e busco manter o que foi bom e melhorar o que não foi.
Se cada cidadão pensasse assim, talvez não estaríamos refletindo acerca da questão inicial: Qual o Brasil que queremos ser?
Daniela W. P. Luz, professora do ensino fundamental II desde 1999, pedagoga, estudante de Matemática pela UAB / UNEB (2º semestre).
O Brasil que queremos ser
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Enviado por Daniela Wanderley Pereira Luz (13/10/2009)
Concordo com Ilona Becskeházy e com os outros professores que também defendem a meritocracia na educação. E não apenas um 'choque', mas a sua adoção em caráter regular, definitivo. que se transforme em hábito, transformando o círculo vicioso atual para um círculo virtuoso. Algumas considerações a respeito:
1) Cursei a escola pública, a universidade pública e sou professor no ensino público há 10 anos. Sei como faz falta uma maior transparência e valorização do mérito em nossas escolas. Recentemente, inclusive, o prefeito da minha cidade teve de lidar com um processo por nepotismo por ter nomeado suas duas irmãs para cargos importantes na hierarquia da secretaria da educação (um deles era o de coordenação geral)
2) Não devemos confundir meritocracia com tecnicismo. Sim à primeira. Não ao último
3) O melhor país pra se trabalhar e investir hoje na Europa, segundo a "The Economist", é a Dinamarca. E lá, pasmem, os trabalhadores não têm estabilidade alguma. Então...corporativismo não é solução. É justamente o problema.
4) A meritocracia só precisa de um 'parceiro' à altura pra transformar realmente o país: melhor distribuição de renda e oportunidades. Sem isso, o mérito deve recair sobre os que partirem de patamares já muito superiores. Concorrência sim, massacre não.
Meritocracia: quem não deve, não teme
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Enviado por Alexandre de Souza Mattos (30/09/2009)
Às vésperas da Prova Brasil e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ambos aplicadas pelo Ministério da Educação, cabe registrar uma preocupação sobre o rumo das avaliações oficiais.
Confira as respostas apresentadas pelos palestrantes envolvendo dúvidas de internautas e pessoas que estavam presentes no evento realizado no dia 2 de setembro.
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