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O roteiro é o mesmo, sempre que o assunto é a busca de uma solução para o desmatamento provocado pela criação de gado, na Amazônia: a solução é o confinamento, dizem os ambientalistas. Pois a revista Time que chegou às bancas se dedica a remover pacientemente todos os argumentos a favor do confinamento, como se demolisse um muro usando uma pinça cirúrgica. O tema da reportagem de capa é o real custo dos alimentos baratos consumidos pelos americanos. Ou seja, na ponta do lápis, qual o preço que se paga quando se levam em conta os custos adicionais no uso de defensivos e nos prejuízos ambientais. A conclusão do repórter Bryan Walsh é de que, no mínimo, deve-se olhar com desconfiança o alimento barato. Na maior parte das vezes, ele é produzido utilizando-se processos prejudiciais à saúde. O melhor exemplo, claro, é o gado confinado, como ele mesmo mostra nas fotos que publicou e eu reproduzo aqui. A de cima mostra o gado que se convencionou chamar de orgânico. A de baixo mostra as condições em que uma vaca é obrigada a viver seus últimos dias. Mas o melhor da matéria é que ele não apela a sentimentalismo. Traz números e argumentos científicos. Durante o período de confinamento ele é submetido a uma dieta em que come somente milho, que torna os bois suscetíveis a doenças e altera o metabolismo. O capim é um alimento natural dos bois. Ao forçá-los a uma dieta de engorda, há efeitos colaterais que acabam refletindo na dieta dos humanos, diz ele. Como tudo na vida, é possível alcançar um meio termo entre as condições ideais de criação e os processos em que se aumenta a produtividade, usa-se extensões de terra menores e, portanto, desmata-se menos. A leitura vai, no mínimo, alimentar uma discussão interessante.
Por Ronaldo França - 16:48
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Comentários
Eduardo - Errou! Li o artigo do Bryan. A pesquisa foi feita com o mercado americano e você transportou com linha chumbada e tudo para o Brasil.
Eduardo Cardoso do Prado - Muito inteligente o seu comentário, jornalista Ronaldo FRança. O Doutor Murphy, da Universidade de Vermont, nos EUA,levou o Pastoreio Voisin para aquele País porque além de ser uma tecnologia sustentavel,produz carne e leite a custo menor que os confinamentos, pois a produção a pasto, custa 1/6 do valor da produção com outros alimentos. Isso sem contar, o custo provocado pelos impáctos ambientais.Atenciosamente,Eduardo Cardoso do Prado
Ari Xavier - Concordo plenamente que o boi BR, utiliza muita terra e precisa implementar mais tecnologia, mas o maior impedimento é a renda do povo BR. Com adoção de tecnologia aummenta o custo e a renda é insuficiente para consumir carne bovina, tida como nobre. Na Europa um quilo de carne custa de 20 a 40 Euros (cfe o pais) e no BR custa de 3 a 5 Euros.Precisamos baixar impostos e deixar o $ na mão do povo, porque na mão dos governantes, independente de partido político, só fazem ... titica.
Jurandir Melado - Caro Ronaldo:Muito interessante o seu último blog.Você está certíssimo quando fala que: "
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