Alienação das massas, mais valia, fetiche da mercadoria... Esqueça. Desde que o Marxismo se empoeirou, a esquerda que só sabia bradar contra os donos dos meios de produção adotou o discurso ambiental. Foi como mudar de roupa sem sair da cabine.
É o que explica, em grande parte, a radicalização do debate e a aparente — só aparente — falta de informação de seus contendores. O ranço ideológico contaminou a área. Os exemplos mais recentes são as discussões sobre o desmatamento e a mudança da legislação.
Claro que há gente que acha que o aquecimento global é bobagem e não há problema em desmatar mais. Mas esses também duvidam de que o homem tenha pisado na lua. Do outro lado, tem os abraçadores de árvore. Mas não são esses que estão sentados nas mesas de negociação.
Quem está negociando é gente muito bem preparada. O problema é que os ambientalistas radicais não querem nem saber de equações econômicas. Quando obrigam um pequeno produtor a arcar com os custos do reflorestamento por um desmatamento que ele fez quando ainda era permitido, sabem que ele pode quebrar, mas não ligam.
Os produtores, por seu turno, querem mudar a lei para colocar na conta do governo um reflorestamento de área que sabiam ilegal quando compraram. Sabem que não é justo, mas fingem não concordar para — .velho vício nacional — socializar o prejuízo.
A reunião de Copenhagen está chegando. Será o principal fórum global sobre o tema desde a Rio 92. Se o Brasil não chegar com um discurso afinado, perderá a oportunidade de se firmar como um líder global na área ambiental.
A foto acima é da Avenida Karl Marx, em Berlim.
Luiz Carlos Pôrto - RonaldoÉ incrível a capacidade e a criatividade humanas. Agora não há mais desculpa para que países ricos e pobres não definam metas justas de corte das emissões de GEE.A Universidade de Princeton criou um método para distribuir de forma justa entre os países as metas globais de corte de emissões. Veja:http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=260Se puder, divulgue essa ótima ideia. O Governo Brasileiro poderia defendê-la em Copenhague. É justo.
Marly - Prezado Ronaldo, quero chamar atenção para o SIGNIFICADO de Aquecimento Global, pois aí reside o ERRO dos ambientalistas radicais, problema que prejudica qualquer discussão sobre o assunto, por incrível que pareça. O aquecimento do PLANETA ou GLOBAL tem fatores FIXOS e DETERMINANTES da dinâmica terrestre e NADA, NADA MESMO, tem a ver com o CO2. Isto é o que revela os NOVOS PARADIGMAS ECOLÓGICOS, segundo o Ciclo da Energia no Planeta, resultado de 40 anos de pesquisa geológica. Sei que, hoje, isto parece um absurdo. Foi assim também com a idéia do GEOCENTRISMO, quando substituiu a velha idéia do HELIOCENTRISMO, não foi? Assim é a EVOLUÇÃO do CONHECIMENTO humano: novas idéias tomando o lugar das velhas! A chance que o Brasil tem de "se firmar como líder global na área ambiental" é levar para Copenhagen as NOVAS IDÉIAS sobre Ecologia. É uma grande conquista da Ciência! Daí, poderemos sair dessa DISCUSSÃO INSÍPIDA, além de muito PERNICIOSA, sobre o CO2 como causador de aquecimento global. As evidências dessa verdade existem para quem quiser conhecer.