A reconstrução de cidades devastadas por guerras, terremotos, furacões, erupções vulcânicas e enchentes pontua capítulos importantes da história da humanidade. E continua sendo uma das provas mais eloqüentes da inesgotável capacidade humana de superar desafios. Este foi o motivo pelo qual escolhi Nova Orleans para ilustrar esse post, que comenta a 40º e última proposta do projeto VEJA 40 ANOS, O BRASIL QUE QUEREMOS SER. O mais impressionante na história recente de Nova Orleans não é a rapidez da reconstrução depois da tragédia que matou mil pessoas e provocou a fuga de 80% deseus 460 000 habitantes. O que chama a atenção é a capacidade que a cidade demonstrou de se reinventar depois do desastre. Nova Orleans aproveitou a reconstrução para inovar. Lower Ninth Ward, seu bairro mais pobre, foi objeto de um criativo programa de arquitetura sustentável, com casas ecológicas e materiais de baixo custo. Uma revolução educacional está em curso. E existem mais restaurantes hoje do que antes do furacão, como mostrou detalhadamente reportagem do correspondente de VEJA nos Estados Unidos, André Petry.
Diante de exemplos como esse, é de se pensar: se é possível reconstruir uma cidade, por que por vezes parece impossível resolver os problemas que tornam cada vez mais difícil a vida urbana? Parece-me que a resposta é: porque diante da destruição não há outra saída a não ser arregaçar as mangas; e diante de problemas crônicos existe a tendência à acomodação, à ideia de que “é assim mesmo”. Só quando os problemas adquirem a dimensão de tragédia urbana, como o crescimento das favelas, a violência ou os engarrafamentos quilométricos, começa-se a pensar em soluções. E aí elas são, evidentemente, mais caras e difíceis. Mas não são impossíveis. O ex-governador Jaime Lerner afirma que qualquer região pode conquistar melhor qualidade de vida em três anos. Mas tem que começar, e começar pelo possível. Foi assim que Nova York combateu a criminalidade, atraiu de volta empresas que haviam batido em retirada e superou a grave crise do início dos anos 1990. Foi assim, também, que Bogotá e Medellín venceram a guerra contra a violência urbana e a favelização, e que Barcelona deixou para trás o atraso e tornou-se ícone de cidade moderna e boa de se viver. Não há motivo para que seja diferente no Brasil.
Foto: Viagem e Turismo.
João Batista - Lucila,A grande idéia é:a) MOUSE BIOMETRICOEXECUTIVO,LEGISLATIVO E JUDICIARIOB) P/Evitar ataques terroristas. Basta BIOMETRIA ANTES DE ENTRAR NO AVIÃO.C) FIM DAS SENHAS, FACILMENTE QUEBRAS POR RACKS.Basta seguir o exemplo do TSE.Bradesco.PS: Corrupção nunca mais.BIOMETRIA NÊLES.
Marianna - Oi Lulu, finalmente com tempo para passar por aqui. Tá bacana o blog heim!!BjsMari
jorji - Nas cidades brasileiras as mudanças podem e devem acontecer, e o trabalho dos arquitetos tem papel importantíssimo, as nossas cidades são feias e mal planejadas em todos os sentidos.
maurici luz - gosto muito da coluna, morro nos USA ha 12 anos, e agora estou finalizando minha propria revista que e dedicada ao meu cachorro, um french bulldog muito conhecido na cidade.Eu e Milton somos Brazileiros, GENTE QUE FAZ. Felicidades. Maurici and Milton