| Últimos posts |
 |
 |
Como é possível vencer desafios
Transportar as ideias de Lisboa
Lições que vêm de Paris
Trânsito livre para boas ideias
O direito de ir e vir
| RSS |
 |
 |
• Receba
as notas do blog em seu computador

| Arquivo |
 |
 |
VEJA 40 anos
Outros blogs |
 |
 |
|
|
 |
• Editora
de VEJA comenta e coordena o painel de Educação de "VEJA 40 anos - o Brasil
que queremos ser"
|
|
|
 |
|
• Editor
de VEJA comenta e coordena o painel de Ambiente de "VEJA 40 anos - o Brasil
que queremos ser"
|
|
|
 |
• Editor
de VEJA comenta e coordena o painel de Economia de "VEJA 40 anos - o Brasil
que queremos ser"
|
|
|
Crescimento não é tudo
 |
Os desafios das grandes cidades são tantos que, frequentemente, nos esquecemos de que a maioria dos municípios não é mega, nem grande, nem mesmo médio. No Brasil, nada menos do que 4 979 das 5 565 cidades têm menos de 50 000 habitantes. Na faixa imediatamente acima dessa, que vai até 100 000 habitantes, são 319. Com mais de 500 000? Pasme: são míseros 37. Não se está aqui querendo dizer que essa distribuição da população torna relativamente fácil tomar uma providência óbvia: planejar o crescimento. Nos municípios minúsculos, isso por vezes é difícil. Muitos são localidades de baixa atividade econômica, altamente dependentes dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios. Mas sobram exemplos de cidades pequenas e médias com alto dinamismo econômico e boa qualidade de vida. Uma reportagem especial de VEJA lançada em julho no ano passado listou atividades que podem ser apontadas como motores do desenvolvimento: as culturas da soja e da cana de açúcar, a indústria têxtil, ferro e aço, exploração de petróleo. Nenhuma delas está ancorada numa metrópole. Na reportagem, aparecem nomes pouco ouvidos, como São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, que tem 77 000 habitantes e economia baseada na indústria têxtil. São municípios prósperos. Nem todos, no entanto, têm a devida preocupação com planejar o futuro. As cidades brasileiras costumam crescer desordenadamente, sem política definida de ocupação do solo, sem planejamento econômico. O resultado é que o crescimento traz empobrecimento, perda de qualidade de vida. E esses municípios, que poderiam atrair empresas e pessoas, acabam se tornando exportadoras de gente para cidades maiores e realimentando o drama das regiões metropolitanas. Foto: Arquivo.
Por Lucila Soares - 19:32
Enviar Comentário
Ler Comentários

Comente

Os comentários são mediados pela redação antes de serem publicados.
Não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais e propostas comerciais.

Comentários
Vera Ribeiro - Acho essa discussão do tamanho das cidades muito interessante. De fato, não é o tamanho que define a qualidade urbana ou mesmo a expressão "urbano". No Brasil, o IBGE, por falta de melhor caminho, adota como urbano a definição feita para o primeiro censo, entendendo como população urbana aquela que vive nas sedes dos municípios e dos distritos. Muitas correções tem sido feitas ao longo dos anos, pelos municípios administrativamente mais preparados, adequando a expressão à legislação urbana, que determina o perímetro urbano. Embora ai também pode-se identificar várias distorções, já que alguns municípios adotam um perímetro bem maior que aquele efetivamente ocupado. Em outros países existem outros critérios para a definição do que é urbano, como por exemplo: existência de equipamentos culturais, comerciais, serviços diversos, etc.Uma das muitas implicações desta indefinição do que é urbano ou não, é a focalização das políticas públicas. Por outro lado, nas grandes cidades, muitas pessoas vivem apenas no seu bairro. Vivem, trabalham, se divertem, fazem compras e usam os serviços locais. Não seria essa a cidade deles? O seu bairro? Seria interessante conhecer o que cada cidadão percebe como cidade, que leitura faz deste objeto.
jorji - Moro em Maringá, o forte desta cidade é a agropecuária, com a cultura da soja, milho, trigo, cana de açucar, a indústria de confecções hoje somos o segundo maior polo no Brasil, mas o setor de serviços, é o que tem mais peso na nossa economia. Sobre a questão de planejamento em geral, em todas as áreas somos uma absoluta negação.
Pedro - Bem, as agroculturas exportadoras sao e concentradoras de renda SIM, como disse o Francisco. As cidades precisam e incentivar a agricultura de consumo interno e administrar bem a passagem agricultura - industria - servicos. Este sim e o desfio.
Francisco Matelli - Essas atividades que citou - as culturas da soja e da cana de açúcar, a indústria têxtil, ferro e aço, exploração de petróleo - são as principais causas da alta concentração de renda nas pequenas cidades, não gera dinamismo algum, é um absurdo tratar essas atividades como geradoras de desenvolvimento. As prefeituras da pequenas cidades devem evitá-las, poderiam sim dedicar recursos a cooperativas trabalhistas.
Eurico Marques jr. - Podem falar o que quiser do Maluf, mas sua tresloucada idéia de transferir a Capital de Sampa para o interior, em Baurú é algo desejado por todos os que veem o caos diário de uma cidade completamente degradada. Isto é uma bagunça. Na verdade, melhor não fazer isto com nossos pacatos moradores do interior. Que inveja...
|