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Edição 1 724 - 31 de outubro de 2001
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"O anthrax é um soldado cruel e covarde. Cruel porque atinge de maneira atroz. Covarde porque não mostra a cara."
Mário Annuza
Rio de Janeiro, RJ

Bioterrorismo

O ataque com anthrax demonstra a covardia e a crueldade dos terroristas. Quem ataca sem mostrar a face não é digno nem de ser chamado de inimigo, mas sim de escória da humanidade. O anthrax serve para mostrar que atentados devastadores como os do dia 11 de setembro último podem acontecer novamente com um número ainda maior de vítimas inocentes. A última edição de VEJA estava maravilhosa ("O mal invisível", 24 de outubro).
Ricardo Luís de Mattos
Curitiba, PR

O precoce século XXI está, pela rapidez dos acontecimentos, formando sua personalidade. O pânico causado pela bactéria invisível do anthrax é tão preocupante quanto saber da existência do devastador arsenal atômico mundial.
Hugo Lins B. Coelho
Recife, PE

A guerra biológica, que na minha opinião está começando, pode provocar, além de problemas físicos, distúrbios emocionais – o que, pelo que se sabe, já começou.
Marcelo C. Fernandes de Negreiros
Natal, RN

A possibilidade de um ataque biológico de maiores proporções tem levado pavor não só aos americanos mas também ao resto do mundo. O anthrax parece ter mais poder que os mísseis americanos e ingleses de milhões de dólares que são guiados por satélite. Osama bin Laden tem-se escondido em cavernas. E o povo americano? Onde irá se esconder do anthrax? Quem tem levado vantagem até agora nesta investida militar? Chegamos a uma dura e clara conclusão: o povo americano teve arrancado por Laden seu mais precioso bem: a liberdade.
Alexandre M. da Rocha
Macaé, RJ

Está na cara que o anthrax, no papel de arma biológica, não vale grande coisa. No entanto, a mídia de modo geral está ajudando bastante o "terror".
Eloah Margoni

Piracicaba, SP

A mídia está superexplorando o anthrax. E o pior é que isso é exatamente o que querem os companheiros de Laden: segundo Ken Alibek, ex-vice-diretor de uma agência soviética que produzia essa bactéria, matar está apenas em quinto lugar na ordem de prioridades dos terroristas, sendo que a primeira é provocar pânico e medo. Claro que o assunto deve ser abordado, mas não de forma tão alarmista, mesmo porque nosso país não é alvo do terror. Por sinal, deveríamos ter mais preocupação com outro pó branco, já que no Brasil há muito mais violência e mortes causadas pelo tráfico de drogas que por atos terroristas.
Bruno Menezes

Belo Horizonte, MG

Como podemos nos defender de um inimigo que nem sequer conseguimos enxergar? Um ataque biológico é o que podemos chamar de "O Apocalipse". Afinal, nem os próprios terroristas têm controle sobre uma possível epidemia que atingirá católicos, protestantes, judeus, espíritas, muçulmanos, ateus... Os terroristas se esquecem de que as pessoas da religião que defendem também não têm imunidade contra a bactéria anthrax e de que o alvo podem ser eles mesmos ("O medo aumenta", 17 de outubro).
Flávia Jorge
Paulínia, SP

Às vezes fico imaginando que esse tal anthrax não passa de uma brincadeira de criança perto do vírus da inércia social, incompetência administrativa e gerencial que tomou conta de nosso país. Cumprimento toda a equipe de VEJA pelas ótimas reportagens e pelo empenho em trazer à tona a verdade em meio a toda esta "nova bagunça mundial".
Ricardo de Andrade
São Paulo, SP

 

Paulo Roberto de Almeida

Cumprimento VEJA pela brilhante entrevista concedida por Paulo Roberto de Almeida (Amarelas, 24 de outubro). Pensador lúcido e pragmático, Paulo Roberto de Almeida representa o que de melhor existe na diplomacia brasileira, aliando coragem e determinação ao denunciar o protecionismo agrícola dos países desenvolvidos como verdadeiro obstáculo ao comércio exterior brasileiro e ao livre comércio que esses países preconizam.
Jairo Saddi

São Paulo, SP

Ótima entrevista que mostra que o Brasil é o país de maior competitividade e potencial agrícola do mundo. Falta-nos uma postura firme e profissional nas negociações internacionais de exportação e importação desses produtos, exigindo igualdade de direitos nas transações com os países ricos.
Marçal Euzébio de Morais
Goiânia, GO

O que falta a Lula em clareza sobra ao sociólogo Paulo Roberto de Almeida. Brilhante entrevista. Veio desmistificar que nem todos os sociólogos são obtusos e que candidatos à Presidência não podem falar sobre o que não entendem.
Solano Lopez
solanolopez@solanolopez.zzn.com

É inaceitável ver nossos produtores agrícolas muitas vezes jogando fora sua colheita por falta de mercado. É triste que nossos produtos sejam impedidos de entrar na Europa em decorrência do protecionismo. Acho que o caminho não é esse. Há que buscar mecanismos que facilitem a vida do pequeno e do médio produtor rural.
Flávio Guerra
Manaus, AM

 

Stephen Kanitz

Soberbo o Ponto de vista de Stephen Kanitz ("Verdades absolutas e tolerância", 24 de outubro) por deixar transparente o óbvio – ninguém é dono da verdade. Apenas a busca constante do conhecimento, respeitando o outro e a beleza da diferença, nos fará melhores. Só fico triste porque as pessoas que mais deveriam absorver a mensagem do artigo talvez não o entendam, justamente por se considerarem "donas da verdade".
Marco Vinício Vilaça Torres
Pará de Minas, MG
mvinicio1@hotmail.com

Kanitz continua inovador, entrando nos assuntos corretos de forma brilhante. As pessoas deveriam lê-lo para refletir como é possível viver e se relacionar melhor com os outros, tendo mais tolerância e menos teimosia e arrogância.
Luiz Felipe Kok de Sá Moreira Filho
São Paulo, SP

Apesar de acreditar numa linha de verdade absoluta, concordo que seja saudável a tolerância a outras políticas que não prejudiquem o crescimento humano.
Gabriel Viana Silveira
Porto Alegre, RS

 

Arc

Que bom que você voltou a fazer suas perguntas em VEJA. Eu estava com muita saudade de você. Pois é, a situação no planeta Terra está ruim mesmo.
Luciana do Rocio Mallon
Curitiba, PR

 

VEJA Recomenda

Bastante válida a menção à Coleção Disquinho, criação de nosso maravilhoso Braguinha (VEJA Recomenda, 10 de outubro), coletânea de histórias de excepcional qualidade que agora estamos vendo relançadas. Dentre os títulos apresentados em sua publicação seria bom informar que A Moura Torta, A Bela e a Fera, As Seis Fábulas de Esopo e O Patinho Feio foram adaptações da escritora Elza Fiuza, minha mãe, grande amiga e colaboradora em um considerável número de obras do inesquecível João de Barro. Essa oportuna retificação muito alegraria dona Elza, que hoje, aos 83 anos, vive felicíssima com a certeza de ainda trazer muita alegria para a criançada do nosso Brasil.
Edison Norman Rocha Fiusa
Rio de Janeiro, RJ

 

O baú do lobista

Com relação à reportagem "O baú do lobista" (24 de outubro), esclarecemos que o senhor Nelson Tanure não é sócio, direta ou indiretamente, de nenhuma das empresas Fator. O economista João Maia, citado na reportagem, é executivo e sócio da Fator Projetos.
Walter Appel
Carlos Alberto Paes Barreto
Sylvio Luiz Bresser Pereira
Francisco C. Pierotti,
Sócios
wappel@bancofator.com.br

A ABB nega veementemente o conteúdo das anotações mencionadas, por serem descabidas de fundamento e de cujo teor somente tomou conhecimento ao ser procurada por repórter de VEJA. Tais anotações particulares, sem nenhuma relação com o tipo de assessoria que a APS presta à ABB, não têm nenhum compromisso com a realidade dos fatos. Com relação ao senhor Luiz Pardo, esclarecemos que o engenheiro é funcionário da ABB há 22 anos e a empresa não tem conhecimento de quaisquer dos fatos mencionados na aludida matéria ("O baú do lobista", 24 de outubro).
Carlos Roberto Hohl
Diretor de comunicação da ABB
São Paulo, SP

Ao contrário do que foi publicado, a TIW do Brasil Ltda. e a Telesystem International Wireless não mantêm relacionamento com Nelson Tanure. Portanto, não são sócios nem investidores nem atuam como consultores ou intermediadores. Tampouco participam da gestão de negócios, direta ou indiretamente, ou a dividem, e não têm obrigação legal de nenhuma natureza com Nelson Tanure.
Renato Carvalho Franco
Diretor-geral TIW do Brasil

Sobre o processo administrativo contra a S.A. White Martins, mencionado na reportagem "O baú do lobista" (24 de outubro), a instrução processual feita pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda encerrou-se em 21 de dezembro de 1998, quando deu entrada no Cade, tendo o processo sido distribuído, por sorteio, para o conselheiro Mércio Felsky. De 14 de janeiro de 1999 a 30 de março de 2001, os autos estiveram na procuradoria, tendo o parecer sido da lavra da procuradora federal Áurea Regina Sócio de Queiroz. A S.A. White Martins requereu audiência com os membros do Cade, que se realizou em 8 de maio de 2001, bem como adiamento de julgamento, além de ter anexado ao memorial pareceres que provocaram a retirada de pauta e nova remessa à procuradoria. Terminado o mandato do conselheiro relator Mércio Felsky, em 21 de agosto de 2001, o processo foi redistribuído, por sorteio, ao conselheiro Celso Campilongo, que o pautará para julgamento proximamente.
João Grandino Rodas

Presidente do Cade
Brasília, DF

Para que não pairem dúvidas: jamais vi o senhor Nelson Tanure e desminto haver recebido qualquer doação eleitoral proveniente do referido empresário.
José Carlos da Fonseca Júnior
Deputado federal
Brasília, DF

Na reportagem "O baú do lobista" foi mencionado um suposto superfaturamento em compras de equipamentos da empresa Asea Brown Boveri do Brasil (ABB), além de atos de sabotagem, tendo como fonte uma agenda de um lobista. Esclareço: segundo a reportagem, existem anotações nessa agenda, datadas de 16 de fevereiro último, anunciando que Furnas "encomendará", em caráter de urgência, dois transformadores à ABB, enquanto o contrato aludido foi assinado em 20 de janeiro de 2000, publicado no Diário Oficial da União no dia 2 de janeiro de 2001. Furnas promoveu uma concorrência internacional em 19 de março de 1998, para aquisição de três transformadores. A vencedora, de acordo com a legislação em vigor, pelo critério de menor preço, foi a empresa ucraniana ZTR, que projetou, construiu, transportou, instalou e testou os equipamentos, que entraram em operação em 2 de maio de 2000. Os transformadores apresentaram falhas durante a operação comercial em 26 de maio de 2000 e em 6 de novembro de 2000. O primeiro transformador já foi reparado e entregue em agosto último, e a falha da segunda unidade resultou em perda total e será substituída por uma nova unidade, em fase de fabricação pela ZTR. O reparo e a substituição não acarretarão nenhum ônus para Furnas em vista das cláusulas de garantia contidas no contrato. Devido ao longo tempo de reparo desses equipamentos, Furnas antecipou a aquisição de duas unidades do quarto banco de transformadores. A aquisição ocorreu em caráter de emergência, uma vez que a retirada dos dois transformadores colocou em risco o abastecimento da Região Sudeste. Esse processo de dispensa de licitação foi analisado por uma comissão e aprovado em todos os níveis hierárquicos competentes da empresa. Foi convidada a apresentar proposta a empresa ABB, por ser o único fabricante no país capaz de produzir transformadores com aquelas especificações. Furnas gastou com cada uma daquelas duas unidades 3.457.987 de dólares. Esse preço ficou abaixo da proposta que colocara a ABB em segundo lugar na concorrência internacional de 1998. Sobre as insinuações de que teria havido sabotagem nos equipamentos da ZTR, Furnas não registra nenhuma ocorrência dessa natureza em seus 44 anos de existência.
Luiz Carlos Santos
Presidente da Furnas
Centrais Elétricas S.A.
Rio de Janeiro, RJ

 

Miseráveis

Em alguns momentos de delírio cheguei a pensar em votar no Lula. Mas depois de ler a reportagem "A conta está errada" (24 de outubro), em que ele fala em não exportar para matar a fome dos brasileiros, pude voltar à realidade. Será que o Lula não sabe que os miseráveis não comem por falta de dinheiro, e não por escassez de comida no Brasil?
Ana Maria Dutra de Sá
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: Na reportagem "Ofendido? Vá à Justiça!" (17 de outubro), o Juizado Especial Cível atende a causas de até quarenta salários mínimos.
Diferentemente do que publicamos no quadro da reportagem "O destino do dinheiro" (17 de outubro), o deputado federal Albérico Cordeiro (PTB-AL) foi reeleito no pleito de 1998. .São Lucas não foi apóstolo de Cristo; O ex-deputado Raul Belém, após a anistia de 1979, elegeu-se quatro vezes para a Câmara dos Deputados (Datas, 24 de outubro). O Café Ideal, de Belo Horizonte, obteve três estrelas nas edições de 1994 e 1995 do Guia Quatro Rodas Brasil, e não apenas em 1995, como VEJA publicou na reportagem "Os bons de mesa" (24 de outubro).

 

 

A ERITRÉIA SUMIU?

Os leitores Etienne Druppel, do Recife, e Luís Fabian Bittencourt, de Caçapava (SP), escreveram para fazer uma correção. "Certamente o Afeganistão é atualmente o país mais cotado para desaparecer, e não a Eritréia (que mal nasceu), abolida do mapa no quadro 'A rede de Osama'" ("Os tentáculos de Bin Laden", 10 de outubro), escreveu Bittencourt. Na verdade, a jovem República da Eritréia, situada no nordeste da África, entre o Sudão e a Etiópia, e banhada pelo Mar Vermelho, não aparece no mapa publicado. Independente desde 1993, a República da Eritréia, com capital em Asmará, tirou da Etiópia seus 960 quilômetros de litoral, deixando o gigantesco vizinho sem saída para o mar (Notas internacionais, 25 de setembro de 1996). Sua população, de 3,9 milhões de habitantes, fala dez línguas e se divide ao meio entre cristãos e muçulmanos. Veja a localização da Eritréia no mapa ao acima.

 

"AUTORIZA, SIM!"

VEJA publicou na seção Cartas (17 de outubro) um comentário do leitor Gustavo Henrique de Brito Alves Freire (ghbrito@hotmail.com): "A fé muçulmana não se confunde com o terrorismo da Al Qaeda, até porque o Corão, que é a bíblia muçulmana, não autoriza o uso da violência". O leitor José Aurício de Araujo (aurycyo@uol.com.br) contesta: "Na sura 4 (Corão), está escrito: Quanto àquelas de quem temes desobediência, deves admoestá-las, enviá-las a uma cama separada e bater nelas". Para o professor de religião João Flavio Martinez (joaoflavius@ig.com.br), "na tradição islâmica se encontra o seguinte: Fazei guerra, com sangue e extermínio, a todos que não crêem em Deus (Alá)... Quando encontrardes com os infiéis, matai-os (Hadith)". De Campo Mourão, Paraná, Aparecido Ladislau Favini (alfavini@uol.com.br) diz que "as maiores religiões – cristianismo, islamismo e judaísmo – fomentam, sim, uma guerra". Gustavo Henrique de Brito Alves Freire voltou a escrever para complementar seu raciocínio: "Eu me referi ao uso da violência fruto do terrorismo e não ao uso da violência contra mulheres, por exemplo. Duvido muito que o chamado 'Paraíso' de Alá, se é que ele existe, com suas setenta e poucas virgens, esteja garantido aos que matam seres humanos inocentes a sangue-frio, seja através do terrorismo camicase, seja através do terrorismo biológico".

 

A BANDEIRA DE HONDURAS

Na reportagem "Pó na engrenagem" (24 de outubro), a bandeira que ilustrou a nota "Honduras: empregados com luvas e máscaras cirúrgicas" é da Costa Rica. Os leitores acusaram o equívoco. Cleverson Santos, de Curitiba, corrigiu: "A bandeira de Honduras possui três faixas de igual largura, sendo que a do meio é branca com um emblema e a superior e inferior são azuis". De Fortaleza, o hondurenho Ricardo Antônio Green, "um pouquinho chateado" com tal troca, ironizou: "Será que o Brasil precisa de outro joguinho de futebol contra o pobre país da América Central para conhecer sua bandeira?". Rodrigo Sagastume escreveu: "Sou filho de mãe hondurenha e não poderia deixar de chamar a atenção para o erro cometido pela revista". Segundo o leitor Jorge López, "para muitos isso não passa de mero detalhe, mas o símbolo pátrio de qualquer nação merece respeito". Na opinião de Ana Lúcia de Souza Guimarães, do Rio, "num país em que a população se sente injuriada ao ver sua capital confundida com Buenos Aires, não se deveria permitir que a bandeira da Costa Rica figurasse ao lado de uma legenda que menciona Honduras". VEJA pede desculpas aos hondurenhos pelo deslize e publica acima a bandeira da República de Honduras.



 
 
   
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