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Bioterrorismo O ataque
com anthrax demonstra a covardia e a crueldade dos terroristas. Quem ataca
sem mostrar a face não é digno nem de ser chamado de inimigo,
mas sim de escória da humanidade. O anthrax serve para mostrar
que atentados devastadores como os do dia 11 de setembro último
podem acontecer novamente com um número ainda maior de vítimas
inocentes. A última edição de VEJA estava maravilhosa
("O
mal invisível", 24 de outubro). O precoce
século XXI está, pela rapidez dos acontecimentos, formando
sua personalidade. O pânico causado pela bactéria invisível
do anthrax é tão preocupante quanto saber da existência
do devastador arsenal atômico mundial. A guerra
biológica, que na minha opinião está começando,
pode provocar, além de problemas físicos, distúrbios
emocionais o que, pelo que se sabe, já começou. A possibilidade
de um ataque biológico de maiores proporções tem
levado pavor não só aos americanos mas também ao
resto do mundo. O anthrax parece ter mais poder que os mísseis
americanos e ingleses de milhões de dólares que são
guiados por satélite. Osama bin Laden tem-se escondido em cavernas.
E o povo americano? Onde irá se esconder do anthrax? Quem tem levado
vantagem até agora nesta investida militar? Chegamos a uma dura
e clara conclusão: o povo americano teve arrancado por Laden seu
mais precioso bem: a liberdade. Está
na cara que o anthrax, no papel de arma biológica, não vale
grande coisa. No entanto, a mídia de modo geral está ajudando
bastante o "terror". A mídia
está superexplorando o anthrax. E o pior é que isso é
exatamente o que querem os companheiros de Laden: segundo Ken Alibek,
ex-vice-diretor de uma agência soviética que produzia essa
bactéria, matar está apenas em quinto lugar na ordem de
prioridades dos terroristas, sendo que a primeira é provocar pânico
e medo. Claro que o assunto deve ser abordado, mas não de forma
tão alarmista, mesmo porque nosso país não é
alvo do terror. Por sinal, deveríamos ter mais preocupação
com outro pó branco, já que no Brasil há muito mais
violência e mortes causadas pelo tráfico de drogas que por
atos terroristas. Como podemos
nos defender de um inimigo que nem sequer conseguimos enxergar? Um ataque
biológico é o que podemos chamar de "O Apocalipse". Afinal,
nem os próprios terroristas têm controle sobre uma possível
epidemia que atingirá católicos, protestantes, judeus, espíritas,
muçulmanos, ateus... Os terroristas se esquecem de que as pessoas
da religião que defendem também não têm imunidade
contra a bactéria anthrax e de que o alvo podem ser eles mesmos
("O
medo aumenta", 17 de outubro). Às
vezes fico imaginando que esse tal anthrax não passa de uma brincadeira
de criança perto do vírus da inércia social, incompetência
administrativa e gerencial que tomou conta de nosso país. Cumprimento
toda a equipe de VEJA pelas ótimas reportagens e pelo empenho em
trazer à tona a verdade em meio a toda esta "nova bagunça
mundial".
Cumprimento
VEJA pela brilhante entrevista concedida por Paulo Roberto de Almeida
(Amarelas, 24 de outubro). Pensador lúcido e pragmático,
Paulo Roberto de Almeida representa o que de melhor existe na diplomacia
brasileira, aliando coragem e determinação ao denunciar
o protecionismo agrícola dos países desenvolvidos como verdadeiro
obstáculo ao comércio exterior brasileiro e ao livre comércio
que esses países preconizam. Ótima
entrevista que mostra que o Brasil é o país de maior competitividade
e potencial agrícola do mundo. Falta-nos uma postura firme e profissional
nas negociações internacionais de exportação
e importação desses produtos, exigindo igualdade de direitos
nas transações com os países ricos. O que falta
a Lula em clareza sobra ao sociólogo Paulo Roberto de Almeida.
Brilhante entrevista. Veio desmistificar que nem todos os sociólogos
são obtusos e que candidatos à Presidência não
podem falar sobre o que não entendem. É
inaceitável ver nossos produtores agrícolas muitas vezes
jogando fora sua colheita por falta de mercado. É triste que nossos
produtos sejam impedidos de entrar na Europa em decorrência do protecionismo.
Acho que o caminho não é esse. Há que buscar mecanismos
que facilitem a vida do pequeno e do médio produtor rural.
Soberbo
o Ponto de vista de Stephen Kanitz ("Verdades absolutas e tolerância",
24 de outubro) por deixar transparente o óbvio ninguém
é dono da verdade. Apenas a busca constante do conhecimento, respeitando
o outro e a beleza da diferença, nos fará melhores. Só
fico triste porque as pessoas que mais deveriam absorver a mensagem do
artigo talvez não o entendam, justamente por se considerarem "donas
da verdade". Kanitz continua
inovador, entrando nos assuntos corretos de forma brilhante. As pessoas
deveriam lê-lo para refletir como é possível viver
e se relacionar melhor com os outros, tendo mais tolerância e menos
teimosia e arrogância. Apesar de
acreditar numa linha de verdade absoluta, concordo que seja saudável
a tolerância a outras políticas que não prejudiquem
o crescimento humano.
Arc Que bom
que você voltou a fazer suas perguntas em VEJA. Eu estava com muita
saudade de você. Pois é, a situação no planeta
Terra está ruim mesmo.
Bastante
válida a menção à Coleção
Disquinho, criação de nosso maravilhoso Braguinha (VEJA
Recomenda, 10 de outubro), coletânea de histórias de excepcional
qualidade que agora estamos vendo relançadas. Dentre os títulos
apresentados em sua publicação seria bom informar que A
Moura Torta, A Bela e a Fera, As Seis Fábulas de Esopo e O
Patinho Feio foram adaptações da escritora Elza Fiuza,
minha mãe, grande amiga e colaboradora em um considerável
número de obras do inesquecível João de Barro. Essa
oportuna retificação muito alegraria dona Elza, que hoje,
aos 83 anos, vive felicíssima com a certeza de ainda trazer muita
alegria para a criançada do nosso Brasil.
Com relação
à reportagem "O baú do lobista" (24 de outubro), esclarecemos
que o senhor Nelson Tanure não é sócio, direta ou
indiretamente, de nenhuma das empresas Fator. O economista João
Maia, citado na reportagem, é executivo e sócio da Fator
Projetos. A ABB nega
veementemente o conteúdo das anotações mencionadas,
por serem descabidas de fundamento e de cujo teor somente tomou conhecimento
ao ser procurada por repórter de VEJA. Tais anotações
particulares, sem nenhuma relação com o tipo de assessoria
que a APS presta à ABB, não têm nenhum compromisso
com a realidade dos fatos. Com relação ao senhor Luiz Pardo,
esclarecemos que o engenheiro é funcionário da ABB há
22 anos e a empresa não tem conhecimento de quaisquer dos fatos
mencionados na aludida matéria ("O baú do lobista", 24 de
outubro). Ao contrário
do que foi publicado, a TIW do Brasil Ltda. e a Telesystem International
Wireless não mantêm relacionamento com Nelson Tanure. Portanto,
não são sócios nem investidores nem atuam como consultores
ou intermediadores. Tampouco participam da gestão de negócios,
direta ou indiretamente, ou a dividem, e não têm obrigação
legal de nenhuma natureza com Nelson Tanure. Sobre o processo
administrativo contra a S.A. White Martins, mencionado na reportagem "O
baú do lobista" (24 de outubro), a instrução processual
feita pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério
da Justiça e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico
do Ministério da Fazenda encerrou-se em 21 de dezembro de 1998,
quando deu entrada no Cade, tendo o processo sido distribuído,
por sorteio, para o conselheiro Mércio Felsky. De 14 de janeiro
de 1999 a 30 de março de 2001, os autos estiveram na procuradoria,
tendo o parecer sido da lavra da procuradora federal Áurea Regina
Sócio de Queiroz. A S.A. White Martins requereu audiência
com os membros do Cade, que se realizou em 8 de maio de 2001, bem como
adiamento de julgamento, além de ter anexado ao memorial pareceres
que provocaram a retirada de pauta e nova remessa à procuradoria.
Terminado o mandato do conselheiro relator Mércio Felsky, em 21
de agosto de 2001, o processo foi redistribuído, por sorteio, ao
conselheiro Celso Campilongo, que o pautará para julgamento proximamente.
Para que
não pairem dúvidas: jamais vi o senhor Nelson Tanure e desminto
haver recebido qualquer doação eleitoral proveniente do
referido empresário. Na reportagem
"O baú do lobista" foi mencionado um suposto superfaturamento em
compras de equipamentos da empresa Asea Brown Boveri do Brasil (ABB),
além de atos de sabotagem, tendo como fonte uma agenda de um lobista.
Esclareço: segundo a reportagem, existem anotações
nessa agenda, datadas de 16 de fevereiro último, anunciando que
Furnas "encomendará", em caráter de urgência, dois
transformadores à ABB, enquanto o contrato aludido foi assinado
em 20 de janeiro de 2000, publicado no Diário Oficial da União
no dia 2 de janeiro de 2001. Furnas promoveu uma concorrência
internacional em 19 de março de 1998, para aquisição
de três transformadores. A vencedora, de acordo com a legislação
em vigor, pelo critério de menor preço, foi a empresa ucraniana
ZTR, que projetou, construiu, transportou, instalou e testou os equipamentos,
que entraram em operação em 2 de maio de 2000. Os transformadores
apresentaram falhas durante a operação comercial em 26 de
maio de 2000 e em 6 de novembro de 2000. O primeiro transformador já
foi reparado e entregue em agosto último, e a falha da segunda
unidade resultou em perda total e será substituída por uma
nova unidade, em fase de fabricação pela ZTR. O reparo e
a substituição não acarretarão nenhum ônus
para Furnas em vista das cláusulas de garantia contidas no contrato.
Devido ao longo tempo de reparo desses equipamentos, Furnas antecipou
a aquisição de duas unidades do quarto banco de transformadores.
A aquisição ocorreu em caráter de emergência,
uma vez que a retirada dos dois transformadores colocou em risco o abastecimento
da Região Sudeste. Esse processo de dispensa de licitação
foi analisado por uma comissão e aprovado em todos os níveis
hierárquicos competentes da empresa. Foi convidada a apresentar
proposta a empresa ABB, por ser o único fabricante no país
capaz de produzir transformadores com aquelas especificações.
Furnas gastou com cada uma daquelas duas unidades 3.457.987
de dólares. Esse preço ficou abaixo da proposta que colocara
a ABB em segundo lugar na concorrência internacional de 1998. Sobre
as insinuações de que teria havido sabotagem nos equipamentos
da ZTR, Furnas não registra nenhuma ocorrência dessa natureza
em seus 44 anos de existência.
Em alguns
momentos de delírio cheguei a pensar em votar no Lula. Mas depois
de ler a reportagem "A conta está errada" (24 de outubro), em que
ele fala em não exportar para matar a fome dos brasileiros, pude
voltar à realidade. Será que o Lula não sabe que
os miseráveis não comem por falta de dinheiro, e não
por escassez de comida no Brasil?
CORREÇÕES:
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