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Edição 1 724 - 31 de outubro de 2001
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Boa notícia no ar

Antonio Milena
Linha de montagem da Embraer: em busca de dólares

Na segunda-feira desta semana, 180 convidados, entre eles um batalhão de repórteres e empresários estrangeiros, serão apresentados na fábrica da Embraer, em São José dos Campos, a um fabuloso produto brasileiro tipo exportação. Depois de quase três anos entre projeto e fabricação, sai finalmente dos hangares da empresa o jato de passageiros ERJ 170. É quase paradoxal que uma boa notícia para a economia brasileira tenha brotado na aviação comercial, o ramo que, de longe, foi o mais atingido pelos atentados terroristas de 11 de setembro aos Estados Unidos. As companhias aéreas em quase todo o mundo estão baixando o preço das passagens na busca frenética por passageiros, ao mesmo tempo que cancelam encomendas, reduzem frotas e demitem funcionários. Ainda assim, a Embraer está otimista. O ERJ 170 é um avião ideal para rotas regionais, menos afetadas pelo resfriamento da economia mundial. Tem todas as qualificações para se tornar outro sucesso brasileiro nesse disputado nicho.

A empresa de São José dos Campos já tem 82 pedidos confirmados para o novo avião. Todos para exportação. O lançamento de um jato com sucesso assegurado no mercado internacional é motivo de comemoração. Por diversas razões. A primeira é que ele firma reputação da tecnologia nacional e dá à pauta de exportações do país um perfil bem mais competitivo. Antes dominadas por produtos agropecuários e semimanufaturados, as exportações brasileiras têm se modernizado. Só a Embraer vendeu 2,7 bilhões de dólares em aviões no ano passado. É o melhor estímulo que a economia brasileira poderia receber num momento delicado como este que se vive. Há a crise da energia, o risco Argentina e o fator terrorismo. Todas as análises apontam para uma redução dos investimentos estrangeiros no Brasil no ano que vem. Mas a Embraer está aí para mostrar que é possível fabricar dólares em casa. Veja reportagem.

 
 
   
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