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Boa notícia
no ar
Antonio Milena
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| Linha
de montagem da Embraer: em busca de dólares |
Na segunda-feira
desta semana, 180 convidados, entre eles um batalhão de repórteres
e empresários estrangeiros, serão apresentados na fábrica
da Embraer, em São José dos Campos, a um fabuloso produto
brasileiro tipo exportação. Depois de quase três anos
entre projeto e fabricação, sai finalmente dos hangares
da empresa o jato de passageiros ERJ 170. É quase paradoxal que
uma boa notícia para a economia brasileira tenha brotado na aviação
comercial, o ramo que, de longe, foi o mais atingido pelos atentados terroristas
de 11 de setembro aos Estados Unidos. As companhias aéreas em quase
todo o mundo estão baixando o preço das passagens na busca
frenética por passageiros, ao mesmo tempo que cancelam encomendas,
reduzem frotas e demitem funcionários. Ainda assim, a Embraer está
otimista. O ERJ 170 é um avião ideal para rotas regionais,
menos afetadas pelo resfriamento da economia mundial. Tem todas as qualificações
para se tornar outro sucesso brasileiro nesse disputado nicho.
A empresa
de São José dos Campos já tem 82 pedidos confirmados
para o novo avião. Todos para exportação. O lançamento
de um jato com sucesso assegurado no mercado internacional é motivo
de comemoração. Por diversas razões. A primeira é
que ele firma reputação da tecnologia nacional e dá
à pauta de exportações do país um perfil bem
mais competitivo. Antes dominadas por produtos agropecuários e
semimanufaturados, as exportações brasileiras têm
se modernizado. Só a Embraer vendeu 2,7 bilhões de dólares
em aviões no ano passado. É o melhor estímulo que
a economia brasileira poderia receber num momento delicado como este que
se vive. Há a crise da energia, o risco Argentina e o fator terrorismo.
Todas as análises apontam para uma redução dos investimentos
estrangeiros no Brasil no ano que vem. Mas a Embraer está aí
para mostrar que é possível fabricar dólares em casa.
Veja
reportagem.
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