Edição 1920 . 31 de agosto de 2005

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Guia

Estética é fundamental

Paschoal Rodrigues


O número de clínicas que oferecem tratamentos para embelezar os dentes cresce a cada ano no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Odontologia Estética. Já são mais de 3 000 profissionais que prestam serviços do gênero no país. "Não adianta a pessoa ter rosto e cabelo lindos se os dentes são feios", diz Marcelo Kyrillos, co-autor do livro Sorriso de Modelo – O Rosto em Harmonia (editora Santos). A seguir, os tratamentos mais comuns, quando são recomendados e quais as suas vantagens.

 

 

Verdades e mitos

Christian Parente


Crenças populares e idéias ultrapassadas são responsáveis por falsos conceitos sobre a forma correta de cuidar dos dentes. Abaixo, o que os dentistas recomendam atualmente.

• Bochechos com líquidos enxaguatórios podem perfumar a boca, mas não substituem a escovação e o uso do fio dental, as formas corretas de remover resíduos de alimentos.  

• O sangramento da gengiva ao usar fio dental é sinal de inflamação. Deve-se continuar usando o fio. Se a inflamação não desaparecer naturalmente em poucos dias, é necessário procurar o dentista.  

• A língua costuma ser a maior responsável pelo mau hálito. É preciso escová-la três vezes por dia.

• Os dentes do siso só devem ser extraídos em último caso. Nem sempre eles empurram os outros dentes quando nascem.

• Não só o café e o cigarro mancham os dentes, mas também os chás escuros e o vinho.  

• A partir dos 3 anos, mesmo as chupetas anatômicas devem ser evitadas, pois podem prejudicar a posição dos dentes.  

• Estudos mostraram que piercings na boca podem causar inflamações, mau hálito, ferimentos e perda da sensibilidade na língua.

 

Faz-me rir  

O óxido nitroso, também conhecido como gás hilariante, vem sendo adotado nos consultórios para reduzir o desconforto do paciente na cadeira de dentista. Existe uma dezena de cursos a respeito para dentistas em todo o país. Uma pequena dose, inalada por meio de uma máscara, faz o paciente atingir um alto grau de relaxamento, sem perder a consciência. Embora não substitua a anestesia, melhora a resistência à dor. No Brasil, seu uso por dentistas foi normatizado há menos de um ano. Antes só anestesistas podiam aplicá-lo. "Em torno de 2% dos dentistas brasileiros estão habilitados", diz o cirurgião-dentista Luiz Alberto Ferraz de Caldas, coordenador do curso de sedação consciente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. O gás, apesar do nome, raramente desencadeia o riso descontrolado que se vê nas comédias antigas. Ainda não é o caso de sair do dentista morrendo de rir.

 
 
 
 
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