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Pesquisa
Eles vão ficar impossíveis
Estudo divulgado na Inglaterra mostra
que o QI dos homens é, em média, 5
pontos mais alto que o das mulheres
Mulheres empenhadas em provar
que estão em pé de igualdade com os homens, se não
um pouquinho à frente deles, tremei: uma pesquisa que acaba
de ser divulgada na Inglaterra conclui que eles, além de
mais fortes, mais teimosos e mais insensíveis, são
mais inteligentes do que elas. A afirmação, de arrepiar
corações politicamente corretos, tem por base o trabalho
realizado por dois professores de psicologia, Paul Irwing e Richard
Lynn, que analisaram 24.000 testes de QI de estudantes universitários
em vários países e 57 estudos a eles relacionados.
Ao fim da investigação, cujos detalhes planejam publicar
em novembro no British Journal of Psychology, Irwing e Lynn
concluíram que o QI dos homens é, em média,
5 pontos mais alto que o das mulheres. "E 5 pontos não é
uma diferença que possa ser descartada como algo sem importância",
afirma Irwing, atiçando com lenha de altíssima combustão
o sempre incendiário debate sobre as planetárias diferenças
entre elas, as venusianas, e eles, os marcianos.
Professor de psicologia organizacional
da Universidade de Manchester, Irwing é justamente a voz
que deu respaldo acadêmico à pesquisa até
com explícito constrangimento. "Pode parecer esquisito, mas
eu me considero um feminista", declarou. "Por motivos pessoais,
gostaria de acreditar que homens e mulheres são iguais, e
de modo geral eles são, mesmo. Mas, ao longo da pesquisa,
as evidências a favor de fatores biológicos foram ficando
cada vez mais fortes." Lynn, ao contrário, não teve
problema algum de consciência para divulgar o que vê
como comprovação científica de teses que advoga
há tempos. Professor emérito da Universidade de Ulster,
na Irlanda do Norte, ele já havia divulgado estudos próprios,
menos amplos, afirmando que homens são mais inteligentes
que mulheres. "Estou acostumado com a polêmica. Sei que logo
as feministas vão começar a me mandar uma enxurrada
de e-mails, mas não me importo", declarou a VEJA o professor
Lynn, que é casado com uma mulher compreensiva: "Ela aceita
o resultado da pesquisa. Só faz questão de destacar
que a inteligência emocional feminina é superior à
do homem". Em estudos anteriores, Lynn já sustentou também
que brancos são mais inteligentes que negros, que a propensão
ao crime é herança genética e que a prosperidade
de cada país está relacionada ao QI de sua população.
Em suas palavras: "A inteligência de cada raça segue
um padrão mundial. As pessoas mais bem-sucedidas são,
em primeiro lugar, brancos e amarelos, depois vêm os mulatos,
os negros e, por último, os índios". Com tal currículo,
a co-assinatura de Irwing na pesquisa agora divulgada foi essencial
para sua aceitação. "Para ser sincero, não
tenho muita certeza de ter agido certo. Mas achei desonesto não
divulgar os resultados", justifica.
Fotos divulgação
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ção
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| Polêmica co-assinada: Irwing
(à esq.) dá respaldo a Lynn, autor de teses
controvertidas |
A pesquisa mostra que, até
os 14 anos, não há diferença no nível
de QI de meninos e meninas. A partir daí, porém, os
5 pontos aparecem e se mantêm ou até aumentam
quanto maior o QI, mais a mulher fica longe do homem (veja quadro).
No caso máximo estudado, de QI 150 um patamar de gênios
, a proporção foi de 5,5 homens para uma mulher.
Segundo Irwing, "as diferenças nesse nível podem explicar,
pelo menos em parte, por que um número muito maior de homens
ganha Prêmio Nobel ou se torna grande mestre de xadrez". Quando
homens e mulheres de igual QI são postos diante do mesmo
desafio, porém, elas se saem melhor no mesmo dia da
divulgação da pesquisa, foram anunciados os resultados
dos exames finais nacionais para alunos do curso secundário
na Inglaterra; as meninas, como sempre, saíram-se muito melhor
que os meninos. Por quê? "Possivelmente porque as mulheres
são mais empenhadas e mais bem preparadas para suportar períodos
de trabalho duro", diz o pesquisador. Já a vantagem dos homens
em matéria de QI "beneficia o desempenho em tarefas de alta
complexidade, como questões difíceis de matemática,
engenharia e física".
Colegas de Irwing e Lynn não
descartam os resultados da pesquisa, mas advertem que devem ser
avaliados dentro de um quadro mais geral. "O mais importante é
ter em mente que diversos testes são utilizados para medir
inteligência. Alguns favorecem os homens, outros as mulheres",
diz Melissa Hines, professora de psicologia da City University de
Londres. O neurologista Luiz Celso Vilanova, professor adjunto da
Universidade Federal de São Paulo, acredita que só
será possível avaliar com mais critério a pesquisa
inglesa quando se souber a metodologia usada, a forma de seleção
dos entrevistados e como os testes foram aplicados. "O funcionamento
dos hemisférios cerebrais é diferente entre homens
e mulheres. O homem vai de pedaço em pedaço até
chegar ao todo; a mulher consegue apreender o todo sem analisar
pedaço por pedaço. E sabe-se que o cérebro
masculino é 10% maior e mais pesado que o feminino", diz.
Por sua vez, o psiquiatra Luiz Cuschnir, supervisor do serviço
de psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo,
observa que "os testes de QI muitas vezes não abrangem todas
as questões ligadas à inteligência, como a questão
emocional". Segundo Cuschnir, "se um homem tiver QI elevadíssimo
e um lado emocional conturbado, a aplicabilidade da inteligência
fica comprometida".
Uma apreciação
mais elaborada da pesquisa e seus resultados só será
possível quando ela for publicada, dentro de três meses.
Com ou sem restrições, porém, permanece a constatação
de que, comparados em larga escala, o QI dos homens é, em
média, mais alto que o das mulheres embora essas,
frente a frente com machos de QI semelhante, se saiam melhor. Entre
todos os peitos masculinos que se inflarão de orgulho perante
as conclusões da pesquisa, deve-se destacar o do reitor de
Harvard, Larry Summers, para quem as palavras de Irwing e Lynn soam
praticamente como um desagravo. Em janeiro passado, num malfadado
discurso com o qual pretendia combater a discriminação
das mulheres na área acadêmica, Summers acabou dizendo,
de forma convoluta mas suficientemente clara para armar um escarcéu,
que as mulheres não nasceram para as ciências exatas.
"No caso específico da ciência e da engenharia, existem
questões de aptidão inatas", proclamou e o
céu caiu sobre sua cabeça. Agora, os professores Irwing
e Lynn vêm confirmar, com números e tabelas, que ciência
exata é, mesmo, coisa de homem.
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Eles no topo
O estudo mostra que,
quanto mais alto o QI, maior
a predominância de homens. Exemplos de proporção:
QI 125 (nível
dos primeiros da classe)
2 homens para 1 mulher
QI 130 (nível
dos primeiros entre os primeiros)
3 homens para 1 mulher
QI 150 (nível
de genialidade)
5,5 homens para 1 mulher
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