Edição 1920 . 31 de agosto de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• SE BATER NA CPI, APANHA EM CASA

Celso Junior/AE


O presidente da CPI dos Correios, o senador Delcídio Amaral, não tem para onde correr. Em Brasília, a oposição o acusa de atrapalhar as investigações sobre a corrupção no governo Lula. Em Mato Grosso do Sul, o PT o acusa de traidor. Seus aliados perderam cargos na direção do partido no estado e o governador Zeca do PT avisou que prefere votar em André Pucinelli, do PMDB, a apoiar Delcídio na próxima eleição para o governo de Mato Grosso do Sul. A operação foi maquinada pelo ex-ministro José Dirceu.

 

• BYE, BYE, PT

Divulgação


Mais um sinal de que o presidente Lula está isolado. Um dos principais interlocutores do governo no PMDB é o presidente do Senado, Renan Calheiros. Ainda assim, o deputado Olavo Calheiros, irmão de Renan, formou uma espécie de sub-bancada para distanciar-se do Planalto. O grupo diz que não se sente representado no governo, defende que o PMDB tenha candidato próprio a presidente em 2006 e não apóia em nenhuma hipótese a reeleição de Lula.

 

• "JURO QUE NÃO FUI EU"

Pedro Rubens


Os empresários do luxo em São Paulo espalharam que seu colega Carlos Jereissati, dono do Shopping Iguatemi, teria urdido a blitz da Receita na Daslu. Motivo: tirar a loja de Eliana Tranchesi do mercado. Irritado, Jereissati contratou o ex-secretário da Receita Everardo Maciel para provar que jamais teve influência no Fisco. Segundo Maciel, a fiscalização na Daslu começou no governo FHC. O governo investigava um esquema de importações fraudulentas no Espírito Santo quando trombou com a Daslu.

 

• FIM DE LIQUIDAÇÃO

Eraldo Peres/AE


Pode acabar ainda neste ano a liquidação do Banorte, de Pernambuco. O banco passou por três donos desde que quebrou, em 1996: o Bandeirantes, a Caixa Geral de Depósitos e o Unibanco. O presidente deste último, Pedro Malan, chegou a um acordo com os primeiros proprietários do Banorte, a família Baptista. Pelo acerto, os Baptista receberam 5 milhões de reais e desistiram de reclamações na Justiça. O Unibanco agora tentará convencer o Banco Central a encerrar a liquidação.

 

Foto divulgação

 


Com reportagem de Camila Antunes,
Fábio Portela e Heloisa Joly

 
 
 
 
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