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Edição 1 762 - 31 de julho de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]

AVIAÇÃO

Vôo complicado 1
A Varig anunciou que em até dois meses devolve onze Boeing à empresa de leasing GE Capital. Em junho, já mandara de volta outros sete. Mas essas podem não ser as únicas baixas: em outubro, a companhia deve ser obrigada a fazer o mesmo movimento com sete MD-11, que servem às linhas internacionais.

Vôo complicado 2
Enquanto os aviões vão e não voltam, o governo espera sentado o plano de reestruturação que a Varig prometeu apresentar para, em troca, conseguir ajuda para se reerguer.

 

Bornhausen passa a sacolinha na banca

Jarbas Oliveira/Folha Imagem
Bornhausen: na operação de arrecadar fundos para Ciro


José Carlos Martinez, coordenador de campanha de Ciro Gomes, avisou que seu candidato não quer dinheiro de banqueiro. Beleza. Mas não é bem assim. Na semana passada, emissários do senador Jorge Bornhausen começaram a arrecadar recursos no sistema financeiro para a campanha do candidato da Frente Trabalhista. Um vice-presidente de um dos dez maiores bancos nacionais foi procurado. E, claro, deve ajudar – nunca é demais agradar a quem está em alta. Tudo indica que o chapéu será passado em outras bancas também.

 

SUCESSÃO

O ataque de Serra
Que ninguém espere que José Serra preencha o enorme tempo que terá na televisão somente com seu programa de governo. O que virá por aí é chumbo grossíssimo para cima de Lula e Ciro Gomes. Em resumo, a idéia é mostrá-los como "despreparados".

Raiva eterna
Em vários comícios pelo interior do Maranhão na semana passada, Roseana Sarney tem demonstrado todo o carinho que sente por José Serra. Lá pelas tantas, didaticamente, ela pede aos eleitores: "Tem um dos candidatos a presidente que eu peço a vocês que não votem. No Serra".

Porteira aberta
Até Newton Cardoso já andou procurando por Ciro Gomes, que, no entanto, não quis conversa.

No Sudeste e nos templos
Sem um tostão, Garotinho resolveu centralizar a campanha no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. E só. No resto do país, ele aparecerá quando der. Ou quando tiver um culto evangélico.

Na tela com Ciro
Ciro Gomes está sondando o publicitário Eduardo Fischer para que comande sua campanha eleitoral na televisão. É um namoro ainda, mas eles têm trocado idéias sobre os rumos da campanha.

Chega para lá nos radicais
No alto comando petista circulou uma pesquisa destinada a calar a boca da ala mais radical do partido, que chiou quando José Dirceu foi aos Estados Unidos e Aloizio Mercadante encontrou-se com Armínio Fraga. Para os radicais, a imagem oposicionista do PT fora afetada. Feita por um dos maiores institutos do país, a pesquisa revelou que apenas 13% e 9% da população respectivamente viram de forma negativa a viagem de Dirceu e a reunião de Mercadante.

 

ECONOMIA

De papel passado
Em suas conversas reservadas na semana passada, a vice-diretora do FMI, Anne Krueger, foi enfática num ponto: dinheiro novo do Fundo para o Brasil só sairá se houver concordância por escrito dos candidatos com os termos do acordo.

Os bilhões do Fundo
Nos encontros que manteve com Aloizio Mercadante e Ciro Gomes, Armínio Fraga cravou 20 bilhões de dólares como o provável valor do empréstimo do FMI ao Brasil.

 

Ainda falta o último capítulo da novela

Sergio Castro/AE
Steinbruch: à espera do o.k.
do BNDES


O acordo de troca de ações entre a CSN e a anglo-holandesa Corus foi anunciado com toda a pompa há duas semanas, mas está na situação de qualquer casamento: pode estar tudo acertado, mas dá para ser desmarcado até na porta da igreja. Direto ao ponto: o BNDES ainda está estudando o acordo – e isso deve demorar muitas semanas. Não é nem de longe certo que ele tope o que lhe foi apresentado. Por ser credor de 300 milhões de dólares, o banco tem poder de veto. Se concluir que o negócio foi uma venda disfarçada, e não uma fusão como foi anunciado, o BNDES entrará em campo para acabar com a alegria de Benjamin Steinbruch.

 

JUSTIÇA

Zero a zero
Os advogados de Pelé estão ensaiando uma tentativa de acordo com Hélio Viana, ex-sócio do rei do futebol. A dupla rompeu espetacularmente uma longa parceria no ano passado, lançando lama para tudo quanto é canto.

Dólares para a Petrobras
Em tempos de dólar nas alturas, nada mau: vão pingar 300 milhões de dólares nos cofres da Petrobras. Na sexta-feira passada, a Justiça americana deu ganho de causa à estatal numa ação contra duas seguradoras americanas. Elas se recusavam a pagar os danos causados pelo atraso na entrega de duas plataformas de petróleo que os estaleiros do empresário Nelson Tanure construíram.

 

TELEVISÃO

Fora da campanha
Deve diminuir a tradicional enxurrada de artistas apoiando os candidatos nos programas eleitorais de televisão – pelo menos os do cast da Globo. Até agora somente um, e mesmo assim de terceiro escalão, pediu liberação à emissora para aparecer no horário eleitoral gratuito. Pelas regras da Globo, os artistas não podem participar ao mesmo tempo de um programa de TV e fazer propaganda para algum partido. Patrícia Pillar é caso à parte: está de licença.

 

SEGURANÇA

Táxi com escolta
Como sobreviver à violência paulistana? Um famoso estilista encontrou um jeito inusitado de andar com segurança pelas ruas da cidade. Nada de carrões importados e blindados. Ele anda sempre de táxi comum – até aí, nada de mais; muitos ricaços têm feito o mesmo. A novidade é que atrás do táxi segue uma Blazer com quatro seguranças.


Colaboraram Felipe Patury e Silvia Rogar



 
 


   
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