Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
AVIAÇÃO
Vôo complicado 1
A
Varig anunciou que em até dois meses devolve onze Boeing à
empresa de leasing GE Capital. Em junho, já mandara de volta outros
sete. Mas essas podem não ser as únicas baixas: em outubro,
a companhia deve ser obrigada a fazer o mesmo movimento com sete MD-11,
que servem às linhas internacionais.
Vôo complicado 2
Enquanto os aviões vão e não
voltam, o governo espera sentado o plano de reestruturação
que a Varig prometeu apresentar para, em troca, conseguir ajuda para se
reerguer.
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Bornhausen
passa a
sacolinha na banca
Jarbas Oliveira/Folha Imagem
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| Bornhausen:
na operação de arrecadar fundos para Ciro |
José Carlos Martinez, coordenador de campanha de Ciro Gomes,
avisou que seu candidato não quer dinheiro de banqueiro.
Beleza. Mas não é bem assim. Na semana passada, emissários
do senador Jorge Bornhausen começaram a arrecadar recursos
no sistema financeiro para a campanha do candidato da Frente Trabalhista.
Um vice-presidente de um dos dez maiores bancos nacionais foi procurado.
E, claro, deve ajudar nunca é demais agradar a quem
está em alta. Tudo indica que o chapéu será
passado em outras bancas também.
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SUCESSÃO
O ataque de Serra
Que
ninguém espere que José Serra preencha o enorme tempo que
terá na televisão somente com seu programa de governo. O
que virá por aí é chumbo grossíssimo para
cima de Lula e Ciro Gomes. Em resumo, a idéia é mostrá-los
como "despreparados".
Raiva eterna
Em
vários comícios pelo interior do Maranhão na semana
passada, Roseana Sarney tem demonstrado todo o carinho que sente por José
Serra. Lá pelas tantas, didaticamente, ela pede aos eleitores:
"Tem um dos candidatos a presidente que eu peço a vocês que
não votem. No Serra".
Porteira aberta
Até
Newton Cardoso já andou procurando por Ciro Gomes, que, no entanto,
não quis conversa.
No Sudeste e nos templos
Sem um tostão, Garotinho resolveu centralizar a campanha
no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. E só.
No resto do país, ele aparecerá quando der. Ou quando tiver
um culto evangélico.
Na tela com Ciro
Ciro
Gomes está sondando o publicitário Eduardo Fischer para
que comande sua campanha eleitoral na televisão. É um namoro
ainda, mas eles têm trocado idéias sobre os rumos da campanha.
Chega para lá
nos radicais
No alto comando petista circulou uma pesquisa destinada a calar a boca
da ala mais radical do partido, que chiou quando José Dirceu foi
aos Estados Unidos e Aloizio Mercadante encontrou-se com Armínio
Fraga. Para os radicais, a imagem oposicionista do PT fora afetada. Feita
por um dos maiores institutos do país, a pesquisa revelou que apenas
13% e 9% da população respectivamente viram de forma negativa
a viagem de Dirceu e a reunião de Mercadante.
ECONOMIA
De papel passado
Em
suas conversas reservadas na semana passada, a vice-diretora do FMI, Anne
Krueger, foi enfática num ponto: dinheiro novo do Fundo para o
Brasil só sairá se houver concordância por escrito
dos candidatos com os termos do acordo.
Os bilhões
do Fundo
Nos encontros que manteve com Aloizio Mercadante e Ciro Gomes, Armínio
Fraga cravou 20 bilhões de dólares como o provável
valor do empréstimo do FMI ao Brasil.
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Ainda
falta o último capítulo da novela
Sergio Castro/AE
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Steinbruch:
à espera do o.k.
do BNDES |
O acordo de troca de ações entre a CSN e a anglo-holandesa
Corus foi anunciado com toda a pompa há duas semanas, mas
está na situação de qualquer casamento: pode
estar tudo acertado, mas dá para ser desmarcado até
na porta da igreja. Direto ao ponto: o BNDES ainda está estudando
o acordo e isso deve demorar muitas semanas. Não é
nem de longe certo que ele tope o que lhe foi apresentado. Por ser
credor de 300 milhões de dólares, o banco tem poder
de veto. Se concluir que o negócio foi uma venda disfarçada,
e não uma fusão como foi anunciado, o BNDES entrará
em campo para acabar com a alegria de Benjamin Steinbruch.
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JUSTIÇA
Zero a zero
Os
advogados de Pelé estão ensaiando uma tentativa de acordo
com Hélio Viana, ex-sócio do rei do futebol. A dupla rompeu
espetacularmente uma longa parceria no ano passado, lançando lama
para tudo quanto é canto.
Dólares para a Petrobras
Em tempos de dólar nas alturas, nada mau: vão
pingar 300 milhões de dólares nos cofres da Petrobras. Na
sexta-feira passada, a Justiça americana deu ganho de causa à
estatal numa ação contra duas seguradoras americanas. Elas
se recusavam a pagar os danos causados pelo atraso na entrega de duas
plataformas de petróleo que os estaleiros do empresário
Nelson Tanure construíram.
TELEVISÃO
Fora da
campanha
Deve
diminuir a tradicional enxurrada de artistas apoiando os candidatos nos
programas eleitorais de televisão pelo menos os do cast
da Globo. Até agora somente um, e mesmo assim de terceiro escalão,
pediu liberação à emissora para aparecer no horário
eleitoral gratuito. Pelas regras da Globo, os artistas não podem
participar ao mesmo tempo de um programa de TV e fazer propaganda para
algum partido. Patrícia Pillar é caso à parte: está
de licença.
SEGURANÇA
Táxi com escolta
Como
sobreviver à violência paulistana? Um famoso estilista encontrou
um jeito inusitado de andar com segurança pelas ruas da cidade.
Nada de carrões importados e blindados. Ele anda sempre de táxi
comum até aí, nada de mais; muitos ricaços
têm feito o mesmo. A novidade é que atrás do táxi
segue uma Blazer com quatro seguranças.
Colaboraram
Felipe Patury e Silvia Rogar
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