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rancho fundo
Como vivia o peão Rodrigo, antes de
ganhar
os 500 000 reais do Big Brother
Ricardo
Valladares
Otavio Magalhães/AE
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| Rodrigo
comemora a vitória: a Globo queria um participante com cara de vaqueiro
e que usasse chapéu |

Veja também |
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Pouco
antes da final de Big Brother Brasil 2, começou a circular,
entre os seus aficionados, o boato de que os 500.000 reais de prêmio
não fariam muita diferença na conta bancária do caubói
paulista Rodrigo Fraga Leonel, de 32 anos. "Andam dizendo por aí
que você é rico", inquiriu, então, o apresentador
Pedro Bial. Rodrigo negou. Seus únicos bens seriam "uma égua
chamada Laila, um cachorro chamado Pingo e as roupas que eu uso". Parece
letra de música sertaneja, mas o peão não estava
mentindo. Vencedor do reality show na terça-feira passada,
ele não tem imóvel nem carro em seu nome, e tampouco a expectativa
de receber uma herança polpuda. Com o dinheiro que ganhou, pensa
agora em montar um "hotel para cavalos".
A infância e a adolescência de Rodrigo foram mais confortáveis
que as do igualmente caipira Kléber Bambam, que faturou a bolada
do primeiro Big Brother. Nascido em Ribeirão Preto, no interior
de São Paulo, Rodrigo estudou em bons colégios, morou em
uma boa casa e chegou a viver por um ano e meio em Chicago, nos Estados
Unidos. Seu pai era um bem-sucedido negociante de terras e gado, mas quebrou
no começo dos anos 90, com o Plano Collor. Aí, segundo Rodrigo,
acabou a mamata. Para ganhar a vida, ele se tornou "roleiro". "Se alguém
queria vender um carro, eu corria atrás de um comprador para ganhar
comissão. Fiz isso com tudo que é coisa, de terra a galinha",
conta. Além disso, apostou no trabalho de adestrador, que começou
a aprender aos 15 anos. Nos últimos tempos, tirava entre 1.000
e 2.000 reais por mês domando cavalos, e boa parte do dinheiro ia
para a pensão de duas filhas, nascidas de dois casamentos desfeitos.
"Eu estava duro", diz o caubói, que dividia um apartamento e um
automóvel modelo 1994 com a mãe.
Divulgação
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| Thyrso
e a segunda colocada Manu: "Me perdoa?" |
Rodrigo
não se inscreveu para tomar parte em Big Brother. "Eu tinha
visto o primeiro programa e achado uma doideira", diz. Foi a Globo que
chegou a ele. A emissora queria um participante do interior de São
Paulo e pediu à sua afiliada de Ribeirão Preto que encontrasse
um homem com cara de vaqueiro e que andasse de chapéu. Ao longo
do programa, o caubói foi conquistando a simpatia do público
e chegou à final como franco favorito. Em segundo lugar ficou a
carioca Manuela Saadeh. Ela recebeu 30.000 reais e o perdão de
seu namorado, o grudentíssimo Thyrso, de quem ela havia feito gato-sapato
na casa. Os dois até já passaram uma noite juntos. Na terça-feira,
a média de audiência de Big Brother foi de 45 pontos,
com pico de 49. O número é menor que o registrado na final
da edição anterior, que teve média de 59 pontos,
mas foi um recorde no horário em que o programa foi ao ar (entre
23 horas e 0h20). Big Brother 3 já está nos planos.
Pelo contrato com a produtora holandesa Endemol, que criou a atração,
deveria sair daqui a seis meses, mas a Globo pensa em antecipá-lo.
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