Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 762 - 31 de julho de 2002
Geral Ambiente
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Crescem as opções para o congelamento de corpos
O pacote para quem quer provar a vida de mendigo
Fernando de Noronha sofre com o descaso e a sujeira
O que os estilistas brasileiros esperam do mercado externo
Milionários descobrem o paraíso (fiscal) de Bermudas
A gigantesca lula de 250 quilos
Os novos usos do Botox
A culpa na vida moderna

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Lindo, caro e sujo

Obras malsucedidas e descaso
ambiental pioram
a estada de
quem visita Fernando de Noronha

 
Sergio Viegas
Cartão-postal: a obra feita pela natureza

Veja também
Edição especial VEJA Turismo

Quem viaja ao arquipélago de Fernando de Noronha para visitar um paraíso ecológico preservado enfrenta preços para lá de salgados pela passagem aérea, geralmente se hospeda em casas de família sem nenhuma privacidade – muitas em péssimas condições de conservação –, submete-se a um programa de passeios num ritmo que quase não permite fotografar as paisagens, come mal em poucos e mal-administrados restaurantes e paga caro por poucas atrações proporcionadas por empresas quase amadoras e carentes de concorrência. As obras que deveriam amenizar essas inconveniências, nos últimos anos, conseguiram agravá-las. A principal delas, um sistema de dessalinização da água do mar que reduziria a escassez de água doce na ilha, só fez estragar a paisagem. Os canos de captação foram instalados numa altura que só permitia que funcionassem na maré alta. A obra se estende sobre uma praia, num improviso horroroso, e, para piorar, teve a estrutura corroída pelas ondas, deixando exposta a tubulação. Enquanto funcionou, jogou dejetos poluidores num córrego.

Lourival da Silva
Improviso: a obra feita pelo homem


O mangue de Fernando de Noronha, único localizado em ilha oceânica em todo o Atlântico do Sul, foi comprometido pela presença de gado pastando livremente na região, além de ter sido constatado, há seis meses, que uma vila da Aeronáutica lançava esgoto in natura na área. "Esse problema já resolvemos", garante o administrador da ilha, Sérgio Salles, que tem o poder de dar concessões para ampliação de construções, autorizar a entrada de novos moradores e permitir que casas particulares se convertam em pousadas. Por enquanto, a solução consistiu apenas numa notificação para que os responsáveis pela vila dêem outro destino ao esgoto. Há três anos no cargo, Salles repassa a responsabilidade pelos maiores problemas ao Ministério do Meio Ambiente e diz que nesse período concedeu 250 autorizações para construções e reformas – as duas maiores para dois amigos, segundo denúncia da Associação dos Moradores de Fernando de Noronha.


   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS