Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 762 - 31 de julho de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O perfil de quem decide


Marcos Rosa
Dois terços dos eleitores brasileiros ganham, em média, 500 reais por mês

Uma reportagem especial da presente edição de VEJA mostra que o próximo presidente da República será eleito pelo mais abrangente sistema representativo já montado no Brasil. Cerca de 115 milhões de brasileiros, ou 68% da população, estarão aptos a votar em outubro próximo. Calcula-se que apenas quatro em cada centena de eleitores, pelas mais diversas razões, devem se abster. O contingente dos votantes tornou-se tão heterogêneo quanto a própria sociedade brasileira. Ou seja, quando se representa graficamente o perfil socioeconômico do eleitor, obtém-se uma pirâmide muito parecida com a da própria população brasileira. Parece óbvio, mas essa sobreposição, além de recentíssima na história do Brasil, tem implicações muito interessantes.

No passado, só a elite votava. Em 1930, apenas 6% dos brasileiros eram eleitores. Em 1970, esse número chegou a 25%. Agora, quando sete em cada dez brasileiros votam, a busca pelo eleitor médio, aquele que representa o maior batalhão de pessoas que podem decidir o pleito, exige uma análise bem mais complexa que em eleições passadas. Foi justamente esse o desafio enfrentado pelos jornalistas de VEJA. O trabalho jornalístico fez foco sobre o grupo de eleitores mais numeroso, uma fatia da pirâmide formada por cerca de 70 milhões de brasileiros com renda média em torno de 500 reais. São pessoas que freqüentaram a escola apenas até o fim do ensino fundamental mas moram em casa própria e tem telefone. Esse é o contingente que forma a chamada "maioria silenciosa", termo criado pelo presidente americano Richard Nixon (1913-1994) para definir o grupo de pessoas que não se faz ouvir ruidosamente fora das urnas mas é o que mais peso tem na balança das urnas.

O hábito de leitura é pouco disseminado entre a "maioria silenciosa" brasileira. E, o que é mais significativo quando se trata da campanha eleitoral, mais de 80% deles têm um televisor na sala. Esse número deixa claro que os debates e a programação obrigatória dos candidatos na televisão vão ter um peso na decisão do eleitor. A reportagem mostra também que a maneira tradicional de agrupar os eleitores, classificando-os entre rurais e urbanos, não tem mais sentido no Brasil de hoje. As diferenças se fazem sentir muito mais entre os moradores das capitais e os habitantes das cidades pequenas. O vencedor de outubro será o candidato que melhor aprender a falar com esse novo eleitorado.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS