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VEJA Recomenda
DVDs Palavras de Amor (Bee Season, Estados
Unidos, 2005. Fox) O professor de teologia judaica Saul Naumann (Richard
Gere) descobre que sua caçula, Eliza, é craque em soletrar palavras,
naqueles concursos tão populares nos Estados Unidos, e sai dos trilhos:
toma conta da vida da menina, põe o filho mais velho para escanteio e finge
que não está notando o desconforto de sua mulher (Juliette Binoche).
Saul acha que, de acordo com os princípios do misticismo judaico, o dom
de Eliza a torna mais próxima de Deus, e que por intermédio dela
também ele pode diminuir essa distância. Palavras de Amor
é encenado como um típico drama familiar, mas anda por um território
estranho ao gênero: aquele em que os seres humanos buscam provas de sua
ligação com o divino ironicamente, quase sempre onde elas
não serão encontradas. Veja
cenas.
 | | Música
Ligeira: clássicos recriados |
Música
Ligeira (Tratore) Surgido na década de 80, o trio formado
por Mário Manga (guitarra, violoncelo e vocais), Rodrigo Rodrigues (vocais
e saxofone) e Fabio Tagliaferri (viola e vocais) tinha uma proposta ousada: recriar
clássicos da canção brasileira e internacional. Superstition,
de Stevie Wonder, virava um samba e A Banda, de Chico Buarque, era tocada
com andamento acelerado. O grupo, que encerrou as atividades no ano passado depois
da morte de Rodrigues, ganhou uma homenagem especial. Esse DVD registra uma apresentação
do Música Ligeira realizada há dois anos no Sesc Pompéia
(São Paulo) e traz um documentário sobre suas origens com depoimentos
de Manga, Tagliaferri e do cineasta Fernando Meirelles que ajudou na criação
do grupo e foi um dos produtores do DVD. Profissão:
Repórter (The Passenger, Espanha/Itália/França, 1975.
Sony) No norte da África para cobrir as atividades de guerrilheiros,
o repórter David Locke (Jack Nicholson) encontra morto um sujeito que mal
conhece, de nome Robertson, e decide trocar de identidade com ele. Para todos
os efeitos, Locke morre e Robertson, um traficante de armas, continua na ativa.
O repórter imagina que dessa forma ele talvez possa escapar às suas
preconcepções e experimentar o mundo de maneira diferente. Mas,
num arco que o levará por meia Europa e quase de volta ao seu ponto de
partida, chegará a outras conclusões. Não há como
contabilizar quantos aspirantes a cineasta o italiano Michaelangelo Antonioni
inspirou com esse seu épico da busca existencial mas contam-se nos
dedos aqueles que seriam capazes de produzir um filme de tamanha força.
Veja
cenas. LIVROS Divulgação
 |  | Roth:
a Alemanha nos anos 20 | |
Berlim,
de Joseph Roth (tradução de José Marcos Macedo; Companhia
das Letras; 208 páginas; 35 reais) Nascido na Ucrânia, de
uma família judaica, o romancista e jornalista Joseph Roth (1894-1939)
foi um grande cronista da República de Weimar os tempos de crise
e agitação que precederam a ascensão do nazismo na Alemanha.
Berlim é uma série de reportagens sobre a capital alemã
na década de 20. Roth explora a cidade inteira, dos bastidores políticos
do Reichstag (o Parlamento alemão) aos inferninhos noturnos. Em uma das
crônicas mais interessantes, ele percorre a cidade na companhia de um criminoso
recém-saído da cadeia na qual ficou cinqüenta anos. O ex-prisioneiro
observa as imensas mudanças urbanas por que Berlim passou no meio século
em que esteve ausente. Leia
trecho. Sinistros
com Fogo, de David Means (tradução de José Rubens
Siqueira; Companhia das Letras; 160 páginas; 34 reais) Segundo livro
de Means, um dos melhores contistas da nova geração americana, Sinistros
com Fogo foi premiado com o Los Angeles Times Book Prize em 2001. Os treze
textos da coletânea têm como cenário cidadezinhas bucólicas
à beira do Rio Hudson, nas proximidades de Nova York, onde belas paisagens
naturais convivem com os destroços de indústrias decadentes. Contra
esse pano de fundo, desfila uma galeria de personagens que inclui um piromaníaco,
um ex-combatente do Vietnã, um corretor imobiliário fraudulento
e um lenhador suicida. Todos parecem se dobrar ao peso de algum fracasso, sentimento
que Means analisa sem nenhuma condescendência. Leia
trecho.
DISCOS Eyes
Open, Snow Patrol (Universal) No ano passado, Bono Vox fez questão
de ter o Snow Patrol na abertura das apresentações da turnê
internacional do U2. Foi o passo final na ascensão do grupo irlandês,
iniciada em 1998, dos guetos do pop para as grandes platéias. Eyes Open
deve selar a sua popularidade. A estrela do quinteto é o guitarrista e
cantor Gary Lightbody. No palco, ele tem o mesmo jeito tímido de Chris
Martin (do Coldplay). Suas melodias são igualmente inspiradas, assim como
as letras que no entanto têm um grau a menos de bom-mocismo. A suave
You Could Be Happy é um destaque e Make This Go on Forever
tem potencial para tornar-se um dos hits de 2006. Felipe
Varanda/Folha Imagem
 |  | | Fatboy
Slim: seleção de músicas especial para o Brasil | |
Fala
Aí, Fatboy Slim (ST2) Nome artístico do inglês
Norman Cook, Fatboy Slim trabalha em duas vertentes da música eletrônica.
Na primeira ele é produtor, talento demonstrado em CDs como You've Come
a Long Way, Baby (1998), que o transformou em superastro. A outra especialidade
de Cook é o trabalho de DJ, em que toca canções alheias e
faz performances endiabradas. É onde ele mais tem brilhado. Fala Aí
é uma seleção musical preparada com exclusividade para o
público brasileiro. Traz nomes da música eletrônica nacional
e internacional, além de algumas surpresas. É o caso da versão
de Crickets Sing for Anamaria (regravação em inglês
de Emma Bunton, ex-Spice Girls, para o sucesso do brasileiro Marcos Valle) e da
inédita Everyone Needs a Carnival, do próprio Fatboy Slim.
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