Edição 1958 . 31 de maio de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Entrevista
Cartas
Radar
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Datas
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Radar

Felipe Patury (fpatury@abril.com.br)

• CONCORRÊNCIA

Ainda de olho no Cade
Na última quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com restrições a fusão da Sky com a DirecTV. O órgão proibiu, pelo prazo de cinco anos, as empresas de agirem de forma discriminatória no fornecimento de conteúdo audiovisual e de transmitirem com exclusividade o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Libertadores da América e os campeonatos estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro. A decisão altera o futuro do mercado de TV por assinatura no Brasil. Porém, para 54 operadoras de TV por assinatura que há seis anos sofrem com o monopólio da transmissão dos canais esportivos, a única saída para o problema é a liberação imediata, para os seus mais de 3 milhões de consumidores, dos canais SporTV, SporTV 2 e Première Esportes (pay-per-view), produzidos pela Globosat. Essa será uma questão a ser julgada na próxima sessão do Cade, no dia 31 de maio. Interessa a todos os brasileiros. Todos de olho, portanto.

 

• ELEIÇÕES 2006

Ele quer amigos
Lula tenta arrefecer as resistências da ala oposicionista do PP. Um de seus emissários prometeu apoio à campanha a senador pelo Rio do deputado Francisco Dornelles. O presidente acha que só não dá para conversar mesmo com o PP gaúcho.  

Feridos de guerra
O comitê de campanha de Lula aposta no fracasso das alianças estaduais de Geraldo Alckmin. O presidente acredita que o tucano fez mais inimigos do que imagina defendendo interesses paulistas na guerra fiscal.  

Fim do comunismo
O candidato a presidente do PPS, Roberto Freire, deve deixar a disputa ainda nesta semana. Seu partido tem nomes fortes para concorrer em quatro estados, mas a candidatura de Freire os impede de fazer coligações. O partido deverá ficar sem candidato, porém, informalmente, apoiará Alckmin.

 

• ENERGIA

Sai para lá, Evo
A Petrobras reserva cerca de 3,5 bilhões de dólares para comprar três novas refinarias: uma no Japão, outra nos Estados Unidos e uma terceira na Europa Ocidental. O negócio japonês está quase fechado. Depois do roubo boliviano, a América do Sul saiu do mapa da estatal.

 

A obsessão de Lula

Dida Sampaio
Renan: Lula assedia, mas o PMDB quer ficar solteiro

A ala governista do PMDB, comandada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, não quer mais falar em se coligar com o PT, mas o assunto se tornou uma obsessão de Lula. O presidente pretende manter até o último instante a vaga de vice aberta para seu preferido na agremiação, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim. Seus aliados elaboraram uma manobra jurídica para trazer a agremiação para o PT. Descobriram uma interpretação da legislação eleitoral pela qual os partidos que não têm candidato a presidente seriam proibidos de se coligar nos estados. O bunker de Lula vai tentar dar força de lei a ela.

 

• POBREZA

Efeito Bolsa Família
Um estudo do economista Marcelo Néri, do Centro de Pobreza da ONU, identificou uma aparente contradição na evolução da renda dos pobres nos últimos dez anos. Os dados indicam que a renda total do grupo subiu 0,7%, mas que sua massa salarial caiu na mesma proporção. A perda foi compensada com o aumento dos gastos públicos com aposentadorias e programas assistenciais.

 

• ECONOMIA

No fim da fila
A Câmara Americana de Comércio prepara uma comparação entre Brasil, China, Índia, Rússia e México nos 24 principais critérios usados pelas multinacionais ao escolher um país para investir. Concluída a apuração de metade deles, já se sabe que o Brasil ficará em último lugar. O resultado da pesquisa será anunciado em junho.

 

• BANCOS

Carteira de trabalho
O economista Bernardo Parnes, ex-presidente da Merrill Lynch e do Banco J. Safra, está decidindo se assumirá o comando do banco de investimentos que será criado pelo Bradesco ou o da Goldman Sachs no Brasil.

 

• PREVIDÊNCIA

A farra dos servidores
O Tribunal de Contas da União proibiu que dois servidores usassem declarações de trabalho no campo para contar tempo para aposentadoria. Esse instrumento foi criado para beneficiar pobres que ganham um salário mínimo da Previdência, mas vinha sendo empregado pelos servidores para antecipar suas aposentadorias. Os dois flagrados ganhariam 15.000 reais mensais. O tribunal já identificou 100 casos semelhantes.

 

• ESPORTE

Brasil 2
O empresário Alan Adler já decidiu montar uma equipe para concorrer, no próximo ano, novamente à regata de Volta ao Mundo. Adler construirá uma nova embarcação, que, como a deste ano, também se chamará Brasil 1. Detalhe: a presença de Torben Grael no posto de capitão do time não está confirmada.

 

• FUTEBOL

Blog do Kaká
Durante a Copa, o meia da seleção manterá um blog atualizado diariamente. Nele, comentará os jogos e falará da vida na concentração. O diário poderá ser acessado a partir do site do Guaraná Antarctica, que patrocina o jogador.  

Trindades indissolúveis
A Fifa escolhe nesta semana os juízes e bandeirinhas da primeira fase da Copa. Os trios de arbitragem compostos agora não poderão ser alterados até o fim da Copa. A Fifa acha que a medida pode ajudar a evitar falhas de arbitragem com o maior entrosamento do trio.

 

Ele quer ser o rei do álcool

 
Marisa Caudurovalor/Folha Imagem
Luís Ermírio de Moraes: 4 bilhões de litros

Um projeto capitaneado pelo empresário Luís Ermírio de Moraes pode transformar o grupo Votorantim no maior produtor de álcool do mundo. Há três anos, o grupo faz pesquisas genéticas com a cana-de-açúcar. Agora se prepara para começar a investir. Sua atuação deverá ir do plantio ao transporte de álcool. A meta é fabricar 4 bilhões de litros de álcool, 25% da produção brasileira atual. Para isso, o grupo e eventuais sócios podem investir a longo prazo até 4 bilhões de dólares. Em 2004, o plano foi apresentado à Petrobras, que não quis participar do negócio. Na semana passada, a Votorantim, que busca investidores no exterior, expôs suas intenções ao governo. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, pediu que a empresa volte a conversar com a Petrobras.

 

 

 

 
 
 
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