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Internacional O
México vota. E já descartou o populismo
O próximo presidente mexicano, mesmo que queira, não será
cópia de Chávez. A economia aberta e as instituições
blindaram o país contra as excentricidades políticas
 Diogo
Schelp, da Cidade do México Fotos
Daniel Aguilar/Reuters e Eduardo Verdugo/AP
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Obrador (acima) garante que pretende ser um novo Lula. Calderón,
seu adversário, diz que ele será um novo Chávez |  |
O temor de que a maré populista na América Latina chegue ao México
é o tema central da campanha para as eleições presidenciais
de 2 de julho naquele país. No foco dessa preocupação está
Andrés Manuel López Obrador, candidato do Partido da Revolução
Democrática, o PRD. Ex-prefeito da Cidade do México, ele é
dono de um currículo que o coloca, no espectro político, nas proximidades
do venezuelano Hugo Chávez. Depois de liderar as pesquisas de intenção
de voto durante seis meses, López Obrador foi alcançado nas últimas
semanas por Felipe Calderón, candidato do partido do presidente Vicente
Fox. A estratégia bem-sucedida do governista baseia-se em convencer o eleitorado
de que, se eleito, seu adversário repetiria no país as políticas
populistas de Hugo Chávez em resumo, sangraria os recursos do Estado
para sustentar programas sociais clientelistas, tentaria mexer na Constituição
para se perpetuar no poder e, para piorar, iria armar encrencas com os Estados
Unidos. López Obrador contra-ataca com a promessa de que não pretende
ser um sucedâneo do histriônico de Caracas, e, sim, um pragmático
ao estilo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A moderação do discurso de López Obrador que os mexicanos
tratam normalmente por Andrés Manuel ou por suas iniciais, Amlo
diz muito sobre o México atual. O país que Fox entregará
a seu sucessor parece ter ultrapassado, a exemplo do Brasil, uma linha de racionalidade
que impede governantes de se lançar em aventuras políticas e econômicas.
Desde 1994, quando entrou em vigor o Nafta, um acordo de livre-comércio
com os Estados Unidos, o México vive o período de menor turbulência
social e econômica de sua história. Nos cinco anos que se seguiram
à entrada em vigor do tratado, a economia do país cresceu em média
5%. De lá para cá, o ritmo tornou-se mais lento. As taxas de crescimento
são, em décadas, as mais estáveis de uma economia que distribui
mais igualitariamente as riquezas. No processo de entrada no mundo moderno, o
México também se livrou do governo do Partido Revolucionário
Institucional, o PRI, cuja ditadura disfarçada por eleições
de cartas marcadas se prolongou por sete décadas. Só uns poucos
dinossauros querem voltar aos monopólios estatais e à economia fechada
dos tempos do PRI. São elementos que ajudam a blindar o país contra
governos aventureiros. "O populismo
surge como conseqüência de uma crise de legitimidade das instituições
políticas", disse a VEJA o uruguaio Francisco Panizza, professor de política
latino-americana da London School of Economics, na Inglaterra. Crises como essas
acontecem quando uma grande parcela da população não se sente
representada pelos partidos políticos e quando o Estado, fraco e corrupto,
não consegue resolver demandas sociais acumuladas. Os presidentes Hugo
Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia, assumiram o poder
nessas condições. Países com partidos políticos fortes,
Estado razoavelmente eficiente e políticas socioeconômicas voltadas
para o crescimento e para o bem-estar da população são menos
propensos aos surtos demagógicos. Nessa categoria se encaixam, em graus
diferentes, Brasil, Chile, México, Uruguai e Colômbia. Isso não
significa que não possam surgir políticos populistas nesses países.
Mas a margem de ação deles para cometer desatinos fica muito reduzida.
Nesse sentido, o México dispõe hoje de um arsenal de vacinas para
prevenir as extravagâncias populistas: É
DIFÍCIL MUDAR A CONSTITUIÇÃO Se quisesse mudar
as regras para se perpetuar no poder, como fez Chávez na Venezuela, o próximo
presidente do México teria de conseguir o apoio dos três partidos
fortes do país o PAN, de centro-direita, o PRD, de esquerda, e o
PRI, um saco de gatos que lembra o PMDB. Cada um tem em média um terço
do Congresso, distribuição que deverá se manter nas eleições
de julho. Para completar, mudanças na Constituição precisam
da aprovação de dois terços dos governadores estaduais.
BANCO CENTRAL INDEPENDENTE Desde 1993, o Banco de México
ganhou novas regras, incluindo uma diretoria que não pode ser demitida
pelo presidente. A instituição vem cumprindo sua meta: a inflação
está em pouco mais de 3% ao ano e a taxa de juros é a metade da
brasileira. Um governante populista teria pouco espaço de manobra nessa
área. ECONOMIA GLOBALIZADA
O México tem uma das economias mais escancaradas do mundo. Em
média, 95% de suas importações e exportações
são fruto de algum acordo de livre-comércio. O México tem
uma dezena deles, abrangendo 42 países, entre os quais os da União
Européia, os Estados Unidos e o Japão. O governo mexicano não
pode tomar a decisão de elevar tarifas ou fechar a economia sem desrespeitar
esses tratados, sob o risco de jogar o país no caos econômico.
TENSÃO ÉTNICA SOB CONTROLE Uma das características
do novo populismo latino-americano é buscar apoio na população
indígena. No México, os índios representam uma minoria de
12%. O tristemente notório subcomandante Marcos, o mascarado que liderou
o levante zapatista no estado de Chiapas, em 1994, tornou-se hoje uma figura folclórica,
sem expressão política.
O México tem consciência de que o estilo "pai do povo" está
no DNA político da população. Como um organismo vivo, o país
não pode permitir uma queda no sistema imunológico, sob pena de
ver surgir uma reencarnação política de ogros como o lendário
general Santa Anna ou do bandoleiro Pancho Villa. Em 22 anos de vida política
ativa, Antonio López de Santa Anna foi presidente ou ditador do México
onze vezes. Isso mesmo: entrava e saía do posto de mandatário como
quem troca de camisa. Santa Anna dominou a política mexicana por décadas
depois que o país se tornou independente da Espanha, em 1821. Após
um de seus golpes de Estado, em 1853, Santa Anna baixou um decreto dando a si
próprio o título de "sua alteza sereníssima". Seu programa
de governo pode ser resumido em uma de suas frases lendárias: "Enquanto
tivermos um Congresso, não haverá progresso". Santa Anna, um tradicional
vilão dos filmes de Hollywood por ter massacrado prisioneiros indefesos
durante a guerra pelo Texas, é a imagem mais bem-acabada da tradição
personalista e autoritária e da instabilidade política do passado
do México. Jakub
Mosur
 | | Mexicano
cruza a fronteira para procurar trabalho nos Estados Unidos, perto de San Diego:
400 000 emigrantes anuais |
Duas décadas depois de "sua alteza sereníssima", outro soldado,
Porfírio Diaz, assumiu o poder. Este governou por mais de vinte anos e
deixou de herança o Estado centralizador que o PRI iria transformar em
uma ação entre cupinchas. É dele uma frase que ainda hoje
divide apaixonadamente o país: "Pobre México, tão longe de
Deus e tão perto dos Estados Unidos". A proximidade com os Estados Unidos,
que tomou metade do território original do México, foi vista como
desgraça. Hoje, ao contrário, o fato de o país estar grudado
no maior mercado consumidor do mundo é encarado como vantagem matadora.
Os Estados Unidos compram 80% das exportações mexicanas. Para aproveitarem
a mão-de-obra mais barata, muitas indústrias americanas se instalaram
no lado mexicano da fronteira são as chamadas maquiadoras, que montam
produtos eletrônicos ou automotivos , criando empregos e injetando
dinheiro na região. O abraço final nessa relação simbiótica
é dado pelos emigrantes. Um em cada dez mexicanos vive nos Estados Unidos.
López Obrador, oriundo da ala esquerda do PRI, tem um inegável traço
populista, mas não abre a boca para falar mal dos Estados Unidos. Como
prefeito da capital, aumentou a dívida municipal com obras faraônicas
e com a distribuição de dinheiro público aos idosos. O benefício
de 60 dólares é pago aos velhinhos da cidade, sem nenhuma precondição,
exceto a idade avançada. Filho de pequenos comerciantes do estado de Tabasco,
um dos mais pobres do México, Obrador tem uma maneira muito simples de
falar e cultiva a fama de trabalhador incansável quando prefeito,
diariamente concedia uma entrevista coletiva à imprensa às 6 da
manhã. Um indício de
que as instituições mexicanas são suficientemente fortes
para barrar extravagâncias populistas foi a reação tranqüila
do mercado financeiro ao longo período de liderança de Obrador nas
pesquisas. O risco-país, índice que mede a confiabilidade das economias
emergentes, nunca esteve tão baixo. Para comparar, durante a campanha de
2002, quando Lula aparecia como o preferido nas pesquisas eleitorais, o risco
Brasil subiu e o dólar disparou. Uma das explicações para
essa diferença de tratamento é que a economia mundial vive, hoje,
tempos de bonança. "Além de a conjuntura econômica ser diferente,
o fenômeno Lula nos beneficiou", diz Rogélio Ramírez de la
O, coordenador econômico da campanha de Obrador. "Os investidores viram
que um político com devoção a causas sociais pode muito bem
fazer um governo pragmático." Em seu escritório com porta de saloon
de filme de caubói, em um bairro nobre da Cidade do México, Ramírez
de la O, cotado para ser ministro da Fazenda de Obrador, prepara um projeto econômico
que prevê responsabilidade no uso do dinheiro público e manutenção
das regras de livre mercado.
Divulgação
 | | O
general Santa Anna: onze vezes presidente |
Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia e México formam um eixo de bom
senso que se contrapõe ao avanço do populismo, da demagogia e da
ideologização representados por Hugo Chávez e suas marionetes
na América Latina. É uma boa notícia que o candidato da esquerda
mexicana declare sua adesão aos princípios universalmente aceitos
de governabilidade e de condução civilizada da vida econômica.
É claro que isso não é suficiente para aumentar seu eleitorado
além de certo patamar afinal, o eleitor mexicano pode ter tudo isso
e ainda avanços maiores se simplesmente votar em Calderón. "Preocupa-me
a possibilidade de Obrador vencer porque ele representa a volta a um modelo que
não funciona, baseado no aumento dos investimentos estatais em infra-estrutura",
diz Gastón Azcárraga, dono da segunda maior companhia aérea
mexicana e de um grupo hoteleiro que inclui a rede Caesar Park, no Brasil. Roberto
Albarrán, dono da indústria de sucos Del Valle, que também
tem fábricas no Brasil, vê como maior risco de um possível
governo Obrador sua recusa em fazer reformas estruturais nas áreas energética,
fiscal e trabalhista. O México
é o sexto maior produtor mundial de petróleo. A estatal Pemex tem
o monopólio de toda a cadeia petroleira, desde a prospecção
até a venda ao consumidor final não existem postos de gasolina
de outra bandeira no país. A ineficiência da estatal e a falta de
investimentos estão fazendo com que a quantidade de reservas conhecidas
no país esteja em declínio. Estima-se que, se não forem descobertos
novos campos petrolíferos, as jazidas estarão esgotadas dentro de
dez anos. Calderón propõe permitir a entrada de empresas estrangeiras
para aumentar a pesquisa, sem privatizar o setor. O México precisa de uma
reforma fiscal para ajudar a resolver esse problema. Como a receita tributária
é pequena, o Estado depende da renda do petróleo para se sustentar.
Se arrecadasse de outras fontes, sobraria dinheiro para reinvestir na exploração
do petróleo. Daniel
Aguilar/Reuters
 | | Marcos:
virou folclore |
Ao assinar
o Nafta, o México optou por um modelo exportador semelhante ao do Chile:
apoiado em acordos de livre-comércio com o maior número possível
de países. Mas não alcançou o desempenho chileno, que cresceu
a uma média anual de 6% nos últimos dez anos. A razão é
que, por falta de reformas estruturais, a abertura mexicana foi incompleta. Em
alguns setores, como o da eletricidade, os monopólios estatais foram mantidos.
Em outros, foram substituídos por oligopólios privados. O exemplo
mais citado é o das telecomunicações. Não apenas o
serviço é ruim como uma ligação internacional custa
quatro vezes mais caro no México que nos Estados Unidos. Em seus cinco
anos e meio no poder, Fox não conseguiu aprovar nenhuma reforma importante.
A maior contribuição do presidente foi cimentar a estabilidade da
economia, com inflação controlada, equilíbrio fiscal e redução
da dívida externa. Nesse período
também diminuiu o número de pobres, de 24 milhões em 2000
para 18 milhões em 2004. O principal fator de redução da
pobreza não foi nenhuma ação do governo, mas a emigração.
Estima-se que 400.000 mexicanos cruzem a fronteira americana todos os anos. Em
conseqüência, há uma redução no número
daqueles que procuram emprego no México. Por outro lado, os emigrantes
enviam aos familiares mais de 18 bilhões de dólares por ano. É
mais que o total de investimentos estrangeiros diretos. "Nos Estados Unidos, ganha-se
em uma hora mais do que em um dia inteiro de trabalho no México", diz o
comerciário Geraldo Prado, 42 anos, morador da Cidade do México.
Nos últimos dez anos, Geraldo passou três temporadas nos Estados
Unidos, para trabalhar na montagem de casas pré-fabricadas. As propostas
de López Obrador e de Calderón para resolver essa intensa exportação
de mão-de-obra? Bem, nisso eles concordam: a exportação de
miseráveis para os Estados Unidos será ainda por bom tempo uma das
mais eficientes políticas sociais do país. 
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A vitalidade do dramalhão Esmas/AFP
 | | Alejandra
Barros, atriz de Mariana da Noite: exagero cativa o público |
Na
pauta de exportação, o produto que mais bem representa a alma mexicana
são as novelas. A rede Televisa, que concentra 70% do mercado televisivo
do México, é a maior produtora e exportadora de novelas do planeta,
com vendas estimadas em 260 milhões de dólares por ano. Cento e
vinte países já transmitiram seus dramalhões. A Rede Globo
fatura menos de um terço desse valor com a exportação de
novelas, mas a concorrência é encarada com seriedade pelos mexicanos.
"Nos últimos quatro anos, a Globo entrou no mercado internacional com uma
qualidade visual tão alta que tivemos de rever nosso padrão de produção
para não perder espaço", diz Roberto Gomez, diretor adjunto da vice-presidência
de programação da Televisa.
Roberto Gomez é filho de Roberto Bolaños. Para quem não ligou
o nome ao personagem, trata-se do criador e protagonista de Chaves e Chapolin,
séries de humor infantil de grande sucesso no México e no Brasil.
Chapolin foi, por sinal, o produto pioneiro nas exportações
da TV mexicana. "Em Chaves, meu pai soube juntar três elementos de
sucesso. São eles o roteiro extraordinário com valores universais
e atemporais, atores perfeitos para seus papéis e direção
cênica eficiente", diz Gomez. O SBT retransmite no Brasil os episódios
de Chaves e Chapolin à exaustão e cinco
novelas da Televisa. "Nossos melodramas
fazem sucesso justamente porque as qualidades e os defeitos dos personagens são
exagerados", disse a VEJA Alejandra Barros, protagonista de Mariana da Noite,
transmitida pelo SBT. "Por isso é mais fácil para pessoas de
qualquer país se identificar com eles." A atriz mexicana de 34 anos estudou
teatro e interpretação para TV e cinema em respeitadas escolas americanas,
como a Actors Studio. Sua especialidade, no entanto, é o melodrama. A fórmula
da Televisa é a mesma há cinqüenta anos: um enredo simples
que se resume a uma luta do bem contra o mal com o bem e o amor triunfando
no fim. Nas poucas vezes em que se tentou fazer novelas com um estilo mais naturalista,
à brasileira, o público mexicano estranhou. | |
O México que
Fox deixa José
Luis Magana/AFP
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A
seis meses do fim do mandato e sem direito à reeleição, o
presidente Vicente Fox está percorrendo o México para participar
da entrega de casas populares e da inauguração de obras públicas.
Seu objetivo é mostrar que fez mais que simplesmente garantir a estabilidade
econômica do país. Ele concedeu a seguinte entrevista a VEJA no avião
presidencial, em uma dessas viagens. QUE
PAÍS O SENHOR ACREDITA ESTAR DEIXANDO PARA SEU SUCESSOR? Conseguimos
transitar de um regime autoritário para uma democracia sem violência
ou crises econômicas. Fizemos um governo de transparência, prestação
de contas públicas e respeito à liberdade de imprensa. Estou deixando
o país com uma economia forte, que cresce sem inflação e
gerando empregos. Por fim, houve uma importante redução da pobreza.
POR QUE O NÚMERO
DE MEXICANOS QUE EMIGRAM PARA OS ESTADOS UNIDOS AUMENTOU SE A POBREZA DIMINUIU?
Os atrasos continuam enormes. A pobreza subsiste. Ainda temos carência de
oportunidades e de empregos no México. A parcela da população
que está em idade de trabalhar, estudar ou comprar uma casa é muito
grande. O país não tem capacidade de atender todos esses mexicanos.
O QUE FALTOU PARA O MÉXICO
ATINGIR UM RITMO MAIS ACELERADO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO? Faltou
fazer as reformas estruturais. Somos um governo com minoria no Congresso, e a
oposição resistiu a aprovar essas reformas. O próximo presidente
também terá de governar com uma minoria, mas acredito que vai ter
menos dificuldade para conseguir consenso. Seis anos de experiência nos
ensinaram que temos de colocar os interesses da nação à frente
de interesses partidários ou pessoais. O
SENHOR VÊ SEMELHANÇAS ENTRE O CANDIDATO À PRESIDÊNCIA
LOPEZ OBRADOR E O PRESIDENTE VENEZUELANO HUGO CHÁVEZ? A lei não
me permite opinar sobre as candidaturas. Está claro, no entanto, que o
México não pode uma vez mais desviar o rumo e enveredar pelo populismo
ou pela demagogia. A desordem fiscal, financeira e no Orçamento já
foi a causa de grandes desgraças neste país e de perda de patrimônio
para a maioria dos mexicanos. COMO
O SENHOR VÊ O AVANÇO DO POPULISMO NA AMÉRICA LATINA? Prevalece
na região a lei do pêndulo: os países ora vão para
a esquerda, ora para a direita. Isso provoca inconsistência no processo
de desenvolvimento. A verdade é que só há um modelo que funciona
e dá resultados: o de livre mercado com responsabilidade social. Devido
ao sucesso do Nafta, sou um grande defensor da Alca. Por isso, também,
solicitei a entrada do México no Mercosul. O Uruguai está totalmente
de acordo. Espero que o Brasil e a Argentina nos aceitem em breve. |
| Com
reportagem de Thomaz Favaro |