Lauro Jardim
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Chico Caruso/O Globo
Neofranciscanismo
Adivinhe quem vem para pregar

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| Eu acredito em conversão.
Vocês não? |
GOVERNO
Era melhor antes
O Vox Populi fechou na sexta-feira passada uma
pesquisa que dá bem a medida de quanto FHC andou
se desgastando. A pergunta era: "Você prefere o Fernando
Henrique do primeiro mandato ou o do segundo?" Apenas 7%
dos entrevistados gostam mais do presidente agora, contra
os 54% que escolheram os quatro primeiros anos da era tucana.
Um terço respondeu "nenhum dos dois mandatos".
Orações fortes
O governo anda acompanhando com preocupação
os movimentos da base da Igreja Católica. Acha que
padres e bispos estão muito ouriçados.
Fora, mas nem tanto
Andrea Calabi foi demitido da presidência do BNDES
em fevereiro, mas o que pouca gente sabe é que ele
mantém um pezinho no governo FHC: continua como membro
do conselho de administração da Caixa Econômica
Federal.
RECEITA
FEDERAL
Um auditor nada exemplar
Veja como podem ser frouxas as barreiras para a entrada
de pilantras no serviço público e quase
intransponíveis para botá-los no olho da rua.
Por razões que só a burocracia explica, a
Receita Federal está quebrando a cabeça para
tentar demitir um servidor concursado, dono de um prontuário
de arrepiar. Atenção para o currículo
desse auditor fiscal de Foz do Iguaçu: ele possui
duas carteiras de identidade, seis CPFs e nada menos que
45 processos por estelionato, porte ilegal de arma e até
sonegação de imposto de renda.
ECONOMIA
Emoção para valer 1
Um alto executivo da Coca-Cola fez umas contas para mostrar
quanto era difícil se sair bem na guerra contra as
tubaínas, aqueles refrigerantes populares campeões
do preço baixo e da sonegação de impostos.
Cada garrafa de 2 litros de Coca paga 60 centavos só
de impostos o mesmo que custam as tubaínas ao
consumidor
Emoção para valer 2
O embate com as tubaínas está sugando não
apenas o mercado da Coca-Cola (hoje, um em cada três
refrigerantes vendidos no país é tubaína):
na sofreguidão de baixar os preços para competir,
o lucro da gigante americana no Brasil é hoje 55%
menor que há três anos.
Tempo quente
A briga entre os sócios da Vale do Rio Doce pode
acabar na Justiça. Essa seria a última cartada
de Benjamin Steinbruch para se manter na empresa.
AVIAÇÃO
Procura-se
A Varig vai sair à cata de um superexecutivo para
o cargo de vice-presidente, que está para ser criado.
A idéia é que ele seja uma espécie
de primeiro-ministro da companhia.
Minguando
A Justiça paulista decidiu pela execução
de uma dívida de 30 milhões de reais que a
Vasp tem com a Nossa Caixa/Nosso Banco.
INTERNACIONAL
Bandeira branca
A pequena Suíça tem um projeto
para reformular suas Forças Armadas e definiu que
o equivalente a 5,2 bilhões de dólares do
orçamento federal será dedicado a elas. É
mais da metade do que o Brasil gasta com seus militares.
Nada como um país neutro.
INTERNET
Tudo o que sobe desce.
Ou despenca
Até outro dia, o tom da nova economia eram as notícias
de empresas que passaram a valer bilhões de dólares
em velocidade supersônica. Agora, a coisa virou. Chega
a ser instrutivo correr os olhos pela lista de cotações
das ações da Nasdaq de um ano para cá.
Um exemplo, entre dezenas: nesse período, a Insweb,
uma empresa pontocom, pulou de 2 dólares a ação
para 44 e, na sexta-feira passada, aterrissava novamente
nos 2 dólares. Chegou a hora da depuração
implacável do capitalismo.
EDUCAÇÃO
Menos mal, mas ainda falta
Dados do último censo escolar do MEC revelam que
o porcentual de crianças entre 7 e 14 anos matriculadas
na escola é de 96,2% uma taxa recorde no país.
O problema é que ainda existe 1 milhão de
crianças nessa faixa etária fora dos colégios.
É muita gente.
Nome próprio
Ricardo Stuckert
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| Zeca quer criar o Estado do
Pantanal |
A despeito do marketing, às vezes dá
para entender as razões que levam o governador
Zeca do PT a apoiar a idéia de rebatizar de
Estado do Pantanal o atual Mato Grosso do Sul. Recentemente,
Zeca pediu a sua assessoria que marcasse uma conversa
com o embaixador da Argentina. Quando chegou a Brasília,
a audiência estava confirmada, mas o embaixador
estava à espera de Dante de Oliveira (governador
de Mato Grosso). Outra: a partir deste ano, o Banco
Mundial está liberando 400 milhões de
dólares para obras de saneamento do entorno
do Pantanal. A verba foi dividida meio a meio para
os dois Estados. Só que dois terços
do Pantanal ficam em Mato Grosso do Sul.
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Colaborou: José Edward Lima