Fotos Reuters/Gary
Prior/Antonio Ribeiro
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1
- 1997
14º lugar no ranking
1
600 000 dólares em prêmios
2
- 1998
23º lugar no ranking
700
000 dólares em prêmios
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3
- 1999
5º lugar no ranking
1
600 000 dólares em prêmios
4
- 2000
2º
lugar no ranking
1
000 000 dólares em prêmios até
maio
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Guga,
o azarão que venceu Roland Garros
em 1997, já é o segundo do ranking mundial
e se transformou no esportista brasileiro
mais bem-sucedido da atualidade
Sérgio
Ruiz Luz, de Florianópolis
Gustavo Kuerten é
a maior revelação brasileira nas quadras de
tênis desde os tempos de Maria Esther Bueno, a brasileira
que no começo dos anos 60 foi oito vezes campeã
do exclusivíssimo torneio de Wimbledon, na Inglaterra.
Aos 23 anos, Guga é mais do que uma revelação.
Há uma semana, chegou ao segundo lugar no ranking
mundial das raquetes ao vencer seu sétimo campeonato
e preparava-se para disputar o torneio mais decisivo de
sua carreira, o Roland Garros, em Paris. Foi ali que Guga
apareceu para o mundo do tênis, com a força
de explosão de uma estrela supernova, ao ser campeão
em 1997. Se vencer de novo, poderá ser o primeiro
brasileiro a alcançar o posto de número 1
do mundo. Um fenômeno. Esporte caro, que exige investimento
em raquetes, bolas, quadras e instrutores, o tênis
é praticado por apenas 0,2% da população
brasileira. Essa penetração escassa do esporte
torna ainda mais espantosa a ascensão de Gustavo
Kuerten no pódio internacional, um fenômeno
quase tão inacreditável quanto o Brasil ter-se
tornado uma potência no automobilismo. Nesta semana,
a torcida pela chegada de Guga ao primeiro lugar no ranking
dos melhores tenistas do mundo vai tornar ainda mais intensa
essa sensação.
Oscar Cabral
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Suzete Sandim/Tempo
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| A
boa vida de um tenista: Carnaval no Rio de Janeiro,
surfe em Florianópolis (acima, à dir.)
e música na banda da Copa Davis |
Suzete Sandim/Tempo
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"É o melhor tenista
brasileiro de todos os tempos e continua evoluindo", afirma
o empresário Jorge Paulo Lemann, campeão brasileiro
de tênis na década de 60. Quando se compara
o terreno onde germinou o talento de Guga e o que viu crescer
o americano Pete Sampras, considerado o mais completo tenista
de todos os tempos, fica claro que Gustavo Kuerten, sendo
brasileiro, é um fenômeno único. Perto
de 20 milhões de americanos jogam tênis regularmente.
Os Estados Unidos têm 141 profissionais e sediam 21
torneios oficiais todos os anos. No Brasil de Guga não
mais que 400.000 jogadores batem sua bola. Apenas 25 ganham
algum dinheiro nas quadras. Aqui, só três torneios
(pouco importantes) integram o circuito internacional. Isso
explica em parte por que nunca antes o Brasil teve um Guga.
Mas não explica por que existe um Guga hoje. A Thomaz
Koch, o que chegou mais perto, faltou dinheiro. Para a maioria,
faltou disposição ou talento, ou ambos, em
doses gigantescas. Diz o ex-tenista Dácio Campos,
de São Paulo, que chegou a ser o número 95
no ranking internacional: "Se somarmos todos os jogadores
brasileiros das gerações passadas, não
dá um Guga". Entre os homens, com certeza. Entre
as mulheres o país pode celebrar ter sido o berço
de uma das maiores glórias do tênis mundial,
a paulista Maria Esther Bueno. Hoje com 60 anos e ativa
popularizadora do tênis, ela reinou nas décadas
de 50 e 60 como uma das fenomenais atletas do esporte. Somando
os jogos de simples e duplas, Maria Esther Bueno tem vinte
títulos de Grand Slam, o circuito dos quatro principais
torneios do mundo que, além de Wimbledon e do Aberto
dos Estados Unidos, inclui Roland Garros e o Aberto da Austrália.
Reverenciada até hoje no exterior, ela é descrita
no anuário da Federação Internacional
de Tênis como a "mais elegante e artística
campeã do pós-guerra".
Liane Neves
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| Vanessa Schütz,
a modelo que tirou Guga do sério: "Os olhos verdes
e o bumbum são
meus" |
Quando o tenista começa a respirar o ar rarefeito
do topo, a vida muda. O velho Gol que Gustavo dirigia foi
substituído por um jipe Cherokee. Embora no Brasil
ele não possa mais andar pelas ruas sem ser cercado
por fãs, ainda mora na casa dos pais, onde nasceu,
uma residência confortável, mas sem luxo, no
bairro de classe média de Itacorubi, em Florianópolis.
Mora é exagero. Ele passa 300 dias do ano viajando
pelo mundo e já não aceita hospedar-se em
hotéis baratos, como no início da carreira.
Quando ganhou Roland Garros pela primeira vez, Guga e seu
treinador, Larri Passos, ficaram hospedados no Mont Blanc,
um duas-estrelas meio capenga, bem ao lado do estádio.
No ano seguinte, por superstição, ficou de
novo no Mont Blanc. Foi eliminado na segunda rodada. Agora,
Gustavo Kuerten e seus acompanhantes estão hospedados
num apartamento de três quartos alugado pelo jogador
em Paris. Em seus períodos na Europa, convida para
abrandar a solidão alguns amigos de Florianópolis.
"Nossos outros chapas de adolescência sempre vão
nas viagens. Eu fui convidado, mas ainda não tive
como aceitar", diz um dos amigos de Guga, Perseu Lehmkuhl,
25 anos, instrutor de tênis.
Até a semana
passada, Guga já havia embolsado 5,1 milhões
de dólares em cinco anos de carreira, só em
prêmios. Pelas contas dos marqueteiros, significa
que pode ter ganho outros 10 milhões de dólares
em publicidade. O faturamento do tenista acumulado ao longo
da carreira já deve passar dos 20 milhões
de reais. É mais ou menos o que ganha num ano um
craque consagrado do futebol como Ronaldinho, da Inter de
Milão. Romário, que já passeia de Ferrari
no Rio de Janeiro, ganha 6 milhões de reais por ano
no Vasco. Se Guga chegar mesmo ao topo, seus ganhos podem
se multiplicar. O tenista americano Andre Agassi, que terminou
a última temporada em primeiro lugar no ranking,
fatura cerca de 20 milhões de dólares por
ano. "Nosso contrato está relacionado à posição
que ele ocupa no ranking. Quanto melhor ele se posiciona,
mais dinheiro ganha", afirma Luís Alfredo Maia, representante
no Brasil da Diadora, fabricante italiana de material esportivo
que o acompanha desde o início da carreira. "Guga
tem uma imagem moderna, do garoto que gosta de praia e de
ouvir música. É a imagem que queremos vender
com nossas roupas", diz Maia. A Diadora, com um faturamento
de 300 milhões de dólares por ano, é
uma das maiores empresas do ramo na Europa. Patrocina também
times de futebol, como o Roma e o Parma, da Itália,
e jogadores como Aldair e Roberto Baggio. "Mas o Guga é
nosso principal embaixador internacional", garante Maia.
Fotos Suzete
Sandim/Tempo
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empo
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Para
onde vai o dinheiro:
depois de enfrentar dificuldades para bancar a carreira
de Guga, a família (acima, da esq. para
a dir., a mãe,
Alice, e os
irmãos, Guilherme e
Rafael) agora investe o que ele ganha nas quadras
em negócios como um posto de gasolina e em obras
assistenciais |
Gustavo agora tem de
discutir investimentos com o irmão Rafael, de 26
anos, que gere seu patrimônio. "Guga aceita todas
as minhas ponderações nos negócios",
diz Rafael. Por enquanto, compraram uma escola de tênis,
uma pequena construtora e um posto de gasolina em Florianópolis,
que fica numa avenida à beira-mar e é um dos
maiores da cidade. O resto do dinheiro acumulado por ele
está aplicado em bancos. Parte do total arrecadado
pelo tenista vai para obras sociais. A cada partida disputada,
ele doa 200 dólares a instituições
de caridade. Está criando agora o Instituto Guga,
uma fundação para profissionalizar sua filantropia.
Recentemente, comprou uma casa na cidade para transformar
em abrigo para crianças carentes. Outra vai ser comprada
em breve, com a mesma finalidade. Boa parte desse envolvimento
decorre do fato de que o irmão caçula do tenista
sofre de paralisia cerebral. Guilherme, 20 anos, vive numa
cadeira de rodas, tem convulsões freqüentes
e seu estado de saúde no momento é bastante
delicado. Essa situação uniu a família,
que se reveza nos cuidados com o caçula. Quando está
em casa, Guga faz questão de ajudar a cuidar do irmão.
Com o sucesso vêm
os holofotes e o fim da privacidade. Mais cedo ou mais tarde,
na vida de todos eles parece inevitável o surgimento
de uma mulher bonita que é ou será modelo,
com alguma chance de tornar-se apresentadora de TV, como
ocorreu com Adriane Galisteu, a última namorada de
Ayrton Senna, ou com Susana Werner, a ex do jogador Ronaldinho.
Nessa fórmula, costuma também surgir alguma
turbulência para o esportista. No caso de Guga, a
ex-namorada, Vanessa Schütz, tem 19 anos, é
modelo e exibe, além dos olhos esverdeados, um corpo
capaz de provocar tanta vibração no ar quanto
um saque de 200 quilômetros por hora. Vanessa, um
desconforto visível para a família Kuerten,
já está fazendo carreira como a ex do Guga.
Retratada em poses sensuais em reportagens que todos os
órgãos de imprensa se apressaram em fazer,
ela reservou uma bomba para o ex-namorado ciumento: aceitou
posar nua para a Playboy. Será capa da revista
de julho. "Acho inaceitável ela estar usando o nome
do Guga para se promover", afirma Rafael. "Namoro é
coisa pessoal e não fica bem aparecer detalhes em
jornais e revistas." Vanessa acha que tem, sim, todo o direito
de falar o que quiser sobre seu relacionamento com o esportista
famoso. "O Guga me colocou na mídia, mas os olhos
esverdeados e o bumbum são meus", responde a nova
modelo, cujo ídolo declarado é Adriane Galisteu.
"Vou seguir os passos de Adriane", diz Vanessa, com o olhar
sonhador. Ela já tem testes marcados para tentar
ser apresentadora da MTV e do canal esportivo Sportv.
Os familiares e os
amigos temem que Guga possa aborrecer-se com a súbita
notoriedade da ex-namorada. "O Guga é fantástico
quando está atuando com a cabeça fresca, mas
se torna um jogador muito inferior se pressionado por alguma
coisa fora das quadras", afirma Thomaz Koch, 55 anos, uma
das glórias do tênis brasileiro. Até
Vanessa se preocupou com a questão quando estava
com Guga. "Meu pavor era ser acusada de ter atrapalhado
a carreira dele", diz ela. "Por isso, procurava ficar na
minha. Passávamos muito tempo separados, a família
dele tinha ciúme porque era mais uma pessoa para
dividir o pouco tempo disponível do filho em Florianópolis.
O técnico Larri Passos também achava que o
namoro tirava a concentração do Guga", conta
Vanessa.
AFP
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| Com Larri
Passos, o
treinador que o acompanha desde os tempos de vacas magras
mas que já fez seu primeiro milhão |
O treinador Larri Passos não gostava mesmo nada do
namoro. Ele é parte indivisível do time Guga.
Do total de prêmios faturados pelo jogador, 20% ficam
nas mãos do técnico. Com isso, nos cinco anos
de carreira profissional do pupilo, ele já fez o
primeiro milhão de dólares de sua vida. Nascido
no município de Rolante, no interior do Rio Grande
do Sul, Larri transformou-se numa espécie de pai
adotivo desde que o pai verdadeiro de Guga morreu, quando
ele tinha 10 anos. Viaja para o exterior com o tenista há
mais de dez anos e, da adolescência do aluno até
hoje, cuida sozinho de toda a sua preparação
técnica. Larri nunca se incomodou com o hábito
do tenista de cercar-se dos amigos de praia até fora
do Brasil, ainda que pagando as despesas deles com o próprio
dinheiro, mas ficou preocupado quando o relacionamento com
Vanessa começou a estreitar-se.
Agora Gustavo Kuerten
está solteiríssimo. Nessa nova condição,
reaproximou-se dos amigos. Nos momentos em que está
em Florianópolis, freqüenta com a turma o Café
Cancun, a boate mais badalada da cidade. Gosta tanto do
lugar que comprou um apartamento num prédio vizinho
no ano passado. "Ele disse para mim que vai ser o seu canto
quando estiver na cidade", afirma a mãe, Alice Kuerten.
Quem convive com Guga atesta também que a fama em
nada mudou seu temperamento afável, carismático
e simples. "Ele não tem noção de que
virou um ídolo internacional", diz o amigo do peito
Sérgio Viana. Outro de seus passatempos prediletos
fora das quadras é o surfe. Em seu quarto, decorado
com retratos do músico jamaicano Bob Marley e do
ex-tenista americano John McEnroe, Guga tem uma coleção
de seis pranchas, uma série de roupas emborrachadas
especiais para cair no mar gelado e um relógio sob
medida para quem gosta de pegar ondas. No mostrador de cristal
líquido, aparecem informações úteis,
como o comportamento das marés e a temperatura da
água. Sobre a prancha, é um desastre. Mal
consegue manter-se em pé pelo tempo necessário
para ser levado até a praia. "O surfe para ele é
uma válvula de escape ", afirma Bira Schauffert,
28 anos, um de seus companheiros de prancha.
Outra diversão,
essa mais barulhenta, é a música. Com um microfone
na mão, o tenista maltrata diversos estilos, do heavy
metal ao pagode. Em casa, tem uma coleção
com mais de 500 CDs. Apesar do ecletismo, seu grande ídolo
nessa área é mesmo Bob Marley, que morreu
em 1981, popularizador do reggae e da maconha. Recentemente,
Guga aproveitou o período em que estava se recuperando
de uma contusão para começar a aprender a
tocar violão. Hoje, imagina que distrai os amigos
ao tocar músicas de Gilberto Gil e dos grupos Jota
Quest e Paralamas do Sucesso. O violão viaja com
ele na bagagem, ao lado das raquetes, e o tenista instalou
em casa um aparelho de videokê. Os amigos brincam
que ele costuma programar o aparelho para dar nota 100 sempre
que empunha o microfone.
Assim como o penteado
anárquico e o uniforme policrômico tornaram-se
elementos associados a Gustavo, seu jogo também vai
adquirindo características cada vez mais individualizadas.
Com 1,91 metro de altura e 81 quilos, Guga tem um biótipo
ótimo para o tênis. Sua "paralela de esquerda",
a bola que é rebatida rente à linha lateral
da quadra, é um primor de técnica e precisão.
"Em seu último jogo, mostrou que não ganha
só com a força do saque. Ele consegue parar,
pensar, mudar a tática de jogo. É isso que
faz a diferença de um bom jogador e um grande campeão",
diz Dácio Campos. Além do talento natural,
seu aperfeiçoamento é resultado também
de um treinamento que em intensidade e constância
só tem paralelo nos quartéis de pára-quedistas.
Com esforço diário, a velocidade máxima
de seu saque subiu de 206 para 212 quilômetros por
hora. Hoje o saque do brasileiro só perde em eficiência
para o do campeoníssimo Pete Sampras. Quando está
sacando, ele consegue marcar pontos em 82% das oportunidades.
"Não é só a velocidade que melhorou
nesse fundamento do jogo. Melhorou também a variação
do saque. De uma jogada para outra, Guga muda o ângulo,
o efeito, a força. O adversário nunca sabe
o que ele vai fazer", diz o técnico de tênis
Marcelo Meyer.
Em Roland Garros, o
fenômeno Gustavo Kuerten vai ser testado à
exaustão. Sua concentração, precisão
e força dos saques estarão sendo desafiadas
por adversários poderosos. Para quem chegou a segundo
do mundo em pouco mais de dois anos de carreira, não
será tão impossível escalar ainda outro
furo e atingir o primeiro posto. Mesmo que perca em Roland
Garros, a trajetória de Guga para o topo é
uma possibilidade que parece fortalecer-se cada vez mais.
O sonho de ser
Guga
Ser Guga no país
dos Ronaldinhos não é fácil.
Jogador de tênis fora de série, o Brasil
só teve um Maria Esther Bueno, que ganhou
vinte títulos de Grand Slam. Veja por que outros
não chegaram aonde Guga está:
Liane Neves
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THOMAZ KOCH
(jogou de 1962 a 1981, chegou
ao 24º lugar no ranking)
"Faltou
uma programação mais inteligente. Tinha
de jogar para sobreviver. Nunca tive a chance de participar
do Aberto da Austrália. Faltava grana. Estar
entre os melhores do mundo não é questão
de sorte, mas mérito.
Eu ganhava e perdia.
Era só mais um."
Luis Dantas
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CARLOS ALBERTO
KIRMAYR
(jogou de 1971 a 1987, chegou
ao 32º lugar no ranking)
"Minha
carreira como tenista foi muito tardia e menos focada
que a do Guga. Virei tenista por acaso. Atingi o auge
aos 32 anos. Não havia profissionalismo no
tênis do Brasil. Nessa época, as pessoas
jogavam para se divertir e para viajar pelo mundo."
Eliane Coster
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JAIME ONCINS
(joga desde 1987, chegou ao
34º lugar no ranking)
"Em 1993,
estava numa fase muito boa, mas não soube lidar
com as pressões. Perdi a posição
no ranking e a confiança. Não sei até
onde poderia ter chegado. Devo ter errado em alguma
coisa. Quando olho para trás, penso que poderia
ter feito mais."
Luiz Doro
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LUIZ MATTAR
(jogou de 1986 a 1995, chegou
a 29º lugar no ranking)
"Antes de
jogar, preferi estudar engenharia. Só aos 22
anos decidi fazer carreira no tênis. Perdi uns
cinco anos de adaptação e de experiência.
Se tivesse dado prioridade ao esporte, não
digo que seria um Guga, mas teria alcançado
melhor posição no ranking."
Carol do Vale
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MARCELO SALIOLA
(jogou de 1987 a 1992, foi campeão
mundial juvenil)
"Tinha tudo:
talento, técnica, um excelente treinador, patrocinadores.
Só faltou vontade e cabeça de querer
encarar o circuito, que é longo e cansativo.
Optei por ter uma vida mais recatada. Nunca vou ganhar
o que o Guga já ganhou, mas prefiro meu estilo
de vida."
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Com
reportagens de Eduardo Nunomura
e Fabio Schivartche
Saiba
mais |
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