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• Televisão: The Pacific, a minissérieInternacionalOs prisioneiros de ChávezO
venezuelano mandou prender três homens cujo único
crime
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Fotos Yunio
Lugo/Archivo Latino, Leonardo
Ramírez /AP e Reuters![]() |
| VÍTIMAS
DO AUTORITARISMO Zuloaga, dono da Globovisión, é detido no aeroporto (no destaque). À direita, o ex-governador Oswaldo Paz: opinar é crime |
Se
ainda havia dúvidas de que o regime venezuelano já atingiu o estágio
ditatorial, elas desapareceram na semana passada, quando o presidente Hugo Chávez
mandou prender três opositores ao seu projeto autoritário. Na segunda-feira,
Oswaldo Álvarez Paz, ex-governador do estado de Zulia, foi detido em Caracas.
Ele havia comentado em um programa de televisão sobre as relações
entre o presidente e os narcoguerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc) e os terroristas bascos do ETA. Na quinta-feira, foi
a vez do deputado federal Wilmer Azuaje e do dono do canal de televisão
Globovisión, Guillermo Zuloaga. Azuaje acusa a família do presidente
de corrupção no estado de Barinas. Zuloaga, por sua vez, preside
o único canal de TV que não se submeteu à mordaça
chavista todos os demais foram comprados, expropriados ou cooptados
pelo regime. Em uma reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP),
realizada em Aruba, Zuloaga declarou: "Não se pode falar em liberdade
de expressão em um país quando o governo usa a força
para fechar os meios de comunicação". Chávez sen-tiu-se
"ofendido e vilipendiado". Zuloaga foi detido quando embarcava para
passar a Páscoa em uma ilha caribenha. Foi interrogado e solto algumas
horas depois, mas permanece proibido de deixar o país.
A Venezuela tem quarenta presos de consciência. Entre eles estão jornalistas, políticos, militares e uma juíza, María Lourdes Afiuni, que determinou a libertação de um empresário detido, sem julgamento, por quase três anos. A repressão cresce à medida que a economia venezuelana afunda e as eleições legislativas se aproximam. Neste ano, a inflação deve chegar a 40%. O país vive apagões constantes e, para economizar eletricidade, Chávez decretou três dias de feriado. Nas eleições deste ano, o presidente corre o risco de perder a maioria na Assembleia Nacional isso se ele não empastelar completamente as eleições, como tentou fazer das últimas vezes. Enquanto o pleito não chega, o caudilho impõe medo à população e censura o seu acesso a informações independentes. Com as prisões da semana passada, Chávez deixou claro do que é capaz.
Juan
Barreto/AFP![]() |
| SEM
TRÉGUA Chávez: prisões para contornar a crise energética e popularidade em baixa |