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Home  »  Revistas  »  Edição 2158 / 31 de março de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Morte de Glauco e o daime (capa)
Delúbio Soares palestra sobre ética
Lula mensageiro da paz
Guerra dos royalties do petróleo
Caso Bancoop

Morte de Glauco

"Perfeita a abordagem da reportagem de capa de VEJA. Espero que tenha sido um alerta a todos sobre o uso de drogas ilícitas e ‘lícitas’. Nesse caso, foi uma grande tragédia, para o Glauco, para o Eduardo e para seus familiares, vítimas dessa combustão tóxica, legalizada pelas autoridades."
Rita Daniela Battesini
São Paulo, SP

Parabéns pela reportagem "Alucinação assassina" (24 de março). É doloroso saber que pelo menos três vidas foram ceifadas por causa desse fato. Espero sinceramente que ele sirva para que o preconceito e o desconhecimento a respeito da doença mental sejam combatidos e que outras vidas sejam poupadas. A reportagem de VEJA vem em apoio a isso, sem apontar culpados, mostrando claramente causas e efeitos de uma droga sobre um organismo já debilitado. Nada melhor do que um "chá de realidade", de pés no chão, para enfrentar as situações das quais, às vezes, tentamos fugir desesperadamente.
Sandra Valéria Piccolo
Campinas, SP

Sou mãe de um daimista. O que o pai do Cadu disse é puramente a verdade. Muito mais coisas acontecem depois que esses jovens se tornam fardados; pior ainda, viram escravos da seita. E como é difícil libertá-los! Os líderes devem parar de usar esse alucinógeno (25 reais a dose). O meu filho estuda na USP, só que depois que entrou para a seita está perdendo a vontade de continuar, fica alienado, dizendo um monte de coisas que nunca aconteceram; parece que lhe foi feita alguma lavagem cerebral. Choro dia e noite, pois é o meu filho único que a seita está me roubando.
Rosangela Aparecida da Silva Araujo Dias
São José dos Campos, SP

Não encontro justificativa para a utilização de drogas comprovadamente alucinógenas de forma individual ou grupal, acobertadas por seitas religiosas. Muito me assusta que pessoas que detêm o poder valorizem e promovam essas comunidades. Quantos depressivos ou psicóticos estarão piorando seu quadro mental e colocando em risco sua vida e a de outros?
Glaucia Maria Duarte
Médica
Vitória, ES

Droga é droga em qualquer situação. As justificativas é que são volúveis e sempre acabam em tragédias pessoais.
Sergio Newton de Mello
Por e-mail

Em 27 de maio de 1998, VEJA trouxe em sua capa uma indagação: "Eles precisavam morrer?". Ao lado da pergunta, fotos de dezenove jovens de classe média que haviam morrido em decorrência do uso de drogas. Em 13 de setembro de 2000, a revista abordou a situação do chá de ayahuasca, na reportagem "O barato legal". O subtítulo da matéria dizia que "o chá de ayahuasca é uma droga como qualquer outra, mas o governo faz vista grossa". As últimas vidas perdidas para as drogas foram a do cartunista Glauco e a de seu filho Raoni. Mais uma vez, VEJA dedicou sua capa ao assunto, questionando a tolerância com a droga usada pelos adeptos da seita do Santo Daime. Mas o tema não foi abordado somente na reportagem de capa, pois a revista o tratou também na Carta ao Leitor, o espaço nobre que reflete a sua posição oficial a respeito dos assuntos. Intitulado "Alucinação e civilização", o texto deixou no ar a pergunta: "Talvez Glauco ainda estivesse vivo se Carlos Eduardo estivesse sendo submetido a tratamento psiquiátrico adequado?". A esse respeito, penso que precisamos fazer uma profunda reflexão sobre o posicionamento de toda a sociedade brasileira. Devemos nos questionar até quando haveremos de ter capas de revistas importantes como VEJA mostrando tragédias iguais às relatadas acima, sem que o nosso país tenha uma política consistente de tratamento das doenças mentais, entre as quais se incluem as dependências químicas. Até quando?
José Elias Aiex Neto 
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR

Alexandre Schneider
Droga legal
Carlos Grecchi, pai de Carlos Eduardo, o assassino confesso de Glauco e Raoni: "Tentei convencê-lo a não ir mais ao Céu de Maria. Em 2007, fui até lá pedir pessoalmente que não o deixassem mais tomar o chá. O Glauco disse que não podia fechar as portas para ninguém. Minha mãe, que tem 80 anos, também foi reclamar, mas ofereceram o chá a ela"

 

Robert Shiller

Conheço o trabalho de Shiller e já publiquei textos sobre o assunto (Entrevista, 24 de março). Mas tendo a discordar dele quando passa da teoria para a prática. A ideia de incluir psicologia na economia já deu pelo menos dois prêmios Nobel (Simon e Kahneman), mas há muita dificuldade para formar uma teoria sólida que responda às grandes questões da economia mundial. Creio que ela serve para advertir que não somos infalíveis. Cometemos erros por desvios cognitivos e não conseguimos mensurar todas as probabilidades. A teoria e a análise econômica devem tentar incorporar isso. Mas vejam que ele não consegue responder de forma clara à questão sobre o grau de interferência que o estado deve ter na economia ou como deve ser a regulação financeira. Para responder a isso, eu ainda estou com a teoria econômica que dá apoio aos valores de Reagan, Thatcher e Washington. Eles mostraram o que funciona. No fim, os governantes devem observar os valores democráticos e defender a livre iniciativa (livre da incompetência estatal).
Pedro Erik A. Carneiro
Cambridge, Inglaterra

 

O mensageiro da paz

Perfeita a análise de VEJA sobre a viagem do presidente Lula ao Oriente Médio ("No tropeço, aprende-se a andar", 24 de março). Quanta arrogância, quanta grosseria, quanta ignorância! O Brasil se apresenta como negociador internacional a 10000 quilômetros de casa, num caso antigo e complicadíssimo, enquanto não consegue resolver assuntos básicos com seus vizinhos do Mercosul. E nem isento é, pois mal acaba sua visita a Israel já chega criticando aquele país junto às autoridades palestinas. Por fim, não sei se é ignorância ou má-fé o presidente Lula sugerir que a Síria e o Irã deveriam ajudar nas conversações de paz entre israelenses e palestinos. Logo o Irã do presidente Ahmadinejad, que não se cansa de repetir que seu desejo é "riscar Israel do mapa", no que é aplaudido pela Síria?
Selma Beila Chvidchenko
Rio de Janeiro, RJ

Lula achou que ia resolver o histórico conflito entre judeus e palestinos com os seus discursinhos para analfabetos e ignorantes ou as suas performances de palanque que não enganam mais ninguém. O nosso pretensioso "estadista" deve descer do pedestal e dar uma voltinha por aqui mesmo, nas cidades brasileiras, para constatar a legião de moradores de rua, de crianças abandonadas, de famílias desesperadas que perambulam sem emprego, sem destino e sem esperança.
Victor Germano Pereira
São Paulo, SP

Às vezes, penso que o presidente Lula recebeu a visita do anjo Miguel, que, em nome do Altíssimo, lhe transmitiu a incumbência de acabar com a "rixa milenar" existente entre os filhos de Abraão, Ismael e Isaac, coisa que nem Jesus conseguiu.
Hélcio Morgado
Rio de Janeiro, RJ

A diplomacia brasileira é pautada pelo pragmatismo, mas o presidente Lula confunde pragmatismo com megalomania. O barão do Rio Branco deve estar se remoen-do em seu túmulo.
João Paulo Tamm
Belo Horizonte, MG

Lula, aliado, fiel escudeiro e principal porta-voz do tirano Ahmadinejad no Ocidente, tentou bancar o pacificador em Israel. Saiu de lá com o "rabino" entre as pernas.
João Paulo Medrado
Belo Horizonte, MG

 

Delúbio Soares

De início, pensei estar diante de uma piada ("Onde está Wally?", 24 de março). Ao ver que não, imaginei: então deve ser uma palestra para integrantes do PT, apadrinhados e colegas de profissão (José Dirceu, Pedro Corrêa, Marcos Valério, Silvio Pereira, Adalberto do Dinheiro na Cueca, José Roberto Arruda e outros). Saber que era de fato para uma turma de formandos me deixou indignado e triste. Pois bem, ainda não perdi essa teimosa capacidade de me indignar. Mas eu estava certo, é uma piada mesmo. Quem lá compareceu deve ter dado boas gargalhadas da grotesca solenidade e do bisonho palestrante. Sugestão: convidem o Fernandinho Beira-Mar para proferir a aula inaugural da próxima turma.
Marcio Guedes Nogueira
Fortaleza, CE

Quando se pensa que já se viu de tudo nesta vida, aparece Delúbio Soares dando aula de ética na política. É a piada do ano!
Bernardo Hassel Mendes da Silva
Ceres, GO

Ao escolherem Delúbio Soares como patrono, os formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba emporcalharam seu diploma e demonstraram não ter assimilado o sentido daquilo que cursaram.
Bruno P. Malburg
Blumenau, SC

Eu sempre soube que o trote é dado nos calouros no início dos cursos. Parece que os 22 formandos de Goiatuba resolveram inovar. Criaram o trote de fim de curso.
Humberto de Luna Freire Filho
São Paulo, SP

 

A guerra dos royalties

O Rio de Janeiro fez um grande movimento para garantir intocada sua fatia nos royalties do petróleo ("A revolta dos royalties", 24 de março). Uma coisa ficou clara: quem não sabia nada sobre o assunto ficou sabendo e quem já sabia, mas não tinha noção de quanto era, agora sabe que são 7,3 bilhões de reais por ano que estão em jogo. O governo não pode mais alegar que não tem dinheiro para saneamento básico, educação, saúde, transporte etc. É necessário lembrar que essa dinheirama toda é receita além dos impostos arrecadados. Precisamos saber onde foi empregado o montante do dinheiro dos royalties recebido nos muitos anos anteriores. As pessoas que se envolveram, direta ou indiretamente, com a manifestação querem transparência e prestação de contas de como é empregado esse dinheiro.
José Luiz J. Salgado
Rio de Janeiro, RJ

Se um lado tem de dividir algo com os estados e municípios não produtores de petróleo, esse lado é o da União, que fica com um porcentual da exploração. Penalizar os que hoje usufruem os recursos da extração de petróleo é um engodo de ano eleitoral que dá a falsa sensação de que municípios e estados não produtores poderão enriquecer de uma hora para outra. Em contrapartida, o município de Campos dos Goytacazes e o estado do Rio de Janeiro declararão sua falência, pois seus orçamentos contam em alta porcentagem com o dinheiro dos royalties. Além disso, o mais grave: zombam da Constituição Federal, rasgando-a em praça pública.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ

 

Veja Essa

Em relação à frase publicada na seção Veja Essa (24 de março), o Walmart informa que, segundo a polícia americana, foi um cliente (um garoto de 16 anos) que usou um dos microfones da loja de Nova Jersey e ordenou aos clientes negros que saíssem do estabelecimento. O Walmart repudia veementemente qualquer tipo de discriminação e colaborou com as investigações das autoridades. O adolescente foi detido e liberado em seguida. A loja já modificou seu sistema interno de som para que isso não volte a acontecer.
Luiz Herrisson
Diretor de comunicação do Walmart Brasil 
Por e-mail

 

Crimes de trânsito

Na Câmara dos Deputados existem projetos que preveem pena de reclusão para esse tipo de homicídio. O combate mais eficiente aos acidentes mostra que não é o simples endurecimento da legislação, mas a certeza de fiscalização e punição, que ajudam a coibir o comportamento de risco. É preciso lançar uma campanha para a realização de 1 milhão de testes de bafômetro em todo o país, para retirar de circulação o condutor que dirige sob a influência de álcool. Isso é uma recomendação da OMS, que funciona tal qual uma campanha de vacinação. Felizmente, o Rio de Janeiro dá o bom exemplo na implementação da Lei Seca ("Crimes sem punição", 17 de março).
Beto Albuquerque
Deputado federal (PSB/RS) e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro
Brasília, DF

 

Minas Gerais

Em relação ao artigo "Área de risco" (J.R. Guzzo, 17 de março), o governo de Minas esclarece que a construção da Cidade Administrativa cumpre o planejamento definido no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), aprovado em 2003 com diretrizes e metas traçadas até o ano de 2023. Nele, três projetos estruturadores foram definidos para dar eficiência à gestão e aos serviços públicos. São eles: Choque de Gestão: Pessoas, Qualidade e Inovação na Administração Pública; Modernização da Receita; e Centro Administrativo de Minas Gerais. A escolha da região norte de Belo Horizonte para a localização do complexo foi precedida de estudos que indicaram a importância de dotar a capital de novo ordenamento urbano, criando um polo de crescimento a partir de áreas que se encontravam em severo processo de empobrecimento. A transferência da administração direta e indireta para essa região não afeta o centro de BH, uma vez que, do total de 53 endereços por onde se espalhava a administração estadual, apenas dois se localizavam na região central. Já os cálculos que indicam economia de 92 milhões de reais ao ano a partir da centralização administrativa foram auditados pela BDO Trevisan, a terceira maior empresa de auditoria do mundo, com atuação em 110 países. Sobre o futuro do Palácio da Liberdade, o prédio permanecerá sediando solenidades oficiais e, após seu acervo ter sido integralmente restaurado neste governo, ele também será aberto à população dentro do Circuito Cultural da Praça da Liberdade.
Hugo Teixeira
Superintendente de imprensa do governador de MG
Belo Horizonte, MG


Holofote

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é regido por um conselho deliberativo formado por treze entidades da iniciativa privada e governamentais. Cabe à diretoria executiva da instituição implantar o programa de trabalho previamente aprovado pelos conselheiros. É necessário aprovar uma lei no Congresso Nacional para incluir ou excluir entidades no conselho deliberativo do Sebrae (Holofote, 17 de março). 
Cândida Bittencourt
Gerente da Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae
Por e-mail

Distrito Federal

Não está correta a informação contida na matéria "Vai sobrar alguém?", publicada na última edição da revista VEJA, que afirmou que o governador em exercício do DF, Wilson Lima, é réu em processo por improbidade administrativa. Na verdade, existe uma ação contra os membros da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, da qual ele era o primeiro-secretário, mas que ainda não foi recebida pelo juiz. Portanto, nem ele nem os demais deputados são réus nessa ação.
André Duda
Secretário de Comunicação Social do GDF
Brasília, DF

 

Cezar Peluso

A Associação Paulista de Magistrados repudia o contido na reportagem "Muito saber, poucas palavras" (24 de março), quando afirma que o "...Conselho Nacional de Justiça, o prestigioso CNJ, que cresceu em importância nos últimos tempos ao jogar luz nos porões corruptos dos tribunais estaduais e estabelecer metas de produtividade para os juízes". Em 2009, foram proferidos mais de 5 milhões de sentenças e realizaram-se quase 1,5 milhão de audiências, apenas em primeiro grau. Em segunda instância os números também são superlativos, afinal foram exarados mais de 800 000 votos pelos desembargadores paulistas. Noutras palavras, a produtividade dos magistrados de São Paulo é considerada uma das mais elevadas do mundo. Intuitivo que os tribunais estaduais – assim como todos os outros – são, sim, passíveis de falhas e desvios. É imprescindível esclarecer, entretanto, que generalizações são perigosas e desqualificam o trabalho de magistrados sérios e dedicados. O próprio ministro Peluso iniciou sua vida forense na Justiça Estadual de São Paulo, sendo o único juiz de carreira na atual composição do Supremo Tribunal Federal.
Desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti
Presidente
São Paulo, SP

Conversa

Na seção Conversa, com Maurílio Almeida, a cidade de Alagoinha foi colocada no sertão de Pernambuco. A cidade situa-se na região do agreste central do estado.
Antônio Farias
Recife, PE

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