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Home  »  Revistas  »  Edição 2158 / 31 de março de 2010


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Conversa com Adhemar Alves Aguiar

"O que é meu está guardado"

O empresário paulistano Adhemar Alves Aguiar, de 40 anos,
diz ser herdeiro do ex-deputado Adhemar de Barros Filho, de 80.
Ele conta que o político teve um relacionamento com sua mãe
e a engravidou, mas, como era casado, não assumiu a paternidade.
Agora, Aguiar quer ser reconhecido como um integrante da família Barros


Júlia de Medeiros

Carol Carquejeiro
ADHEMAR: num homem
atento às "oportunidades"


Desde quando você sabe que Adhemar de Barros Filho é seu pai?
Desde os 6 anos de idade. Isso nunca foi segredo na minha família. Ele, inclusive, é meu padrinho de batismo.

Como é a relação de vocês?
Ele pagou meu colégio. Costumava me chamar de "xará", mas sempre senti que minha presença o incomodava.

Por que você decidiu pedir o reconhecimento de paternidade agora?
Meus filhos têm o direito de conhecer o avô. Tenho orgulho de ser da família Barros, tão importante para a história de São Paulo e do Brasil. Quero isso nos meus documentos e nos dos meus filhos.

E o dinheiro, não quer?
É uma consequência. Meu padrinho, ou melhor, meu pai, sempre falou que o que é meu está guardado. Não me importo se vou receber 1 centavo ou 1 milhão, mas quero que ele assuma comigo a postura de pai. Ele deu emprego a tanta gente, encaminhou tantas pessoas para a política... Eu nunca pude usufruir oportunidades como essas.

O que ele diz sobre isso?
Ele concordou em fazer o exame de DNA, mas não apareceu no laboratório. Também não retorna minhas ligações há mais de um ano. Agora, o caso está nas mãos da Justiça.

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