Edição 1847 . 31 de março de 2004

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Beleza
Bronzeado a jato

Nova técnica aplica líquido autobronzeador
como se fosse pintura de carro


Claudio Rossi
Sheila enfrenta o jato: uma sessão de quarenta minutos e duas semanas de cor


Charlize Theron, Sandra Bullock, Jennifer Lopez – em pleno inverno americano, essas e outras estrelas desfilaram pelo tapete vermelho do Oscar e cerimônias do gênero ostentando um bronze digno de carioca em fevereiro. A maioria (não Charlize, que pegou o seu no Brasil mesmo) bronzeou-se entre quatro paredes, com a janela fechada, usando autobronzeadores, substâncias cada vez mais populares que se apresentam na forma de creme, musse, spray e, recém-chegado ao Brasil, jato de ar. Essa técnica, que lembra muito a das cabines de pintura de automóveis, requer uma pistola de jato de ar e um aplicador, encarregado de pulverizar o autobronzeador no corpo do cliente. A aplicação dura entre quinze e vinte minutos e a secagem, outros vinte, no mínimo (mais oito horas sem tomar banho nem fazer atividade física com transpiração). Em algumas horas já se pode ver o resultado e em dois dias se atinge a cor desejada.

Os autobronzeadores existem desde a década de 60, quando a substância dihidroxiacetona (DHA) começou a ser usada para recriar o efeito do bronzeado natural, interagindo com as células mais superficiais da pele e dando-lhe um tom amarronzado. O bronzeado some em três semanas, com a morte e a substituição dessas células, um processo constante. O que começou como um creme pegajoso, sujeito a manchas e irritações de pele, foi se sofisticando até atingir, hoje em dia, status de cosmético sério e, dependendo da marca, muito caro. O mesmo processo alimenta o bronzeamento a jato, que custa de 40 a 100 reais a sessão e, no Brasil, ganha os nomes (todos em inglês, evidentemente) de Jet Bronze, desenvolvido por uma empresa de Porto Seguro, na Bahia; Instant Bronze, uma franquia americana; e SunPower, que usa tecnologia argentina e leva na fórmula boa dose de açúcar mascavo. Sheila Melo, 25 anos, ex-musa do grupo É o Tchan, veterana dos métodos de bronzeamento, aprovou o sistema a jato de ar. "O difícil é ficar parada, quietinha, nos quase quarenta minutos que duram a aplicação e a secagem", avisa.

 
 
 
 
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