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Beleza
Bronzeado
a jato
Nova
técnica aplica líquido autobronzeador
como se fosse pintura de carro
Claudio Rossi
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| Sheila
enfrenta o jato: uma sessão de quarenta minutos e duas
semanas de cor |
Charlize Theron, Sandra Bullock, Jennifer Lopez em pleno
inverno americano, essas e outras estrelas desfilaram pelo tapete
vermelho do Oscar e cerimônias do gênero ostentando
um bronze digno de carioca em fevereiro. A maioria (não Charlize,
que pegou o seu no Brasil mesmo) bronzeou-se entre quatro paredes,
com a janela fechada, usando autobronzeadores, substâncias
cada vez mais populares que se apresentam na forma de creme, musse,
spray e, recém-chegado ao Brasil, jato de ar. Essa técnica,
que lembra muito a das cabines de pintura de automóveis,
requer uma pistola de jato de ar e um aplicador, encarregado de
pulverizar o autobronzeador no corpo do cliente. A aplicação
dura entre quinze e vinte minutos e a secagem, outros vinte, no
mínimo (mais oito horas sem tomar banho nem fazer atividade
física com transpiração). Em algumas horas
já se pode ver o resultado e em dois dias se atinge a cor
desejada.
Os
autobronzeadores existem desde a década de 60, quando a substância
dihidroxiacetona (DHA) começou a ser usada para recriar o
efeito do bronzeado natural, interagindo com as células mais
superficiais da pele e dando-lhe um tom amarronzado. O bronzeado
some em três semanas, com a morte e a substituição
dessas células, um processo constante. O que começou
como um creme pegajoso, sujeito a manchas e irritações
de pele, foi se sofisticando até atingir, hoje em dia, status
de cosmético sério e, dependendo da marca, muito caro.
O mesmo processo alimenta o bronzeamento a jato, que custa de 40
a 100 reais a sessão e, no Brasil, ganha os nomes (todos
em inglês, evidentemente) de Jet Bronze, desenvolvido por
uma empresa de Porto Seguro, na Bahia; Instant Bronze, uma franquia
americana; e SunPower, que usa tecnologia argentina e leva na fórmula
boa dose de açúcar mascavo. Sheila Melo, 25 anos,
ex-musa do grupo É o Tchan, veterana dos métodos de
bronzeamento, aprovou o sistema a jato de ar. "O difícil
é ficar parada, quietinha, nos quase quarenta minutos que
duram a aplicação e a secagem", avisa.
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