Edição 1847 . 31 de março de 2004

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Carta ao leitor
Os segredos do
PROVÃO

Capas de VEJA sobre o ensino superior: tema constante na revista


Por uma tradição firmada ao longo de 35 anos, VEJA sempre se posicionou vigorosamente a favor de toda iniciativa que aumente a transparência e a confiabilidade das instituições do país. Na área da educação superior, uma das iniciativas mais bem-sucedidas é o Exame Nacional de Cursos, conhecido nacionalmente como Provão, que desde 1996 mede o grau de preparo dos alunos em seu último ano de faculdade. Como as avaliações tendem a deixar os avaliados tensos e inseguros, o Provão despertou toda sorte de resistência em setores acadêmicos acomodados, francamente obscurantistas ou apenas ideologicamente contrários a qualquer exame comparativo de desempenho. Por essas razões, o Provão nunca chegou a ser unanimidade entre os educadores brasileiros.

Talvez para não acirrar ainda mais os ânimos, o Ministério da Educação (MEC) se recusava a divulgar as notas obtidas pelos cursos, através das quais se poderia, em última análise, fazer uma lista das melhores faculdades do país. O MEC preferia tornar públicos apenas os conceitos de A a E. Na semana passada, VEJA teve acesso à média das notas de 0 a 100 obtidas pelos universitários que fizeram o Provão no ano passado. Com elas foi possível, pela primeira vez, fazer um ranking de desempenho com os dez melhores cursos universitários do país em 26 carreiras. As notas dão uma visão muito mais clara da diferença de preparo dos alunos e da qualidade das faculdades que os formaram. "Pelos resultados pode-se ver, por exemplo, que muitas vezes uma faculdade que recebeu o conceito A teve uma nota numérica medíocre, como meros 50 pontos", diz a jornalista de VEJA Monica Weinberg, que produziu a reportagem. O governo do PT, depois de muita vacilação, decidiu manter o Provão, mas com as provas sendo realizadas apenas a cada três anos. O lado bom é que o MEC vai passar a divulgar a lista com as notas, como a que VEJA publica nesta semana.

 
 
 
 
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