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Carta
ao leitor
Os segredos do PROVÃO
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Capas
de VEJA sobre o ensino superior: tema constante na revista |
Por
uma tradição firmada ao longo de 35 anos, VEJA sempre
se posicionou vigorosamente a favor de toda iniciativa que aumente
a transparência e a confiabilidade das instituições
do país. Na área da educação superior,
uma das iniciativas mais bem-sucedidas é o Exame Nacional
de Cursos, conhecido nacionalmente como Provão, que desde
1996 mede o grau de preparo dos alunos em seu último ano
de faculdade. Como as avaliações tendem a deixar os
avaliados tensos e inseguros, o Provão despertou toda sorte
de resistência em setores acadêmicos acomodados, francamente
obscurantistas ou apenas ideologicamente contrários a qualquer
exame comparativo de desempenho. Por essas razões, o Provão
nunca chegou a ser unanimidade entre os educadores brasileiros.
Talvez
para não acirrar ainda mais os ânimos, o Ministério
da Educação (MEC) se recusava a divulgar as notas
obtidas pelos cursos, através das quais se poderia, em última
análise, fazer uma lista das melhores faculdades do país.
O MEC preferia tornar públicos apenas os conceitos de A a
E. Na semana passada, VEJA teve acesso à média das
notas de 0 a 100 obtidas pelos universitários que fizeram
o Provão no ano passado. Com elas foi possível, pela
primeira vez, fazer um ranking de desempenho com os dez melhores
cursos universitários do país em 26 carreiras. As
notas dão uma visão muito mais clara da diferença
de preparo dos alunos e da qualidade das faculdades que os formaram.
"Pelos resultados pode-se ver, por exemplo, que muitas vezes uma
faculdade que recebeu o conceito A teve uma nota numérica
medíocre, como meros 50 pontos", diz a jornalista de VEJA
Monica Weinberg, que produziu a reportagem. O governo do PT, depois
de muita vacilação, decidiu manter o Provão,
mas com as provas sendo realizadas apenas a cada três anos.
O lado bom é que o MEC vai passar a divulgar a lista com
as notas, como a que VEJA publica nesta semana.
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