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Edição 1993 . 31 de janeiro de 2007

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Gente
Veja essa
VEJA.com
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Quem nunca teve um cão que tocou profundamente sua vida não sabe o que está perdendo."
Marta Maria Gomes Veado
Belo Horizonte, MG

Humanos e cães

Belíssima a reportagem "Amigos até que a morte nos separe" (24 de janeiro), sobre o cão e o homem. A lealdade e a fidelidade do cão pelo seu dono ultrapassam as barreiras dos sentimentos do homem. Esse amor merece, sim, ser enaltecido – e VEJA também, pela reportagem.
Rute Guimarães de Castro
Brasília, DF  

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, como órgão regulador da profissão de veterinário, recebe com alegria uma reportagem com essa relevância, que explica a relação entre o ser humano e o cachorro ao longo da história da humanidade, comprovada por cada médico veterinário em sua prática diária da profissão. Quem melhor para conhecer e aprovar essa relação senão o melhor amigo do cachorro e, conseqüentemente, da saúde do homem?
Francisco Cavalcante de Almeida
Presidente do CRMV-SP
www.crmvsp.gov.br
São Paulo, SP  

Só mesmo quem tem ou teve um cão sabe quanto ele é importante. Tive um labrador (Bóris). Quando eu não estava bem, ele sentia, assim como conta o livro, no trecho em que a mulher do autor sofre um aborto. Bóris não saía do meu lado. Se ficasse preso do lado de fora e percebesse minha angústia, não sossegava até poder estar por perto para me dar seu carinho. Quem ainda não conhece esse tipo de afeto está perdendo.
Maristela Brunetto
Campo Grande, MS  

Tenho um golden retriever chamado Bremen que, assim como o Marley do livro Marley & Eu, mudou minha vida. Graças a ele superei obstáculos como mudança de país, emprego, relacionamentos, a distância dos familiares e amigos e, principalmente, a perda de minha mãe. O Bremen nasceu no Brasil e, para onde quer que eu vá, levo-o comigo (já moramos em três países em seus sete anos de vida). Ele me estimula e conquista todos que o conhecem. Eu e meu noivo pensamos em ter filhos em breve, e tenho certeza de que o Bremen será o melhor amigo deles. Somos, eu e Bremen, amigos até que a morte nos separe.
Ericka Bratsiotis
Cidade do México, México  

Quando vi a capa da VEJA, não acreditei, pois no dia 19 de janeiro deste ano, poucos dias antes da publicação da revista, minha família e eu perdemos um grande companheiro. Trovão, nosso cachorro, conviveu conosco por mais de dez anos. Tenho 19 anos e minhas irmãs, 18 e 16. Trovão cresceu com a gente e participou de muitas de nossas brincadeiras. Chegar em casa e ver que ele não vai mais nos receber com seu amor incondicional é muito difícil.
Mariana Gasparetti
Taboão da Serra, SP

Tenho sete cachorros em casa, dos quais cinco foram pegos na rua. Além disso, pertenço à ONG Cia. das Patas, em São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo, e lidamos todos os dias com animais de rua, infelizmente abandonados. Tenho certeza de que não existe ser vivo que seja tão fiel, que tenha amor tão incondicional e verdadeiro como os cachorros. Eles estão sempre prontos para brincar ou simplesmente encostar em você para ganhar um carinho.
Ana Lúcia Viganó
São Sebastião, SP

 

Francis Collins

Excelente a entrevista com o biólogo Francis Collins (Amarelas, 24 de janeiro). A firmeza de seus argumentos em favor de sua crença, aliada a um profundo respeito pelos que não têm fé, são um exemplo de tolerância a ser seguido por crentes e ateus. VEJA, como sempre, indispensável.
Carlos Alberto Bezerra Bonfim
Sidrolândia, MS  

Amei a entrevista com esse grande homem. Como ele mesmo diz: "A sociedade precisa tanto da ciência quanto da religião". Existem questões de grande interesse para todos que a ciência não pode responder.
Eliane Moreira Lima Salgado
São Luís, MA

Milhares de leitores gostariam de saber o que pensa um renomado cientista a respeito da polêmica sobre religião e ciência. Suas respostas claras e objetivas, vendo os dois aspectos da condição humana como complementares e não antagônicos, esclareceram dúvidas e contribuíram para o melhor entendimento da questão.
Thereza Pires de Mello
São Paulo, SP  

No dia 2 de abril de 1995, um grupo de geneticistas, filósofos, jornalistas, professores universitários, bioquímicos, profissionais liberais de várias áreas, com ou sem religião, fundaram o Instituto Ciência e Fé, em Curitiba. A linha de trabalho foi definida desde o começo: "Religião e ciência são duas realidades separadas. Nós estudaremos as duas". Nossa página na web teve 170 000 visitas em 2006. E entre os conferencistas do Ciência e Fé estão nomes como Frei Betto, Roberto Romano, professor Nachmann Fabel, especialistas em islamismo como o doutor Jamil Skandar, o historiador da Igreja Católica nas Américas, o padre Oscar Beozzo, o padre Ernane Pinheiro. No momento, examinamos temas que têm tudo a ver com a excelente entrevista de Francis Collins, do número passado de VEJA: estamos iniciando estudos dos trabalhos do geneticista Dan Hammer com relação ao chamado gene de Deus, em que tem papel importante outro cientista americano, o católico Robert Collinger, da Washington University, de Saint Louis.
Aroldo Murá G. Haygert
Presidente do Instituto Ciência e Fé
(www.cienciaefe.org.br)
Curitiba, PR

 

Urna eletrônica

Cumprimentamos VEJA pela excelente reportagem "O encanto da urna se quebrou?" (24 de janeiro), de Diego Escosteguy. Fiel à sua missão de bem informar o público leitor, a revista tem se esmerado na busca de respostas corretas para as freqüentes "perguntas que não querem calar". Os resultados das últimas eleições trouxeram surpresas a inúmeras pessoas ligadas às campanhas majoritárias e proporcionais que se desenvolveram no período. Entretanto, nenhum órgão de comunicação ou de investigação teve coragem de "levantar a lebre". Só mesmo VEJA – que já firmou conceito de imprensa investigativa séria e imparcial – poderia mergulhar nessas águas turvas e lodosas para tentar resgatar a límpida verdade, que muitos têm interesse em ver afogada.
J.B. Oliveira

Presidente da Associação Paulista de Imprensa
São Paulo, SP

Em 1996, acompanhei, como procurador regional eleitoral no estado do Tocantins, a primeira votação eletrônica realizada no município de Palmas. Vários eleitores de uma zona eleitoral localizada na periferia do município afirmavam que, após digitarem o número de seus candidatos, a tela da urna exibia a fotografia e o número de outro candidato. Os servidores da Justiça Eleitoral, com o argumento de que não podiam violar o sigilo do voto, apenas orientavam o eleitor a apertar a tecla "cancelar" e a votar de novo. E assim eles faziam. Todavia, o erro se repetia. Diante das denúncias, foi requisitada a instauração de inquérito policial. O Tribunal Regional Eleitoral, contudo, não entregou à Polícia Federal as urnas para ser periciadas. Informado do caso, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que se tratava de um problema a ser solucionado pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral. Não demorou um mês e fui declarado persona non grata pela Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins. As supostas fraudes não chegaram a ser apuradas. O tempo passou. Mas, pelo que se vê, a credibilidade da votação eletrônica ainda permanece arranhada.
Carlos Vilhena
Procurador regional da República
Brasília, DF

Vinte dias antes da eleição também fui procurado por pessoas que se diziam representantes de um grupo de "hackers" chefiados por um especialista em informática de origem russa, capazes, segundo eles, de desviar votos na urna eletrônica mediante um pagamento de 20 reais por voto. Caso eu não concordasse com o "esquema", poderia ter meus votos desviados para outro candidato. Obviamente, por ser desonesta, fantasiosa e típica de vigaristas e golpistas, descartei aquela proposta. Embora tivesse em meu poder pesquisa de intenção que previa 150.000 votos e tendo recebido às vésperas da votação vários pedidos de entrevistas de jornais e TVs que do seu lado também tinham indicação segura da minha eleição, encerrada a apuração, havia apenas 7 500 votos computados. Estranhando aquele resultado, solicitei e obtive audiência com o presidente do TRE-SP, a quem relatei o ocorrido, inclusive levando testemunhas. Mostrei o meu mapa da votação em que inexplicavelmente constava apenas um voto na maior parte das urnas relacionadas. Na oportunidade me foi reiterado que a urna eletrônica era absolutamente segura e à prova de fraude. Dias depois, no entanto, um advogado que nos acompanhou naquele encontro foi informado pela assessoria do TRE-SP que no segundo turno seria realizada em algumas urnas uma auditoria por amostragem para comprovar a segurança do sistema, fato que se contrapôs a tudo o que havia sido dito anteriormente, uma vez que, sendo a urna 100% segura, não haveria necessidade de auditoria. Desde então, deixei esse assunto de lado e neste momento a ele retorno em razão da imensa coincidência com os fatos relatados na reportagem.
Celso Pitta
Ex-prefeito de São Paulo
São Paulo, SP

 

Presidência da Câmara

A candidatura de Fruet à presidência da Câmara Federal pode ser uma expectativa de mudança no Congresso Nacional. Quem sabe, desta vez, a presidência fique com alguém independente, que não precisa ser manipulado pelo Executivo e coloque os projetos de interesse do país em pauta. Já estamos cansados de blablablá... ("A terceira via tem rosto", 24 de janeiro).
Belto Barros da Silva
Palmeirópolis, TO

 

Mercosul

A foto da página 59 da revista VEJA de 24 de janeiro – também fartamente divulgada na TV – é bem ilustrativa do subdesenvolvimento mental de nossos governantes: num evento internacional como a reunião da cúpula do Mercosul no Rio, o que é oferecido como atração nacional aos visitantes? Mulatas cariocas requebrando com a bunda de fora! Depois reclamam quando o mundo sério ri do Brasil ("Lula cercado de populistas", 24 de janeiro)!
Luiz Soares
Curitiba, PR

 

Desastre no Metrô

A reportagem "As lições da tragédia" (24 de janeiro), que trata do desmoronamento de parte das escavações da Linha 4 do Metrô de São Paulo, é muito esclarecedora. Se os nossos governantes tivessem lido com a devida atenção o relatório do governo inglês sobre o acidente no aeroporto de Heathrow, teriam aprendido a lição e jamais haveriam se isentado de ter uma "fiscalização detalhista e freqüente" (como indica o relatório) nas obras do Metrô, mesmo sendo um contrato do tipo turn-key.
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

 

Cartas

Prezado professor Amarílio Carvalho (Cartas, 24 de janeiro): sinto informá-lo de que o senhor está enganado, e muito. O Papai Noel dos pobres não é o Lula. Somos nós, brasileiros, especialmente os da classe média (cujo desaparecimento é iminente), que somos escorchados diariamente pela miríade de impostos que o Estado nos toma diariamente. Não temos saúde, ensino nem, naturalmente, segurança, apenas para mencionar os itens mais importantes. É por meio desses impostos que os pobres se beneficiam de "presentes" como o Bolsa Família. Portanto, professor Amarílio, agradeça a nós, o tão aviltado povo brasileiro, que tanto "contribui" para o Estado e tão pouco recebe.
Magda Parra
São Paulo, SP

 

Hugo Chávez

Parabéns pela reportagem sobre Hugo Chávez ("O velho que finge ser novo", 17 de janeiro), que nos mergulha na história latina. Esse populismo serve apenas para distração, enquanto a Venezuela vem perdendo sua voz, seus direitos. Seus discursos sobre "o socialismo do século XXI" mesclado com o cristianismo só nos dão a certeza de que mais uma vez quem sairá perdendo será a própria Venezuela. Mudanças na Constituição venezuelana, estatizações, socialismo, populismo. Em vez de o país progredir com o bloco latino-americano, vai regredir como Cuba.
Maria Eduarda P. Moreira, 15 anos
Jundiaí, SP

 

Stephen Kanitz

Enfim, um artigo que chama atenção para as coisas como elas são ("Previsões para 2007", Ponto de vista, 24 de janeiro). O artigo mostra bem que os números do futuro já são visíveis. Que não se alegue ignorância. Parabéns pela clareza.
Henrique Vitautas Losinskas
São Paulo, SP

É com muita satisfação que vejo a coluna de Stephen Kanitz. Não por suas previsões – que me parecem muito prováveis –, mas pelo destaque dado à profissão de administrador. Não vemos atualmente uma profissionalização na administração pública, em que cargos são distribuídos por conveniência, de acordo com as intenções políticas, e não pela responsabilidade do cargo ou pela competência de seu ocupante. Ainda tenho esperança de que um dia o setor público seja administrado de verdade, com o controle de gastos como uma rotina diária. É muito fácil aumentar a receita (com tributos) em função do aumento das despesas, mas numa administração de verdade o objetivo consiste em diminuir as despesas para sobrar dinheiro para o crescimento.
Alexandre Borsato
Petrópolis, RJ

 

Medicina

Concordo com o alerta sobre as doenças cardíacas – que têm alta prevalência e morbidade na população –, mas é necessário destacar que a PCR ultra-sensível é apenas um marcador inflamatório de qualquer origem, e não apenas de inflamação no interior das artérias ("O sangue revela", 17 de janeiro). Como VEJA é um veículo de abrangência nacional, vale destacar que a medida da PCR é solicitada por médicos de diversas especialidades, tanto aqui como no exterior, apenas como mais um critério de avaliação de processos inflamatórios. Doenças reumáticas, infecciosas ou inflamatórias também podem apresentar alteração em seus níveis. Usado como método isolado, não permite definir diagnóstico de nenhuma doença.
Fernando Appel
Médico especialista em doenças reumáticas
Presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

 

Dieta de baixa caloria

A maior parte dos estudos que avaliam o efeito da restrição calórica na longevidade utiliza animais que, por seleção natural, têm uma melhor adaptação à restrição calórica por reduzir as atividades que aumentam o gasto energético. Esse mecanismo determina a hibernação dos ursos, por exemplo. Não é razoável utilizar estudos em macacos para avaliar o efeito da restrição calórica em humanos. Por outro lado, estudos em humanos seriam eticamente injustificáveis, pois a restrição calórica apresenta riscos. A ingestão de calorias em quantidade menor do que a necessária para sobreviver gera desnutrição, que por sua vez aumenta o risco de infecções, reduz a massa muscular, aumenta a probabilidade de perda de massa óssea, de queda e de fraturas, principalmente em indivíduos idosos. Em humanos, a restrição calórica só é possível quando associada à redução da prática de atividade física, pois priva o indivíduo de energia. A restrição de atividade física determinada por uma restrição calórica pode piorar a qualidade de vida por reduzir a mobilidade, a força muscular e a disposição, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares e depressão ("Comer pouco, viver muito", 24 de janeiro).
Rogerio Silicani Ribeiro
Especialista em endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Mestre em fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina
São Bernardo do Campo, SP

 

Fotografia

Cumprimento VEJA pela reportagem sobre Jean Manzon (24 de janeiro) e pelo ótimo texto do mestre Millôr Fernandes. É um resgate para os mais novos leitores da revista conhecerem aquele que foi o nosso Cartier-Bresson, que, com sua inseparável Rolleiflex e suas fotografias em preto-e-branco, retratou um período colorido do Brasil. Para mim, que cresci vendo suas fotos na revista O Cruzeiro, foi uma agradável volta no tempo.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA

Lendo a reportagem, lembrei-me do presidente Café Filho, um homem honesto, de hábitos simples, que ao deixar a Presidência passou a utilizar o bonde como meio de transporte no Rio de Janeiro. Tão diferente do atual presidente, um homem de centenas de ternos elegantes, charutos cubanos, vinhos franceses e com filhos que revelaram um insuspeito talento para o enriquecimento.
Nelson Pires

Natal, RN

 

Casamento

Embora VEJA tenha nos mostrado a atual tendência para soluções mais civilizadas para casamentos fracassados, ainda persistem casos em que um dos cônjuges utiliza artifícios para conseguir vantagens pessoais no processo de separação, tais como pensões alimentícias absurdas e partilhas de bens inaceitáveis, fazendo os envolvidos, filhos e familiares passar por audiências judiciais vexatórias e escândalos públicos desnecessários ("Os novos códigos da separação", 24 de janeiro).
Renato Jaime Martins Souza
João Pessoa, PB

 

Billy Ray Cyrus

Gostaria de fazer uma observação sobre a reportagem "A fantástica fábrica de estrelas" (24 de janeiro). Billy Ray Cyrus, cantor country, nunca esteve no ostracismo. Nos últimos cinco anos tenho ido a Nashville para o Country Music Awards Festival, que atrai cerca de 70.000 pessoas por dia, e seus shows são os mais concorridos. Ele é um sucesso, sempre foi e jamais passará despercebido em qualquer lugar do mundo a que for.
Rosinha Monkees Viegas

Itajaí, SC

 

Rapper Jay-Z

Na reportagem sobre o rapper Jay-Z ("O milagre do gueto", 24 de janeiro), há a informação de que ele é um dos donos do New York Jets, "um time de basquete". Na verdade, o New York Jets é um time de futebol americano.
Juliano Mol Xavier

Três Pontas, MG

 

Ética

Interessante e bem elaborada a reportagem sobre infrações de estacionamento por diplomatas ("O teste do estacionamento", 17 de janeiro). Contudo, um ponto importante deixou de ser mencionado: o princípio genérico arraigado na diplomacia mundial de que "direito não exercido é direito suprimido". Esse é um dos motivos pelos quais os diplomatas sempre produzem uma taxa anual de estacionamentos irregulares. O abuso desse direito, porém, deve ser debitado às causas apontadas pela matéria.
Marco Antonio Bompet
Rio de Janeiro, RJ

 

Veja essa

Sobre a declaração "As minhas obras não desabam" (Veja essa, 24 de janeiro), atribuída ao senhor Paulo Maluf, devo dizer que, além de ter sido inoportuna pela seriedade do acontecimento, é mais uma mentira do citado senhor, pois quem mora na Baixada Paulista e tem boa memória há de lembrar-se de que um viaduto na Rodovia Piaçagüera–Guarujá, próximo à cidade de Cubatão, precisou ser interditado e refeito porque corria risco iminente de desabamento. Maluf era então o secretário de Obras do Estado. Não nos esqueçamos também do túnel na Rodovia Ayrton Senna que, apesar de ter custado mais caro que o Eurotúnel, foi inaugurado sem condições de uso.
José Roberto Evangelista Marques
Santos, SP

Não é estranho que um deputado (Aldo Rebelo) que propõe a abolição do uso de estrangeirismos na língua portuguesa faça uso da expressão WO (walk over)? Eis aí uma pequena amostra da falta de seriedade, coerência e competência para elaborar projetos de lei neste país. Também é mais uma prova de que nossos representantes não têm capacidade para dar bons exemplos, por menores que sejam (Veja essa, 17 de janeiro).
Gerson Raul Breier
Taquara, RS

 

Tecnologia

O Nokia 6120 não envia mensagens de texto, apenas as recebe. Uma versão melhorada lançada meses depois (6120i) é que possuía tal recurso ("Parece brincadeira", 17 de janeiro).
Francisco França Ferreira
Belo Horizonte, MG

 

Radar

Na nota "O ghost-writer do discurso de posse" (Radar, 17 de janeiro), VEJA poderia ter citado uma das falas mais brilhantes do ponto de vista literário, que foi o discurso de posse do presidente Médici, no dia 30 de outubro de 1969, escrito pelo então chefe da Assessoria Especial de Relações Públicas, hoje general Otávio Costa. A abertura da peça é esta: "Homens de meu país! Neste momento eu sou a oferta e a aceitação. Não sou promessa. Quero ser verdade e confiança, ser a coragem, a humildade, a união".
Antônio Goulart, jornalista
Porto Alegre, RS

 

Imóveis

Fiquei chocada com a reportagem "O Habib's da construção" (17 de janeiro), sobre o empresário Henrique Pinto. O sujeito é desorganizado, mal-educado, insensível e incapaz de se retratar pelas besteiras que faz. No réveillon, fui convidada para uma festa organizada por ele (convite reafirmado por telefone pelo próprio). Agradeci com um belo presente. Ao chegar à festa, onde imaginava ver amigas, fui impedida de entrar, fato que lamento.
Lucilia Diniz, empresária
São Paulo, SP

 

Roberto Civita

Cumprimento VEJA pela carta de otimismo do senhor Roberto Civita ("A verdadeira questão é como fazer", Carta do Editor, 30 de dezembro de 2006). Trata-se de uma postura patriótica e de apoio a um governo que se pressupõe bem-intencionado. A denúncia que se escuta de que a revista persegue o governo é típica de quem é culpado, pois, como esse governo se apresenta cheio de mazelas, uma revista séria e imparcial tem a obrigação de apresentar os fatos, mesmo quando são freqüentes. Moro nos Estados Unidos por solicitação de minha empresa, mas sou e serei sempre brasileiro; assim, preocupa-me o estado de completa irresponsabilidade da maioria do eleitorado ao repetir o péssimo. Apesar dos votos de otimismo apresentados no artigo em questão, a verdade é que a vida nos ensina que, quando se comete um erro de avaliação, se paga por ele. Ao se colocar um elemento totalmente despreparado em um cargo de responsabilidade, só se pode esperar o que todos viram no primeiro termo.
Eduardo Ulhoa Cintra
Pittsburgh, PA, EUA

 

Tecnologia

Na reportagem "Kilo, mega, giga... tera" (24 de janeiro), VEJA diz que o tamanho do HD de 1 terabyte (TB) corresponde a 1.000 gigabytes (GB), quando na verdade 1 TB é igual a 1.024 GB.
Micheel Pedreira
Salvador, BA

CORREÇÃO: A Marinha brasileira tem 76 embarcações de guerra, e não 122, como está publicado na página 84 desta edição.

 

DE OLHO NOS PREMATUROS

A médica Luciana Moraes com os trigêmeos Fernando, Lais e Clara: retinopatia

Cerca de 180 bebês prematuros ficam cegos no Brasil a cada ano devido à demora no diagnóstico e na indicação do tratamento de uma moléstia chamada retinopatia da prematuridade. O alerta vem da oftalmologista Nilva Simeren de Moraes, responsável pelo Ambulatório de Prematuros do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (www.institutodavisao.org.br). O problema, citado na reportagem "O sublime milagre da vida" (27 de dezembro), chamou a atenção da leitora Katia Maria Alecrim, de Garanhuns, em Pernambuco. Sua irmã, a ginecologista Luciana Moraes, deu à luz três prematuros. Clara, Fernando e Lais nasceram com 26 semanas, pesando entre 644 e 745 gramas, e só foram avaliados por um oftalmologista aos 3 meses de vida. Fernando e Clara, após ser submetidos a uma cirurgia a laser, ficaram com um grau alto de miopia. Já Lais sofreu lesões nas duas retinas e perdeu a visão do olho esquerdo. Na tentativa de recuperar parcialmente a visão do direito, a menina – que terá de ser alfabetizada no método Braile – foi encaminhada à doutora Nilva, que vai de São Paulo a Pernambuco periodicamente para atendê-la. A médica explica que os vasos sanguíneos malformados da retina dos bebês prematuros são contraídos quando recebem oxigênio artificialmente. Dessa forma, podem romper-se, causando o descolamento da retina. Ela também informa que se a doença não é tratada no início do segundo mês de vida pode levar à cegueira. "Pais e pediatras precisam ficar atentos às crianças nascidas com até 32 semanas de gestação e com peso igual ou inferior a 1 500 gramas e, um mês depois do nascimento, pedir a avaliação de um oftalmologista", alerta a doutora Nilva.

 

 

AS TRÊS LEIS DE ARTHUR CLARKE

Ao ler a citação "As tecnologias refinadas funcionam como mágica", atribuída a Carl Sagan na reportagem "A mágica e o mágico" (17 de janeiro) – que fala da criação do iPhone pela Apple –, o leitor Tiago de Jesus, de São Paulo, lembrou-se de que a frase está contida na terceira lei do cientista e escritor britânico Arthur C. Clarke (Perfis do Futuro, Arthur Clarke, 1961). "Ao propor um sistema de leis sobre a predição de descobertas científicas, à semelhança das mais conhecidas três leis da robótica de Isaac Asimov, Arthur Clarke estabelece, na terceira lei, que uma tecnologia suficientemente avançada se torna indistinguível da magia", diz Tiago, que enumera as "bem-humoradas" três leis de Clarke: 1) Quando um cientista renomado e de idade avançada diz que algo é possível, ele quase com certeza está certo. Quando o mesmo cientista diz que algo é impossível, ele muito provavelmente está errado; 2) A única maneira de descobrir os limites do possível é aventurar-se um pouco além deles, no impossível; 3) Uma tecnologia suficientemente avançada torna-se indistinguível da magia.

 

TUDO PELO MERCOSUL

O leitor José Fernando Martins Piffer, de São Paulo, está inconformado com a Lei nº 11444/07, publicada no Diário Oficial da União no último dia 8: "Lula vai doar 20 milhões de reais ao Paraguai para 'modernização tributária e redução de desequilíbrios sociais'. Isso é de deixar qualquer pessoa séria bestificada", reclama Piffer. "Sera que isso é normal? Nós temos de agradar aos paraguaios? O dinheiro está sobrando? Por que ninguém comentou nada? Qual é a explicação para isso?", pergunta impaciente o leitor Munir Murad. Eles se referem à lei de autoria da Presidência, aprovada pelo Congresso Nacional, que em seu artigo 1º diz: "Fica o Poder Executivo autorizado a efetuar doação à República do Paraguai, no valor de até R$ 20 000 000,00 (vinte milhões de reais), com a finalidade de fomentar ações naquele país para a modernização da administração tributária e aduaneira e a redução de desequilíbrios locais, principalmente nas áreas sociais e econômicas, buscando melhor integração entre os países membros do Mercado Comum do Sul – Mercosul". O texto integral pode ser lido no site da Presidência: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11444.htm.

 

 

O iTUDO DE STEVE JOBS

André Ricardo Gravatá, de 16 anos, morador da cidade de Embu das Artes, na Grande São Paulo, fanático por tecnologia, gostou da reportagem "A mágica e o mágico" (17 de janeiro), sobre o Vale do Silício e o iPhone de Steve Jobs. "O iPhone é sinônimo concreto de inovação, e Steve Jobs é um mestre visionário da tecnologia que tem idéias fantásticas e consegue colocá-las em prática de forma magistral", diz André. Bem-humorado, ele antecipa "três dos possíveis futuros inventos desse mestre da criatividade": 1) iAttend: aparelho instalado nos estabelecimentos comerciais que substituirá os vendedores e caixas chatos, deixando as pessoas à vontade para escolher o que quiserem e pagar da melhor forma, escutando sua música preferida e até vendo fotos do casamento do melhor amigo; 2) iMother: despertador que, entre outras coisas, lembrará seu dono de coisas que vão desde quando deve vestir agasalho até a hora em que deve se deitar; 3) iTime: poderoso relógio integrado a celular, câmera fotográfica e de vídeo, TV, porta-chiclete e internet wireless com teclado sensível ao toque, impermeável e indestrutível.

 
 
 
 
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