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Cartas  | "Quem
nunca teve um cão que tocou profundamente sua vida não sabe o que
está perdendo." Marta Maria Gomes
Veado Belo Horizonte, MG |
Humanos e cães Belíssima a
reportagem "Amigos até que a morte nos separe" (24 de janeiro), sobre o
cão e o homem. A lealdade e a fidelidade do cão pelo seu dono ultrapassam
as barreiras dos sentimentos do homem. Esse amor merece, sim, ser enaltecido
e VEJA também, pela reportagem. Rute Guimarães de Castro
Brasília, DF O Conselho
Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, como órgão
regulador da profissão de veterinário, recebe com alegria uma reportagem
com essa relevância, que explica a relação entre o ser humano
e o cachorro ao longo da história da humanidade, comprovada por cada médico
veterinário em sua prática diária da profissão. Quem
melhor para conhecer e aprovar essa relação senão o melhor
amigo do cachorro e, conseqüentemente, da saúde do homem? Francisco
Cavalcante de Almeida Presidente do CRMV-SP www.crmvsp.gov.br São
Paulo, SP Só mesmo quem
tem ou teve um cão sabe quanto ele é importante. Tive um labrador
(Bóris). Quando eu não estava bem, ele sentia, assim como conta
o livro, no trecho em que a mulher do autor sofre um aborto. Bóris não
saía do meu lado. Se ficasse preso do lado de fora e percebesse minha angústia,
não sossegava até poder estar por perto para me dar seu carinho.
Quem ainda não conhece esse tipo de afeto está perdendo. Maristela
Brunetto Campo Grande, MS
Tenho um golden retriever chamado Bremen que, assim como o Marley do livro Marley
& Eu, mudou minha vida. Graças a ele superei obstáculos
como mudança de país, emprego, relacionamentos, a distância
dos familiares e amigos e, principalmente, a perda de minha mãe. O Bremen
nasceu no Brasil e, para onde quer que eu vá, levo-o comigo (já
moramos em três países em seus sete anos de vida). Ele me estimula
e conquista todos que o conhecem. Eu e meu noivo pensamos em ter filhos em breve,
e tenho certeza de que o Bremen será o melhor amigo deles. Somos, eu e
Bremen, amigos até que a morte nos separe. Ericka Bratsiotis
Cidade do México, México
Quando vi a capa da VEJA, não acreditei, pois no dia 19 de janeiro deste
ano, poucos dias antes da publicação da revista, minha família
e eu perdemos um grande companheiro. Trovão, nosso cachorro, conviveu conosco
por mais de dez anos. Tenho 19 anos e minhas irmãs, 18 e 16. Trovão
cresceu com a gente e participou de muitas de nossas brincadeiras. Chegar em casa
e ver que ele não vai mais nos receber com seu amor incondicional é
muito difícil. Mariana Gasparetti Taboão da Serra,
SP Tenho sete cachorros em casa, dos
quais cinco foram pegos na rua. Além disso, pertenço à ONG
Cia. das Patas, em São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo,
e lidamos todos os dias com animais de rua, infelizmente abandonados. Tenho certeza
de que não existe ser vivo que seja tão fiel, que tenha amor tão
incondicional e verdadeiro como os cachorros. Eles estão sempre prontos
para brincar ou simplesmente encostar em você para ganhar um carinho. Ana
Lúcia Viganó São Sebastião, SP
Francis Collins
Excelente a entrevista com o biólogo Francis Collins (Amarelas, 24 de janeiro).
A firmeza de seus argumentos em favor de sua crença, aliada a um profundo
respeito pelos que não têm fé, são um exemplo de tolerância
a ser seguido por crentes e ateus. VEJA, como sempre, indispensável. Carlos
Alberto Bezerra Bonfim Sidrolândia, MS
Amei a entrevista com esse grande homem. Como ele mesmo diz: "A sociedade precisa
tanto da ciência quanto da religião". Existem questões de
grande interesse para todos que a ciência não pode responder. Eliane
Moreira Lima Salgado São Luís, MA
Milhares de leitores gostariam de saber o que pensa um renomado cientista a respeito
da polêmica sobre religião e ciência. Suas respostas claras
e objetivas, vendo os dois aspectos da condição humana como complementares
e não antagônicos, esclareceram dúvidas e contribuíram
para o melhor entendimento da questão. Thereza Pires de Mello
São Paulo, SP No dia
2 de abril de 1995, um grupo de geneticistas, filósofos, jornalistas, professores
universitários, bioquímicos, profissionais liberais de várias
áreas, com ou sem religião, fundaram o Instituto Ciência e
Fé, em Curitiba. A linha de trabalho foi definida desde o começo:
"Religião e ciência são duas realidades separadas. Nós
estudaremos as duas". Nossa página na web teve 170 000 visitas em 2006.
E entre os conferencistas do Ciência e Fé estão nomes como
Frei Betto, Roberto Romano, professor Nachmann Fabel, especialistas em islamismo
como o doutor Jamil Skandar, o historiador da Igreja Católica nas Américas,
o padre Oscar Beozzo, o padre Ernane Pinheiro. No momento, examinamos temas que
têm tudo a ver com a excelente entrevista de Francis Collins, do número
passado de VEJA: estamos iniciando estudos dos trabalhos do geneticista Dan Hammer
com relação ao chamado gene de Deus, em que tem papel importante
outro cientista americano, o católico Robert Collinger, da Washington University,
de Saint Louis. Aroldo Murá G. Haygert Presidente do Instituto
Ciência e Fé (www.cienciaefe.org.br) Curitiba, PR
Urna eletrônica
Cumprimentamos VEJA pela excelente reportagem "O encanto da urna se quebrou?"
(24 de janeiro), de Diego Escosteguy. Fiel à sua missão de bem informar
o público leitor, a revista tem se esmerado na busca de respostas corretas
para as freqüentes "perguntas que não querem calar". Os resultados
das últimas eleições trouxeram surpresas a inúmeras
pessoas ligadas às campanhas majoritárias e proporcionais que se
desenvolveram no período. Entretanto, nenhum órgão de comunicação
ou de investigação teve coragem de "levantar a lebre". Só
mesmo VEJA que já firmou conceito de imprensa investigativa séria
e imparcial poderia mergulhar nessas águas turvas e lodosas para
tentar resgatar a límpida verdade, que muitos têm interesse em ver
afogada. J.B. Oliveira Presidente da Associação
Paulista de Imprensa São Paulo, SP
Em 1996, acompanhei, como procurador regional eleitoral no estado do Tocantins,
a primeira votação eletrônica realizada no município
de Palmas. Vários eleitores de uma zona eleitoral localizada na periferia
do município afirmavam que, após digitarem o número de seus
candidatos, a tela da urna exibia a fotografia e o número de outro candidato.
Os servidores da Justiça Eleitoral, com o argumento de que não podiam
violar o sigilo do voto, apenas orientavam o eleitor a apertar a tecla "cancelar"
e a votar de novo. E assim eles faziam. Todavia, o erro se repetia. Diante das
denúncias, foi requisitada a instauração de inquérito
policial. O Tribunal Regional Eleitoral, contudo, não entregou à
Polícia Federal as urnas para ser periciadas. Informado do caso, o Tribunal
Superior Eleitoral decidiu que se tratava de um problema a ser solucionado pelo
próprio Tribunal Regional Eleitoral. Não demorou um mês e
fui declarado persona non grata pela Assembléia Legislativa do Estado do
Tocantins. As supostas fraudes não chegaram a ser apuradas. O tempo passou.
Mas, pelo que se vê, a credibilidade da votação eletrônica
ainda permanece arranhada. Carlos Vilhena Procurador regional da
República Brasília, DF
Vinte dias antes da eleição também fui procurado por pessoas
que se diziam representantes de um grupo de "hackers" chefiados por um especialista
em informática de origem russa, capazes, segundo eles, de desviar votos
na urna eletrônica mediante um pagamento de 20 reais por voto. Caso eu não
concordasse com o "esquema", poderia ter meus votos desviados para outro candidato.
Obviamente, por ser desonesta, fantasiosa e típica de vigaristas e golpistas,
descartei aquela proposta. Embora tivesse em meu poder pesquisa de intenção
que previa 150.000 votos e tendo recebido às vésperas da votação
vários pedidos de entrevistas de jornais e TVs que do seu lado também
tinham indicação segura da minha eleição, encerrada
a apuração, havia apenas 7 500 votos computados. Estranhando aquele
resultado, solicitei e obtive audiência com o presidente do TRE-SP, a quem
relatei o ocorrido, inclusive levando testemunhas. Mostrei o meu mapa da votação
em que inexplicavelmente constava apenas um voto na maior parte das urnas relacionadas.
Na oportunidade me foi reiterado que a urna eletrônica era absolutamente
segura e à prova de fraude. Dias depois, no entanto, um advogado que nos
acompanhou naquele encontro foi informado pela assessoria do TRE-SP que no segundo
turno seria realizada em algumas urnas uma auditoria por amostragem para comprovar
a segurança do sistema, fato que se contrapôs a tudo o que havia
sido dito anteriormente, uma vez que, sendo a urna 100% segura, não haveria
necessidade de auditoria. Desde então, deixei esse assunto de lado e neste
momento a ele retorno em razão da imensa coincidência com os fatos
relatados na reportagem. Celso Pitta Ex-prefeito de São
Paulo São Paulo, SP
Presidência da Câmara
A candidatura de Fruet à presidência da Câmara Federal pode
ser uma expectativa de mudança no Congresso Nacional. Quem sabe, desta
vez, a presidência fique com alguém independente, que não
precisa ser manipulado pelo Executivo e coloque os projetos de interesse do país
em pauta. Já estamos cansados de blablablá... ("A terceira via tem
rosto", 24 de janeiro). Belto Barros da Silva Palmeirópolis,
TO Mercosul
A foto da página 59 da revista VEJA de 24 de janeiro também
fartamente divulgada na TV é bem ilustrativa do subdesenvolvimento
mental de nossos governantes: num evento internacional como a reunião da
cúpula do Mercosul no Rio, o que é oferecido como atração
nacional aos visitantes? Mulatas cariocas requebrando com a bunda de fora! Depois
reclamam quando o mundo sério ri do Brasil ("Lula cercado de populistas",
24 de janeiro)! Luiz Soares Curitiba, PR
Desastre no Metrô A reportagem "As
lições da tragédia" (24 de janeiro), que trata do desmoronamento
de parte das escavações da Linha 4 do Metrô de São
Paulo, é muito esclarecedora. Se os nossos governantes tivessem lido com
a devida atenção o relatório do governo inglês sobre
o acidente no aeroporto de Heathrow, teriam aprendido a lição e
jamais haveriam se isentado de ter uma "fiscalização detalhista
e freqüente" (como indica o relatório) nas obras do Metrô, mesmo
sendo um contrato do tipo turn-key. Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA Cartas
Prezado professor Amarílio Carvalho
(Cartas, 24 de janeiro): sinto informá-lo de que o senhor está enganado,
e muito. O Papai Noel dos pobres não é o Lula. Somos nós,
brasileiros, especialmente os da classe média (cujo desaparecimento é
iminente), que somos escorchados diariamente pela miríade de impostos que
o Estado nos toma diariamente. Não temos saúde, ensino nem, naturalmente,
segurança, apenas para mencionar os itens mais importantes. É por
meio desses impostos que os pobres se beneficiam de "presentes" como o Bolsa Família.
Portanto, professor Amarílio, agradeça a nós, o tão
aviltado povo brasileiro, que tanto "contribui" para o Estado e tão pouco
recebe. Magda Parra São Paulo, SP
Hugo Chávez Parabéns pela reportagem
sobre Hugo Chávez ("O velho que finge ser novo", 17 de janeiro), que nos
mergulha na história latina. Esse populismo serve apenas para distração,
enquanto a Venezuela vem perdendo sua voz, seus direitos. Seus discursos sobre
"o socialismo do século XXI" mesclado com o cristianismo só nos
dão a certeza de que mais uma vez quem sairá perdendo será
a própria Venezuela. Mudanças na Constituição venezuelana,
estatizações, socialismo, populismo. Em vez de o país progredir
com o bloco latino-americano, vai regredir como Cuba. Maria Eduarda P.
Moreira, 15 anos Jundiaí, SP
Stephen Kanitz Enfim, um artigo que chama
atenção para as coisas como elas são ("Previsões para
2007", Ponto de vista, 24 de janeiro). O artigo mostra bem que os números
do futuro já são visíveis. Que não se alegue ignorância.
Parabéns pela clareza. Henrique Vitautas Losinskas São
Paulo, SP É com muita satisfação
que vejo a coluna de Stephen Kanitz. Não por suas previsões
que me parecem muito prováveis , mas pelo destaque dado à
profissão de administrador. Não vemos atualmente uma profissionalização
na administração pública, em que cargos são distribuídos
por conveniência, de acordo com as intenções políticas,
e não pela responsabilidade do cargo ou pela competência de seu ocupante.
Ainda tenho esperança de que um dia o setor público seja administrado
de verdade, com o controle de gastos como uma rotina diária. É muito
fácil aumentar a receita (com tributos) em função do aumento
das despesas, mas numa administração de verdade o objetivo consiste
em diminuir as despesas para sobrar dinheiro para o crescimento. Alexandre
Borsato Petrópolis, RJ
Medicina Concordo com o alerta sobre as doenças
cardíacas que têm alta prevalência e morbidade na população
, mas é necessário destacar que a PCR ultra-sensível
é apenas um marcador inflamatório de qualquer origem, e não
apenas de inflamação no interior das artérias ("O sangue
revela", 17 de janeiro). Como VEJA é um veículo de abrangência
nacional, vale destacar que a medida da PCR é solicitada por médicos
de diversas especialidades, tanto aqui como no exterior, apenas como mais um critério
de avaliação de processos inflamatórios. Doenças reumáticas,
infecciosas ou inflamatórias também podem apresentar alteração
em seus níveis. Usado como método isolado, não permite definir
diagnóstico de nenhuma doença. Fernando Appel Médico
especialista em doenças reumáticas Presidente da Sociedade de
Reumatologia do Rio Grande do Sul Porto Alegre, RS
Dieta de baixa caloria
A maior parte dos estudos que avaliam o efeito da restrição calórica
na longevidade utiliza animais que, por seleção natural, têm
uma melhor adaptação à restrição calórica
por reduzir as atividades que aumentam o gasto energético. Esse mecanismo
determina a hibernação dos ursos, por exemplo. Não é
razoável utilizar estudos em macacos para avaliar o efeito da restrição
calórica em humanos. Por outro lado, estudos em humanos seriam eticamente
injustificáveis, pois a restrição calórica apresenta
riscos. A ingestão de calorias em quantidade menor do que a necessária
para sobreviver gera desnutrição, que por sua vez aumenta o risco
de infecções, reduz a massa muscular, aumenta a probabilidade de
perda de massa óssea, de queda e de fraturas, principalmente em indivíduos
idosos. Em humanos, a restrição calórica só é
possível quando associada à redução da prática
de atividade física, pois priva o indivíduo de energia. A restrição
de atividade física determinada por uma restrição calórica
pode piorar a qualidade de vida por reduzir a mobilidade, a força muscular
e a disposição, além de aumentar o risco de doenças
cardiovasculares e depressão ("Comer pouco, viver muito", 24 de janeiro).
Rogerio Silicani Ribeiro Especialista em endocrinologia pela Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Mestre em fisiologia do exercício
pela Escola Paulista de Medicina São Bernardo do Campo, SP
Fotografia
Cumprimento VEJA pela reportagem sobre Jean Manzon (24 de janeiro) e pelo ótimo
texto do mestre Millôr Fernandes. É um resgate para os mais novos
leitores da revista conhecerem aquele que foi o nosso Cartier-Bresson, que, com
sua inseparável Rolleiflex e suas fotografias em preto-e-branco, retratou
um período colorido do Brasil. Para mim, que cresci vendo suas fotos na
revista O Cruzeiro, foi uma agradável volta no tempo. Luiz
Thadeu Nunes e Silva São Luís, MA
Lendo a reportagem, lembrei-me do presidente Café Filho, um homem honesto,
de hábitos simples, que ao deixar a Presidência passou a utilizar
o bonde como meio de transporte no Rio de Janeiro. Tão diferente do atual
presidente, um homem de centenas de ternos elegantes, charutos cubanos, vinhos
franceses e com filhos que revelaram um insuspeito talento para o enriquecimento. Nelson
Pires Natal, RN Casamento
Embora VEJA tenha nos mostrado a atual tendência
para soluções mais civilizadas para casamentos fracassados, ainda
persistem casos em que um dos cônjuges utiliza artifícios para conseguir
vantagens pessoais no processo de separação, tais como pensões
alimentícias absurdas e partilhas de bens inaceitáveis, fazendo
os envolvidos, filhos e familiares passar por audiências judiciais vexatórias
e escândalos públicos desnecessários ("Os novos códigos
da separação", 24 de janeiro). Renato Jaime Martins Souza
João Pessoa, PB
Billy Ray Cyrus Gostaria de fazer uma observação
sobre a reportagem "A fantástica fábrica de estrelas" (24 de janeiro).
Billy Ray Cyrus, cantor country, nunca esteve no ostracismo. Nos últimos
cinco anos tenho ido a Nashville para o Country Music Awards Festival, que atrai
cerca de 70.000 pessoas por dia, e seus shows são os mais concorridos.
Ele é um sucesso, sempre foi e jamais passará despercebido em qualquer
lugar do mundo a que for. Rosinha Monkees Viegas Itajaí,
SC Rapper Jay-Z
Na reportagem sobre o rapper Jay-Z ("O milagre do gueto", 24 de janeiro), há
a informação de que ele é um dos donos do New York Jets,
"um time de basquete". Na verdade, o New York Jets é um time de futebol
americano. Juliano Mol Xavier Três Pontas, MG
Ética
Interessante e bem elaborada a reportagem sobre infrações de estacionamento
por diplomatas ("O teste do estacionamento", 17 de janeiro). Contudo, um ponto
importante deixou de ser mencionado: o princípio genérico arraigado
na diplomacia mundial de que "direito não exercido é direito suprimido".
Esse é um dos motivos pelos quais os diplomatas sempre produzem uma taxa
anual de estacionamentos irregulares. O abuso desse direito, porém, deve
ser debitado às causas apontadas pela matéria. Marco Antonio
Bompet Rio de Janeiro, RJ
Veja essa Sobre a declaração
"As minhas obras não desabam" (Veja essa, 24 de janeiro), atribuída
ao senhor Paulo Maluf, devo dizer que, além de ter sido inoportuna pela
seriedade do acontecimento, é mais uma mentira do citado senhor, pois quem
mora na Baixada Paulista e tem boa memória há de lembrar-se de que
um viaduto na Rodovia PiaçagüeraGuarujá, próximo
à cidade de Cubatão, precisou ser interditado e refeito porque corria
risco iminente de desabamento. Maluf era então o secretário de Obras
do Estado. Não nos esqueçamos também do túnel na Rodovia
Ayrton Senna que, apesar de ter custado mais caro que o Eurotúnel, foi
inaugurado sem condições de uso. José Roberto Evangelista
Marques Santos, SP Não
é estranho que um deputado (Aldo Rebelo) que propõe a abolição
do uso de estrangeirismos na língua portuguesa faça uso da expressão
WO (walk over)? Eis aí uma pequena amostra da falta de seriedade,
coerência e competência para elaborar projetos de lei neste país.
Também é mais uma prova de que nossos representantes não
têm capacidade para dar bons exemplos, por menores que sejam (Veja essa,
17 de janeiro). Gerson Raul Breier Taquara, RS
Tecnologia
O Nokia 6120 não envia mensagens de texto, apenas as recebe. Uma versão
melhorada lançada meses depois (6120i) é que possuía tal
recurso ("Parece brincadeira", 17 de janeiro). Francisco França
Ferreira Belo Horizonte, MG Radar
Na nota "O ghost-writer do discurso de posse"
(Radar, 17 de janeiro), VEJA poderia ter citado uma das falas mais brilhantes
do ponto de vista literário, que foi o discurso de posse do presidente
Médici, no dia 30 de outubro de 1969, escrito pelo então chefe da
Assessoria Especial de Relações Públicas, hoje general Otávio
Costa. A abertura da peça é esta: "Homens de meu país! Neste
momento eu sou a oferta e a aceitação. Não sou promessa.
Quero ser verdade e confiança, ser a coragem, a humildade, a união".
Antônio Goulart, jornalista Porto Alegre, RS
Imóveis
Fiquei chocada com a reportagem "O Habib's da construção" (17 de
janeiro), sobre o empresário Henrique Pinto. O sujeito é desorganizado,
mal-educado, insensível e incapaz de se retratar pelas besteiras que faz.
No réveillon, fui convidada para uma festa organizada por ele (convite
reafirmado por telefone pelo próprio). Agradeci com um belo presente. Ao
chegar à festa, onde imaginava ver amigas, fui impedida de entrar, fato
que lamento. Lucilia Diniz, empresária São Paulo,
SP Roberto Civita
Cumprimento VEJA pela carta de otimismo do senhor Roberto Civita ("A verdadeira
questão é como fazer", Carta do Editor, 30 de dezembro de
2006). Trata-se de uma postura patriótica e de apoio a um governo que se
pressupõe bem-intencionado. A denúncia que se escuta de que a revista
persegue o governo é típica de quem é culpado, pois, como
esse governo se apresenta cheio de mazelas, uma revista séria e imparcial
tem a obrigação de apresentar os fatos, mesmo quando são
freqüentes. Moro nos Estados Unidos por solicitação de minha
empresa, mas sou e serei sempre brasileiro; assim, preocupa-me o estado de completa
irresponsabilidade da maioria do eleitorado ao repetir o péssimo. Apesar
dos votos de otimismo apresentados no artigo em questão, a verdade é
que a vida nos ensina que, quando se comete um erro de avaliação,
se paga por ele. Ao se colocar um elemento totalmente despreparado em um cargo
de responsabilidade, só se pode esperar o que todos viram no primeiro termo.
Eduardo Ulhoa Cintra Pittsburgh, PA, EUA
Tecnologia
Na reportagem "Kilo, mega, giga... tera" (24 de janeiro), VEJA diz que o tamanho
do HD de 1 terabyte (TB) corresponde a 1.000 gigabytes (GB), quando na verdade
1 TB é igual a 1.024 GB. Micheel Pedreira Salvador, BA
CORREÇÃO: A Marinha
brasileira tem 76 embarcações de guerra, e não 122, como
está publicado na página 84 desta edição.
DE OLHO NOS PREMATUROS
 | | A
médica Luciana Moraes com os trigêmeos Fernando, Lais e Clara: retinopatia
|
Cerca de 180 bebês
prematuros ficam cegos no Brasil a cada ano devido à demora no diagnóstico
e na indicação do tratamento de uma moléstia chamada retinopatia
da prematuridade. O alerta vem da oftalmologista Nilva Simeren de Moraes, responsável
pelo Ambulatório de Prematuros do Instituto da Visão da Universidade
Federal de São Paulo (www.institutodavisao.org.br).
O problema, citado na reportagem "O sublime milagre da vida" (27 de dezembro),
chamou a atenção da leitora Katia Maria Alecrim, de Garanhuns, em
Pernambuco. Sua irmã, a ginecologista Luciana Moraes, deu à luz
três prematuros. Clara, Fernando e Lais nasceram com 26 semanas, pesando
entre 644 e 745 gramas, e só foram avaliados por um oftalmologista aos
3 meses de vida. Fernando e Clara, após ser submetidos a uma cirurgia a
laser, ficaram com um grau alto de miopia. Já Lais sofreu lesões
nas duas retinas e perdeu a visão do olho esquerdo. Na tentativa de recuperar
parcialmente a visão do direito, a menina que terá de ser
alfabetizada no método Braile foi encaminhada à doutora Nilva,
que vai de São Paulo a Pernambuco periodicamente para atendê-la.
A médica explica que os vasos sanguíneos malformados da retina dos
bebês prematuros são contraídos quando recebem oxigênio
artificialmente. Dessa forma, podem romper-se, causando o descolamento da retina.
Ela também informa que se a doença não é tratada no
início do segundo mês de vida pode levar à cegueira. "Pais
e pediatras precisam ficar atentos às crianças nascidas com até
32 semanas de gestação e com peso igual ou inferior a 1 500 gramas
e, um mês depois do nascimento, pedir a avaliação de um oftalmologista",
alerta a doutora Nilva. | |
AS TRÊS LEIS DE ARTHUR CLARKE
Ao
ler a citação "As tecnologias refinadas funcionam como mágica",
atribuída a Carl Sagan na reportagem "A mágica e o mágico"
(17 de janeiro) que fala da criação do iPhone pela Apple
, o leitor Tiago de Jesus, de São Paulo, lembrou-se de que a frase
está contida na terceira lei do cientista e escritor britânico Arthur
C. Clarke (Perfis do Futuro, Arthur Clarke, 1961). "Ao propor um sistema
de leis sobre a predição de descobertas científicas, à
semelhança das mais conhecidas três leis da robótica de Isaac
Asimov, Arthur Clarke estabelece, na terceira lei, que uma tecnologia suficientemente
avançada se torna indistinguível da magia", diz Tiago, que enumera
as "bem-humoradas" três leis de Clarke: 1) Quando um cientista renomado
e de idade avançada diz que algo é possível, ele quase com
certeza está certo. Quando o mesmo cientista diz que algo é impossível,
ele muito provavelmente está errado; 2) A única maneira de descobrir
os limites do possível é aventurar-se um pouco além deles,
no impossível; 3) Uma tecnologia suficientemente avançada torna-se
indistinguível da magia. | |
TUDO PELO MERCOSUL
O
leitor José Fernando Martins Piffer, de São Paulo, está inconformado
com a Lei nº 11444/07, publicada no Diário Oficial da União
no último dia 8: "Lula vai doar 20 milhões de reais ao Paraguai
para 'modernização tributária e redução de
desequilíbrios sociais'. Isso é de deixar qualquer pessoa séria
bestificada", reclama Piffer. "Sera que isso é normal? Nós temos
de agradar aos paraguaios? O dinheiro está sobrando? Por que ninguém
comentou nada? Qual é a explicação para isso?", pergunta
impaciente o leitor Munir Murad. Eles se referem à lei de autoria da Presidência,
aprovada pelo Congresso Nacional, que em seu artigo 1º diz: "Fica o Poder
Executivo autorizado a efetuar doação à República
do Paraguai, no valor de até R$ 20 000 000,00 (vinte milhões de
reais), com a finalidade de fomentar ações naquele país para
a modernização da administração tributária
e aduaneira e a redução de desequilíbrios locais, principalmente
nas áreas sociais e econômicas, buscando melhor integração
entre os países membros do Mercado Comum do Sul Mercosul". O texto
integral pode ser lido no site da Presidência: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11444.htm. |
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O iTUDO DE STEVE JOBS
André
Ricardo Gravatá, de 16 anos, morador da cidade de Embu das Artes, na Grande
São Paulo, fanático por tecnologia, gostou da reportagem "A mágica
e o mágico" (17 de janeiro), sobre o Vale do Silício e o iPhone
de Steve Jobs. "O iPhone é sinônimo concreto de inovação,
e Steve Jobs é um mestre visionário da tecnologia que tem idéias
fantásticas e consegue colocá-las em prática de forma magistral",
diz André. Bem-humorado, ele antecipa "três dos possíveis
futuros inventos desse mestre da criatividade": 1) iAttend: aparelho instalado
nos estabelecimentos comerciais que substituirá os vendedores e caixas
chatos, deixando as pessoas à vontade para escolher o que quiserem e pagar
da melhor forma, escutando sua música preferida e até vendo fotos
do casamento do melhor amigo; 2) iMother: despertador que, entre outras coisas,
lembrará seu dono de coisas que vão desde quando deve vestir agasalho
até a hora em que deve se deitar; 3) iTime: poderoso relógio integrado
a celular, câmera fotográfica e de vídeo, TV, porta-chiclete
e internet wireless com teclado sensível ao toque, impermeável e
indestrutível. | | |