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Suco de uva: é pior e não faz mal

Nélio Rodrigues/Primeiro Plano


Médicos da Associação Americana do Coração fizeram um apelo, na semana passada, para que seus colegas deixem de receitar o consumo de vinho aos pacientes para prevenção de doenças cardíacas. O motivo: ainda há muita polêmica científica sobre a real eficácia da bebida. Segundo eles, o perfil de quem toma vinho comedidamente é o de um sujeito mais magro, que come com moderação e faz mais exercícios, o que ajuda a prevenir o acúmulo de gorduras nas artérias. Mas, para algumas pessoas, a bebida pode elevar a pressão e aumentar o risco de derrame. Pode não ter o mesmo paladar nem o mesmo charme, mas suco de uva não fermentado contém as mesmas substâncias tidas como benéficas para o coração (os antioxidantes), também encontradas num sublime vinho tinto.

 

Erva-de-são-joão

Os adeptos da medicina alternativa podem acrescentar a erva-de-são-joão ao embornal de plantas benignas, agora com o aval de pesquisadores. Estudiosos da Universidade Duke (EUA) atestam as qualidades da planta para o tratamento de depressões leves. O fitoterápico deve ser usado com cautela, entretanto, pois não há conclusões sobre os casos de depressão severa e a possibilidade de recaídas. "Antes de tomá-la, é necessária uma avaliação médica para diagnosticar o tipo de depressão e ter certeza de sua utilidade no caso", adverte a psiquiatra e psicofarmacologista Helena Maria Calil, da Universidade Federal de São Paulo.

 

Cachaça não é água, não

A obra Alcoolismo – O Livro das Respostas faz uma abordagem muito didática e contundente sobre a doença que atinge de 12% a 15% de quem bebe. São 129 tópicos em forma de pergunta e resposta que abrangem aspectos clínicos e comportamentais. O trabalho foi escrito pelo médico Emanuel Ferraz Vespucci e pelo jornalista Ricardo Vespucci.

 

 

 

Uma salada farmacêutica

Jorge Butsuem


Como se sabe, a mistura de remédios pode potencializar ou diminuir a ação de seus princípios ativos e representa um risco para o paciente. Pesquisa recente da Sociedade Americana dos Farmacêuticos do Sistema de Saúde constatou que 51% dos adultos ingerem dois ou mais medicamentos por dia. "Aqui no Brasil a situação é com certeza mais grave", alerta o toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Uma boa prática é jamais esconder do médico o que se está tomando, sobretudo quando estiver em tratamento com mais de um especialista.

 

O lado positivo do fracasso

Nas entrevistas para emprego, muita gente perde o rebolado ao ser questionada sobre pontos vulneráveis do currículo, particularmente aqueles que revelam fracassos. Nessas horas, desconversar não adianta, e só a sinceridade ajuda pouco. Os especialistas de recursos humanos recomendam ressaltar o lado positivo, como mostrar o esforço para superar o tropeço profissional. Ou seja: abandonar a aura de infalível para realçar a necessidade de aprender com os erros pode revelar maturidade e atrair a simpatia do entrevistador.



Teste: Você é valorizado por seu chefe?

Para saber a resposta, faça o teste elaborado por Fátima Zorzato, presidente no Brasil da Russell Reynolds, multinacional especializada em recrutamento de executivos

1) Quando seu chefe faz mudanças na área, ele:
a) consulta toda a equipe
b) troca idéias apenas com algumas pessoas e, raramente, você está entre elas
c) sempre pede sua opinião

2) Na hora de desenvolver os planos estratégicos e os orçamentos de sua área:
a) você praticamente divide essa tarefa com seu chefe
b) você se limita a fornecer as informações solicitadas
c) você contribui da mesma forma que outros colegas

3) Qual foi a última vez que você recebeu aumento salarial espontâneo?
a) Há mais de dois anos
b) Há menos de seis meses
c) Entre seis meses e dois anos

4) Quando você entrega um projeto importante a seu chefe:
a) ele costuma fazer muitas modificações
b) ele faz algumas correções e discute o que altera
c) ele nunca o encarrega de projetos importantes

5) Como você definiria sua relação com o chefe?
a) Muito boa (ele treina, motiva e aconselha)
b) Boa (ele parece gostar de meu trabalho, mas só eventualmente dá retorno positivo)
c) Imprevisível (ele parece nunca estar satisfeito com meu trabalho)

6) Durante as reuniões, seu chefe:
a) incentiva sua participação e reconhece em público seus trabalhos
b) subestima a maior parte de suas idéias
c) aceita algumas de suas sugestões mas não o trata com destaque

7) Como seu chefe reage quando você excede resultados e metas estabelecidas?
a) Atribui seu sucesso à sorte ou à ajuda de outros
b) Fica feliz e divulga a informação
c) Fala dos resultados, mas sem muita ênfase

8) Qual o nível de influência que seu chefe permite que você tenha na organização?
a) Você é tratado como pessoa-chave, ainda que seu cargo atual não evidencie isso
b) Você é chamado para dar suporte ao trabalho de outros
c) Você sente que participa apenas das decisões ligadas ao dia-a-dia de sua área

9) Em sua última reunião de avaliação de desempenho, o que foi discutido?
a) Houve muitos pontos de discordância sobre seu desempenho
b) Falamos sobre oportunidades de crescimento e ele pediu opinião sobre mudanças necessárias
c) A reunião concentrou-se nos pontos que precisam ser aprimorados em meu trabalho atual

 

Total: pontos

 

 

 

Confira o resultado:

Entre 35 e 51 pontos
Entre 25 e 34 pontos
Entre 17 e 24 pontos

 

 

A malhação como poupança

Priscila Prade
Nellie Solitrenick


Praticar esportes na juventude, como tênis, squash, voleibol ou basquete, considerados de alto impacto, ajuda a prevenir o risco de fraturas na velhice. A proteção é maior na região dos quadris. As atividades de impacto são mais eficazes para preservar o vigor dos ossos no futuro do que andar de bicicleta, caminhar, fazer ginástica leve ou nadar. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, depois de medir a consistência óssea de 2.296 homens e 2.914 mulheres. Na ala masculina, o grupo que fez atividades físicas de alto impacto teve 33% menos risco de fraturas que os demais. No grupo feminino, a taxa de proteção foi de 12%. "A densidade óssea é um processo que ocorre desde o nascimento até por volta dos 29 anos nas mulheres e dos 33 nos homens", explica João Gilberto Carazzato, chefe do grupo de medicina esportiva do Hospital das Clínicas de São Paulo. Depois dessa idade, começa o declínio. Como mostra o estudo dos ingleses, malhação na juventude é uma espécie de poupança: criam-se ossos fortes para a velhice.

 

BOA NOTÍCIA

De astral elevado

Envelhecimento não é sinônimo de solidão, tédio e estado depressivo, como se acredita. As "emoções negativas" tendem a diminuir com o avanço da idade, de acordo com um trabalho coordenado pela pesquisadora Susan Turk Charles, do departamento de psicologia e comportamento social da Universidade da Califórnia (EUA). Em uma amostra de 2.804 pessoas, de quatro gerações, verificou-se a tendência da maioria em ter uma visão de mundo mais afirmativa à medida que chegam os cabelos brancos.

 

MÁ NOTÍCIA

Quando a culpa é dos pais

Têm mais chance de embarcar nos hábitos de fumar e de beber os adolescentes filhos de pais que não estabelecem expectativas de comportamento claras, não se mantêm informados sobre a vida deles ou simplesmente não demonstram consideração por seu desempenho social ou escolar. É o que constata um artigo publicado no jornal científico Health Education & Behavior. As meninas mostraram-se mais suscetíveis à pressão dos colegas, quando encorajadas a beber.

 

Deixe as portas abertas

Ilustração Wander Mendes


Um pequeno deslize no momento de comunicar a saída da empresa pode ser o suficiente para arranhar a boa imagem profissional construída durante anos. Os consultores Gutemberg de Macedo e Sandra Guedes dão algumas dicas para sair de um emprego sem fechar as portas para uma eventual volta no futuro:

Se tiver um relacionamento muito bom – mas muito bom mesmo – com o chefe, comunique a intenção de sair já na fase em que estiver participando da seleção em outra empresa. Isso evita que ele se sinta traído.

Evite a saída repentina, como se fugisse. Uma vez acertado o novo emprego, comunique com antecedência seu desligamento, termine os projetos em andamento. Se possível, disponha-se a ficar até que outra pessoa esteja treinada ou contratada para seu lugar.

Um dia antes de sair, avise os colegas, agradeça a colaboração e diga que aguarda novas oportunidades de voltar a se encontrar profissionalmente com eles.

Mande um e-mail ou carta de despedida e informe a todos seu endereço, telefone, e-mail.

Não revele segredos da antiga empresa nem fale mal dos ex-chefes quando estiver no novo emprego. Afinal, o mundo é pequeno.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail:
parausar@abril.com.br

 

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