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"A periferia é uma baleia que não pára de crescer e agora ameaça engolir os habitantes da ilha de prosperidade."
Jaime Luiz Leitão Rodrigues
Rio Claro, SP

 

Cidades

O problema mostrado na reportagem "A explosão da periferia" (24 de janeiro) reflete as abissais diferenças socioeconômicas existentes no Brasil e revela a necessidade mais que urgente de repensarmos questões como reforma agrária, urbanização e, claro, educação. VEJA prestou um serviço de utilidade pública ao revelar a bomba-relógio em que se tornaram as grandes metrópoles do país.
Menelau Júnior
menelaujr@bol.com.br

Infelizmente, nossos governantes só se preocupam, ou fingem se preocupar, com esse problema de quatro em quatro anos, durante as campanhas eleitorais demagógicas.
Luciano Oliveira

lucio_br@hotmail.com

Não é com cesta básica nem com frentes de serviços que se vai segurar o homem no campo, mas com políticas agrícolas sérias que priorizem o crédito orientado e supervisionado, a educação e a garantia da comercialização dos produtos. Lamentavelmente, isso não passa na cabeça elitizada de nossos prefeitos, governadores etc.
João de Jesus Garcia
Feira de Santana, BA

 

Stephen Kanitz

Ler artigos assinados por Stephen Kanitz é sempre gratificante. Mas neste "Ambição e ética" (24 de janeiro) ele foi magistral. Sem atacar grupos e usando exemplos contemporâneos como pano de fundo para seu raciocínio, Kanitz oferece ao leitor um cafezinho enquanto conversa com ele, chamando-o à reflexão, como a lhe perguntar: "Você não pensa o mesmo?" Se cada leitor pudesse responder, diria, enquanto sorve o cafezinho: "Sem dúvida!" (Ponto de vista, 24 de janeiro)
Etiene Arruda

etiene@uol.com.br

O texto de Kanitz, educativo e formador de opinião responsável, é extremamente feliz quando diz: "Nunca colocar minha ambição à frente de minha família". Aliás, a família é o berço da ética.
Giovannini Cesar Figueiredo
Campina Grande, PB

 

Roberto Pompeu de Toledo

É bom saber que contamos semanalmente com o bom senso, o espírito crítico apurado e a lucidez do senhor Roberto Pompeu de Toledo (Ensaio, 24 de janeiro). Simplesmente brilhante a análise da situação vivida pelo governador Mário Covas em "A personagem do momento". O texto é uma verdadeira aula de decência e jornalismo.
Rosenildo Gomes Ferreira
São Paulo, SP

VEJA fecha suas edições com chave de ouro. A forma de Roberto Pompeu retratar os últimos acontecimentos é sempre admirável. Como mulher, venho agradecer pelo carinho que nos dedicou em "A personagem do momento".
Fabiana Cavalcanti de Oliveira
fabianaco@zipmail.com.br

 

Cartas

Em referência à carta da Nestlé (17 de janeiro), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) reitera aos leitores que o produto Nestogeno com Soja, lote S2PF11, da Nestlé Brasil Ltda., apresentou contaminação de soja transgênica (Roundup Ready) de 0,1%, conforme laudos enviados aos Procon e às vigilâncias sanitárias estaduais. Houve interdição cautelar decretada pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e ainda se encontra sob investigação de órgãos competentes de outros Estados. As análises foram realizadas no laboratório Interlabor (Suíça), de grande credibilidade. A empresa foi notificada e convidada a apresentar as provas de eventual controle de suas matérias-primas livres de transgênicos em três oportunidades e ignorou todas elas.
Andréa Salazar

Coordenadora de campanhas do Idec
mhdiniz@lead.com.br

 

Cinema

Parabéns a VEJA pela reportagem sobre a brilhante carreira de Tom Hanks. Um excelente ator que ganhou por mérito os prêmios da Academia merece também uma extensa matéria sobre seus tropeços na carreira e, acima de tudo, sua vitória no cinema. E a redação de VEJA acertou nas críticas feitas ao grande ator que é Tom Hanks ("Não é mole ser Tom Hanks", 24 de janeiro).
Leandro Bessa

leobessa@cultura.com.br

"A periferia é uma baleia que não pára de crescer e agora ameaça engolir os habitantes da ilha de prosperidade."
Jaime Luiz Leitão Rodrigues
Rio Claro, SP

 

Mulheres dóceis

Laura Doyle, em seu livro The Surrendered Wife, estimula um casamento tranqüilo, mas não mulheres satisfeitas. Mais importante que ter uma mulher obediente em casa é ter uma mulher feliz. É um contra-senso ela clamar por submissão feminina numa época em que as mulheres atingem cargos altíssimos em grandes empresas ("Daquelas que só dizem sim", 24 de janeiro).
Patrizia Giorgi Allatere
allaterepatrizia@hotmail.com

Apesar de idéias que se chocam com os conceitos atuais de feminismo, o que Laura Doyle coloca em pauta é que as pessoas, mulheres e homens, podem optar pela forma de se colocarem no casamento. Ela oferece outra idéia, além daquela que prega que a esposa deve assumir uma posição de paridade com o marido. Cabe às mulheres, e aos homens, a decisão sobre o que é melhor para cada um, e assim a possibilidade de alcançar a felicidade será maior.
Jackson
jacksoneide@netsite.com.br

Nem penso em casamento, mas estou profundamente indignada com uma mulher que em pleno início do século XXI, depois de tantas conquistas do sexo feminino, tem a coragem de escrever um livro abordando esse tipo de assunto. É lógico que um casamento dará certo se a mulher se tornar apenas um complemento do lar. Não tem liberdade de opinião, controle sobre as despesas, recebe mesada mesmo trabalhando e até seu desejo sexual depende do parceiro. Sinceramente, esse livro tornar-se best-seller é uma vergonha.
Carolina Medeiros
Alcoragi
bastiao11@hotmail.com

 

Robert Wong

Obrigado a VEJA por nos premiar com a entrevista de Robert Wong. Além do dom de identificar outros talentos, Robert é um exemplo de ética profissional e integridade pessoal. Por suas respostas, percebe-se claramente que ele está muito longe do estrelismo e do jogo de vaidades que, infelizmente, acaba por cegar alguns chamados headhunters (Amarelas, 24 de janeiro).
Daniel Araujo
interfocus@uol.com.br

A carreira profissional é parte do sustentáculo emocional de um homem, e a entrevista do consultor Robert Wong serve de estímulo para aqueles que almejam investir no sucesso de seu trabalho. As perguntas feitas por VEJA encaixam-se com naturalidade na curiosidade do leitor. Parabéns!
Luiz Luna Junior
luizlunajunior@ig.com.br

 

Arc

Meu nome é Tainá e tenho 14 anos. Você ainda não achou bons motivos para investir no Brasil, né? Agora eu vou lhe dar bons motivos para investir no nosso Brasil. Nosso povo ainda tem muito o que aprender e errar, pois errando é que se aprende. Os erros de hoje significam vitórias no futuro.
Tainá Costa Etzel
aetzel@bsnet.com.br

 

Luiz Felipe Lampreia

A propósito de notícia a meu respeito inserida na prestigiosa seção Holofote (24 de janeiro), esclareço que nunca tive nenhuma informação privilegiada de governo sobre nenhum aspecto do assunto telecomunicações. Até a data de hoje nada se concretizou entre mim e a Brasil Telecom ou o banco Opportunity, não havendo portanto vínculo ou obrigação de espécie nenhuma. Para ter orientação segura sobre as implicações dessa possível vinculação, pedi ao doutor João Geraldo Piquet Carneiro, presidente da Comissão de Ética no governo, que me indicasse em que casos eu deveria observar as regras da quarentena ou se haveria impropriedade ou conflito com o Código de Ética no governo numa possível relação contratual minha com o banco Opportunity ou com a Brasil Telecom. O doutor Piquet Carneiro disse que não era o caso de observância de quarentena nem havia impropriedade diante de uma completa ausência de conhecimento meu de alguma informação privilegiada ou tratamento dos assuntos envolvidos.
Luiz Felipe Lampreia
Rio de Janeiro, RJ

 

Trabalho

Diante das informações publicadas na reportagem "A casa da mãe Joana" (10 de janeiro), venho esclarecer que todas as instituições visitadas pela Auditoria do Ministério do Trabalho, na Paraíba, têm condições para ministrar cursos de qualificação profissional. Todos os cursos programados pelo Plano Estadual de Qualificação foram ministrados segundo supervisão feita pelos órgãos da Secretaria do Trabalho. Não houve superfaturamento nas contratações. Todos os cursos pagos com recursos do FAT o foram com preços abaixo dos recomendados pelo Ministério do Trabalho.
Evaldo Gonçalves
de Queiroz
Secretário do Trabalho e Ação Social
João Pessoa, PB

 

CORREÇÃO: A sigla ALN, citada na reportagem "?Que pasa, compañero?" (24 de janeiro), significa Ação Libertadora Nacional e não Aliança Libertadora Nacional, como foi publicado.

 

 

VEJA e internet na Amazônia

P. Martinelli

São Gabriel: 860 quilômetros de Manaus


Luiz Alberto Pepino, de São Gabriel da Cachoeira, cidade distante 860 quilômetros (três dias de barco) de Manaus, no Amazonas, é leitor de VEJA desde 1972 e escreveu do meio da "selva" para falar de sua antiga paixão pela publicação: "Sempre gostei de ir à banca de revistas, em Campo Mourão, no Paraná. Eu tinha somente 12 anos e a revista chegava às quartas-feiras. Alguns anos depois, começou a chegar aos domingos. Que felicidade era pegar aquelas revistas e devorá-las domingo adentro. VEJA sempre foi minha companheira. Gosto da apresentação, do conteúdo e até dos anúncios, que sempre me deixaram por dentro das novidades". Em 1997, Pepino mudou-se para São Gabriel da Cachoeira, onde foi servir no Comando de Fronteira Rio Negro. Lá, a publicação só chegava com mais de vinte dias de atraso. Isso não acontece mais: "Desde o ano passado, ela tem chegado a uma pequena banca da cidade", diz o leitor, satisfeito por poder ler as reportagens ainda na semana de lançamento da revista. Juntamente com a edição impressa, os 45 000 moradores do lugar – 95% deles integrantes das 415 comunidades indígenas locais – ganharam outro meio de ler VEJA: "Está em funcionamento em minha cidade o primeiro provedor de internet (www.poranganet.com.br)". Assinante da Poranganet e do UOL, além de comprar a revista, ele passou a ter acesso a seu conteúdo via rede de computadores (www.veja.com.br).

 

É duro ser bebê


No artigo "É duro ser bebê brasileiro" (17 de janeiro), Diogo Mainardi fala da falta de boas cantigas infantis no Brasil. Alguns leitores escreveram para oferecer ao colunista opções de boas canções para os pequenos. Gláucia Guerra, do Recife, escreveu: "Há lindas músicas brasileiras para crianças em CD: Canções de Brincar e Canções de Ninar, produzidos por Sandra Peres e Paulo Tatit, e Canção dos Direitos da Criança, com músicas de Toquinho e Elifas Andreato". Andrea Canella, do Rio de Janeiro, relembrou: "Que tal A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes, Adivinha o que É, do MPB-4, ou ainda Os Saltimbancos, do Chico Buarque?". Adriana Casemiro Perini, de São Paulo, fez uma versão politicamente correta de Atirei o Pau no Gato: "Não atirei o pau no gato, tô, tô, porque isso, sô, sô, não se faz, faz, faz, o gatinho, nhô, nhô, é nosso amigo, gô, gô, não devemos maltratar os animais, miau!".

 

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