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O grande fenômeno

Capas de VEJA motivadas pela globalização econômica

VEJA volta a tratar da globalização na reportagem especial que abre a seção de Economia. Desta vez, a motivação é a abertura simultânea, não por acaso, de dois fóruns globais dedicados ao assunto. Um deles, realizado em Davos, nos Alpes suíços, é um tradicional conclave de avaliação da economia realizado ininterruptamente há trinta anos. Reúne chefes de Estado, líderes empresariais, religiosos, enfim o establishment – a elite governante mundial. O outro é um fórum das esquerdas. Oposicionistas de diversos países mandaram ao Brasil seus representantes, reunidos em Porto Alegre sob a bandeira da contestação dos rumos atuais do capitalismo. O fenômeno da internacionalização da economia é um tema que, desde sua exacerbação, há alguns anos, tem merecido exame constante de VEJA. Várias reportagens de capa foram dedicadas a apresentar as causas das grandes transformações mundiais e suas conseqüências para as nações e as pessoas que nelas vivem.

Em diversos momentos a globalização econômica deixou muita gente perplexa e ansiosa. Gerou aqui cortes de empregos em nome da produtividade. Ali, fuga de capitais, desvalorização de moedas. A globalização também produziu o oposto: enriquecimento em ritmo jamais visto na história humana. Sobre tudo isso VEJA se debruçou quando se sentiu chamada a explicar o que ocorria no organismo da economia mundial e o que significavam as mudanças para cada um. A globalização não é uma máquina de produzir crises e tampouco uma fonte de felicidade econômica permanente. Ela nada mais é do que um rearranjo mundial que abre uma janela de estupendas oportunidades para nações antes estagnadas – mas que ao mesmo tempo obriga a ajustes internos bruscos e nem sempre indolores. A atenção que a revista dedicou aos dois fóruns econômicos da semana passada, o de Davos e o de Porto Alegre, é mais um capítulo na jornada percorrida pelos profissionais da revista, tendo como cenário o grande fenômeno econômico de nosso tempo.

 

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