1968 - 1998  




O QUE ESCREVERAM SOBRE VEJA
Confira algumas opiniões sobre a revista publicadas
na imprensa

TIME, 1992
"Se a medida do jornalismo é sua habilidade para contrariar os poderosos, VEJA provou que é muito potente. Apesar de uma década de dificuldades econômicas no Brasil, a circulação dobrou desde 1981; hoje, praticamente todo adulto alfabetizado no Brasil lê VEJA. Tais qualidades são fortalecidas pela reputação de independência política, duramente conquistada. Fundada em 1968, no auge da repressão militar no Brasil, VEJA tornou-se um bastião da oposição ao regime autoritário. Mesmo durante esses anos difíceis, os editores de VEJA colocavam toda a energia e provocação possíveis nas matérias políticas da revista."

GAZETA MERCANTIL, 1978
"No dia mesmo em que era assinado o AI-5, em Brasília, Victor Civita era informado de que VEJA era um projeto que carregava "um prejuízo potencial e permanente de 1 milhão de dólares anuais". Ficava sabendo, ainda, que "nada indica possibilidade de recuperação a médio prazo (um ano), nem o atual decréscimo de circulação permite prever uma faixa de estabilização". Ao que era aduzido: "(uma vendagem muito baixa) significa que sua própria existência estará em jogo. O problema não será mais como mantê-la ou custear seu prejuízo. E sim quando fechá-la ou mudá-la radicalmente". Os Civita não optaram por nenhuma das duas sugestões. Agüentaram cinco anos de prejuízos médios de 1 milhão de dólares, para ter, em 1978, se não a mais rentável, pelo menos uma das mais prestigiosas publicações brasileiras."

* MEIO E MENSAGEM, 1995

"A revista VEJA, do Grupo Abril, subiu da quinta para a quarta colocação no ranking mundial de revistas semanais e é a maior publicação semanal fora do mercado americano. A conquista é baseada no relatório divulgado há duas semanas pela revista semanal alemã Der Spiegel."

DIÁRIO POPULAR, 1987

"Em seus dezenove anos de vida, VEJA enfrentou com dignidade as várias fases que o Brasil atravessou. Durante a ditadura militar, nos anos negros da censura à imprensa, foi muito visada por ser a nível nacional e, como os outros urante esses anos difíceis, artifícios para tentar informar o leitor de que havia censura, publicando desenhos, gravuras e ilustrações, ou fotos, que nada tinham a ver com a matéria."

* REVISTA IMPRENSA, 1987

"Resultante absoluto da mais cuidadosa operação de criação/montagem/lançamento de um produto jornalístico, no final da década de 60, VEJA se impôs através de um marketing em que a qualidade do produto impulsionava a venda em banca e as campanhas de assinatura. Hoje com uma tiragem de 800 000 exemplares (680 000 assinaturas), VEJA está presente nos lares da classe AB e é um referencial permanente para a classe média que lê."


AVENTURAS DA REPORTAGEM
Para fazer a revista, seus repórteres viveram algumas aventuras. Confira

1973: TIROS NO CHILE
A editora Dorrit Harazim (foto) estava em Santiago no dia 11 de setembro, data do golpe que derrubou Salvador Allende. Hospedava-se num hotel ao lado da sede do governo, o Palácio de La Moneda. Da janela do quarto, testemunhou e fotografou o bombardeio do edifício. Ao perceber sua presença, soldados partidários de Augusto Pinochet dispararam contra a janela. Dorrit deixou o Chile com ajuda da ONU.

1978: SEQÜESTRO DE URUGUAIOS

O repórter Luís Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B. Scalco saíram da sucursal de Porto Alegre para conferir uma denúncia de seqüestro. Ao chegar ao endereço indicado, foram mantidos sob a mira dos revólveres por vinte minutos e depois liberados. Tratava-se seqüestro por policiais brasileiros dos exilados políticos Lilian Celiberti e Universindo Díaz, mais tarde entregues clandestinamente às autoridades militares do Uruguai.

1979: ENTREVISTA COM O PAPA

Antes de embarcar no avião que levaria o papa João Paulo II da Itália para o México, o correspondente de VEJA em Roma, Marco Antônio de Rezende, aprendeu com um diplomata uma única frase em polonês: "Ouça-me, sua santidade". Estas palavras, dirigidas ao papa em sua língua natal, garantiram para a revista uma entrevista exclusiva.

1989: GUERRA DO LÍBANO

Na cobertura da guerra do Líbano, a editora de internacional, Vilma Gryzinski, e o fotógrafo Claudio Versiani (foto) conseguiram uma entrevista exclusiva com o xeque Fadlallah, líder do Hezbollah, grupo extremista dos mais violentos. Conduzida à base da organização, Vilma foi revistada e convidada a vestir uma túnica negra e um chador, que a cobria da ca-beça aos pés. Por fim, uma recomendação: não podia olhar para o entrevistado, que por sua vez falaria com ela sem fitá-la.

1992: MÁFIA DOS PORTOS

Para fazer uma reportagem sobre as fraudes na contratação de mão-de-obra nos portos brasileiros, o subeditor David Friedlander em-pregou-se como estagiário em uma compa-nhia de navegação. Durante quatro semanas conviveu com estivadores, práticos e marujos do Porto de Santos, enquanto apurava as ir-regularidades na administração do porto.

1994: REFÉNS DO ENTREVISTADO

Marleth Silva, da sucursal de Curitiba, e Policarpo Júnior (foto), subeditor em Brasília, foram presos ao entrevistar o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida em sua casa: "Se você se levantar daí, não sai mais da minha casa", ameaçou Almeida. Num descuido de seu captor, Policarpo ligou do celular para a sucursal em Brasília, que acionou a polícia paranaense. Três horas mais tarde, os jornalistas eram libertados pelo diretor-geral da Polícia Civil do Paraná.





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