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VEJA Recomenda LIVROS
Sherlock
Holmes, Volume 1, de Arthur Conan Doyle (tradução de Maria
Luiza X. de A. Borges; Jorge Zahar Editor; 496 páginas; 89,50 reais)
Reunindo doze contos escritos pelo escocês Arthur Conan Doyle (1859-1930),
esse livro é o primeiro de uma coleção de seis volumes que
vai coligir todas as histórias protagonizadas por Sherlock Holmes
ainda hoje o mais popular detetive da ficção mundial e seu
fiel amigo doutor Watson. O grande diferencial dessa edição são
as mais de 600 notas, a cargo do advogado americano Leslie Klinger, uma autoridade
"sherlockiana". Elas esclarecem os mais diversos detalhes, da vida urbana de Londres
no século XIX às armas usadas por Holmes e Watson. O livro é
enriquecido ainda por uma introdução de John Le Carré e pelas
ilustrações das revistas em que os contos foram originalmente publicados.
Leia
trecho.
Berenice
Procura, de Luiz Alfredo Garcia-Roza (Companhia das Letras; 184 páginas;
29 reais) Nos cinco romances anteriores de Luiz Alfredo Garcia-Roza, os
crimes eram investigados por Espinosa, um perspicaz delegado de polícia.
Nesse novo volume, o autor que, além de seus excelentes policiais,
é também muito reputado por obras teóricas de psicanálise
resolveu investir numa nova protagonista: Berenice, uma motorista de táxi
do Rio de Janeiro. É ela quem desce ao submundo carioca para investigar
o assassinato do travesti Valéria. A cena que abre o livro já dá
uma mostra do clima da história: o cadáver de Valéria, enterrado
na areia, é encontrado por uma criança que brinca na Praia de Copacabana.
Leia
trecho.
Jim
Watson/AFP
 |  | | Hollinghurst:
sátira à era Thatcher | |
A
Linha da Beleza, de Alan Hollinghurst (tradução de Vera
Whately; Nova Fronteira; 464 páginas; 49,90 reais) Nick Guest é
um estudante da Universidade de Oxford que, nos anos 80, vive num quarto alugado
na mansão de Gerald Fedder, membro conservador do Parlamento inglês.
Nick se torna amante de um cocainômano desocupado que vive da fortuna do
pai. Com esses personagens muito ricos, mas pouco admiráveis, o escritor
inglês Alan Hollinghurst traçou um retrato ácido da sociedade
inglesa na era Thatcher a própria dama de ferro, aliás, faz
uma aparição cômica no livro. Apesar da veia satírica
que permeia a narrativa, a história acaba com tintas trágicas, com
o surgimento da aids. Essa combinação de humor e melancolia rendeu
à obra o prestigioso Prêmio Booker de 2004. Leia
trecho. DVD Coleção
Andrzej Wajda (Aurora) Em meados da década de 50, o cineasta
polonês Andrzej Wajda, então apenas entrando nos 30 anos, irrompeu
no cenário cinematográfico mundial com uma trilogia brilhante
e fortíssima sobre as transformações que a Polônia
vinha experimentando, da ocupação nazista à anexação
pelo bloco soviético. Geração (1955), Kanal
(1957) e Cinzas e Diamantes (1958) são protagonizados por atores
diferentes, mas seus personagens são todos recortados do mesmo tecido:
uma mescla de desilusão, cinismo e rompantes de idealismo. Visto em conjunto,
esse tríptico (finalmente disponível no Brasil) compõe um
instantâneo de um país partido até a espinha por toda sorte
de catástrofe um retrato tanto mais duradouro pela propensão
de Wajda a combinar o realismo de sua narrativa a fortes tons simbólicos
e uma encenação altamente teatral, no melhor sentido da palavra.
DISCOS Divulgação
 |  | | System
of a Down: rock com tintas étnicas e políticas | |
Hypnotize, System of a Down (Sony/BMG)
Esse quarteto americano é o principal representante da nova onda de grupos
de rock pesado que invadiu as paradas. Somente neste ano, o System of a Down lançou
dois discos. Em maio saiu Mezmerize, que vendeu cerca de 2 milhões
de cópias nos Estados Unidos. Hypnotize é uma espécie
de continuação do disco anterior, mas traz idéias mais bem
estruturadas. Descendentes de ucranianos, os roqueiros turbinam o timbre de suas
guitarras com influências de música étnica e letras de forte
conteúdo social e político. É o caso de Holy Mountains,
na qual eles denunciam o massacre de ucranianos pelo governo turco, no início
do século passado. Outro destaque é Vicinity of Obscenity,
que critica o abuso sexual de menores. Divulgação
 |  | | A
dupla Audio Bullys: mestres na mistura de dance music e hip hop | |
Generation,
Audio Bullys (EMI) Encabeçada pelo DJ e produtor Tom Dinsdale e
pelo vocalista Simon Franks, essa dupla inglesa combina elementos de dance music
e hip hop. O estilo tem sido burilado por diversos astros do pop inglês,
mas poucos têm a competência de Franks e Dinsdale. O Audio Bullys
ganhou destaque na mídia em 2003, ao lançar Ego War, disco
eleito um dos melhores do ano pelas principais publicações musicais
da Inglaterra. O novo CD da dupla, Generation, mantém o clima de
festa do álbum anterior. Traz diversas faixas dançantes e letras
sobre o cotidiano dos jovens ingleses. Shot You Down (com o sample de My
Baby Shot Me Down, sucesso da cantora Nancy Sinatra) e I'm Love serão
apreciadas mesmo por aqueles que não entendem patavina do que Franks está
cantando. |